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O Símbolo Sexual que o Don Nunca Vai Conseguir Manter

O Símbolo Sexual que o Don Nunca Vai Conseguir Manter

By:  PeachyCompleted
Language: Portuguese
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Tenho um corpo escultural e olhos que já renderam manchetes em Hollywood. Sou o símbolo sexual que todos conhecem, mas que ninguém ousa tocar. Há cinco anos vivo nesta cidade, e nenhum produtor jamais se atreveu a cruzar a linha. O motivo tem nome. Don Vincenzo. O chefe da máfia mais temido de Nova York. Durante sete anos, fui sua amante. Sempre que brigávamos, ele me puxava de volta. Sempre que eu tentava partir, ele me beijava como se o mundo estivesse acabando e me segurava nos braços até eu esquecer por que queria ir embora. E eu fui estúpida o bastante para acreditar que um dia seria mais do que isso. Acreditei que seria a única mulher dele. Acreditei que me tornaria sua Donna. Então chegou meu aniversário de vinte e oito anos. Depois do jantar, ouvi uma conversa que nunca deveria ter escutado. — A Chloe é divertida. Mas para ser minha Donna... tenho opções melhores. Foi naquele instante que algo morreu dentro de mim. Arranquei do peito o amor ridículo que sentia por ele e me transformei exatamente no que Vincenzo parecia querer. Uma amante perfeita. Bonita. Obediente. E interessada apenas no dinheiro dele. Mas, estranhamente, ele não pareceu gostar da mudança. Seus olhos escuros me analisaram por longos segundos. — Além desta cobertura em Manhattan, não existe realmente mais nada que você queira de mim? Sorri, envolvi os braços em volta do pescoço dele e inclinei a cabeça com falsa inocência. — Quer dizer que eu também posso escolher uma Ferrari?

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Chapter 1

CAPÍTULO 1

Vincenzo saiu da cama sem dizer uma palavra.

Fiquei observando suas costas.

As marcas dos arranhões que eu tinha deixado na noite anterior se estendiam das omoplatas até as covinhas na base de suas costas. A marca arroxeada em seu pescoço desapareceu sob o colarinho assim que ele vestiu a camisa.

— Você está bravo? — tentei manter a voz suave.

As mãos dele pararam sobre a gravata.

— ...Vincenzo?

— Cala a boca.

Congelei.

Ele vestiu o paletó sem sequer olhar para mim.

A porta se fechou com força, fazendo toda a cobertura estremecer.

Sentei na cama, abraçando os joelhos contra o peito. Fiquei olhando para o lugar onde ele estivera sentado momentos antes. Os lençóis ainda estavam quentes.

Estranho.

O que havia de errado em pedir dinheiro?

Ele era o Don de Nova York. Bastava espirrar e toda a Costa Leste pegava um resfriado. Será que realmente estava sem dinheiro para uma Ferrari?

O homem gastava metade do meu salário anual de atriz em charutos todos os meses.

Hesitei antes de pegar o celular. Meu polegar permaneceu sobre o nome dele por vários segundos.

No fim, abaixei a mão.

Quando Vincenzo estava de mau humor, a melhor coisa era manter distância.

Depois de sete anos, eu conhecia as regras melhor do que ninguém.

Levantei e caminhei descalça até o fundo do closet.

Ali havia um cofre climatizado. A senha era minha data de nascimento. Foi ele quem a escolheu.

Dentro estavam seis conjuntos de joias Cartier.

Peças únicas adquiridas em leilões clandestinos na Suíça.

Peças únicas.

Só para retirá-las do cofre eram necessárias três assinaturas.

Quando me deu aquelas joias, ele mordeu minha orelha e sussurrou:

— Use-as. Mostre àqueles velhos bastardos de Hollywood a quem você pertence.

Retirei a caixa mais ao fundo.

As safiras.

O primeiro conjunto que ele me deu.

Esse eu guardei.

Dos outros cinco, tirei fotos uma por uma.

Abri um aplicativo criptografado e enviei uma mensagem para um número que não usava havia cinco anos.

“Cinco conjuntos. Leve tudo. Dinheiro vivo.”

A resposta veio imediatamente.

“Srta. Bennett, regras de sempre. Trinta por cento de desconto.”

“Vinte por cento. Entrega hoje à noite.”

“...Fechado.”

Joguei o celular sobre a cama.

Ali, descalça sobre o piso de madeira, eu realmente comecei a rir.

Afinal, eu não tinha utilidade para aquelas coisas.

Use a mesma joia duas vezes no tapete vermelho e você vira motivo de piada.

Se eu deixasse de ser a acompanhante dele nesses eventos de elite, aquelas joias não passariam de pedras frias guardadas em um cofre.

Vendê-las não seria suficiente para comprar uma Ferrari topo de linha, mas um modelo básico resolveria o problema.

Empilhei cuidadosamente as caixas vazias e tranquei o cofre.

Naquela noite, dormi como um bebê.

Mas às nove da manhã seguinte, uma ligação frenética me arrancou do sono.

— Chloe, você e o Vincenzo terminaram?! — Harper gritou do outro lado da linha.

Sentei na cama de um salto.

— O quê?

— Nova York inteira está falando disso! Você não viu seu celular?

— ...Estava no silencioso.

— Abre o Page Six! Agora! Está na manchete!

Coloquei a ligação no viva-voz e abri o navegador.

A manchete mais recente queimou meus olhos.

[EXCLUSIVO] Don Vincenzo é visto em segredo com a herdeira Conti de Chicago em uma propriedade em Long Island. A princesa da máfia Genevieve pode se tornar a próxima Donna!

Abaixo da manchete havia uma grade com nove fotografias.

Long Island.

A mansão branca.

O jardim de rosas que eu já tinha visitado inúmeras vezes.

Uma mulher loira vestia o sobretudo preto de Vincenzo e sorria para ele, descalça sobre a grama.

Vincenzo estava atrás dela, olhando em sua direção.

Havia uma ternura em seus olhos que ele jamais demonstrara para mim.

Reconheci imediatamente aquele casaco.

Brioni sob medida.

Na parte interna da gola esquerda estava bordada uma única letra.

C.

Minha inicial.

Fiquei encarando aquela letra por um longo tempo.

— Chloe? — Harper chamou com cautela. — Você está bem?

Rolei a tela até os comentários.

O mais curtido dizia:

“Isso sim é um casal poderoso. A princesa Conti e o Don Marchetti. Um par perfeito.”

O segundo:

“Olha só essa amante barata que subiu na vida dormindo com ele. Sete anos e nem um anel. Patético.”

O terceiro:

“Uma atriz burra achando que poderia virar Donna? Continue sonhando.”

Curti o comentário.

— Chloe! — Harper parecia prestes a chorar. — Não faz isso comigo. Fala alguma coisa.

— Estou bem.

— Sete anos... como ele pôde...

— Harper — interrompi. — Ontem vendi cinco conjuntos Cartier.

— ...O quê?

— O dinheiro já foi liberado. Vou te levar para jantar no Per Se hoje à noite.

O silêncio do outro lado da linha foi absoluto.

— Você me ouviu? — perguntei.

— Chloe... — a voz dela tremeu. — Você realmente não está triste?

Caminhei até as janelas que iam do chão ao teto.

O horizonte de Manhattan se estendia abaixo de mim, cinzento e apagado como uma pintura antiga.

Observei meu reflexo no vidro.

Olhos sedutores.

Lábios cheios.

Cintura de ampulheta.

Eu era o rosto mais caro de Hollywood.

E o brinquedo mais caro do chefe da máfia.

Curvei os lábios em um sorriso.

Triste?

Que direito eu tinha de ficar triste?

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