LOGINApós o fim de seu relacionamento e depois de uma vida inteira aprendendo a ser invisível, Lyara aceita o que parece ser apenas um trabalho temporário: tornar-se babá dos filhos de um bilionário americano. A mansão é fria, silenciosa e cheia de regras. O pai das crianças, Don Trevellyan, construiu um império com a mesma precisão com que ergueu muros ao redor de si, e não permite que ninguém atravesse essas barreiras. Mas Lyara não veio para conquistar. Veio para recomeçar. E, sem perceber, ela faz o que ninguém conseguiu: devolve risos à casa, cria vínculos reais com as crianças e quebra a rotina perfeitamente controlada do homem mais poderoso que já conheceu. Don tenta se convencer de que ela é apenas a babá, mas a forma como ela ocupa os espaços, como entende seus filhos, como desafia seu silêncio… tudo o tira do eixo. O desejo surge primeiro como incômodo, depois como necessidade, e logo se transforma em obsessão. Ele pode comprar tudo. Controlar todos. Exceto essa mulher.
View More— Mas o meu currículo não é tão bom quanto o seu, amiga — ela prosseguiu sem me encarar. — Eu não consegui uma nova família e isso me desesperou a ponto de eu aceitar a ajuda do infeliz. Então, ele indicou o programa para o pai e eu terminei aqui cuidando da Hannah, a meia-irmã dele. Eu sempre encarei Kells como uma espécie de livro aberto. Ela sempre foi tão explosiva e extrovertida que não parecia que guardava uma história como a que havia acabado de me contar, que tivesse um segredo ruim e não quisesse que outras pessoas soubessem. — E o que ele está fazendo aqui? — questionei, finalmente falando alguma coisa. — Não deveria estar na Flórida com a esposa e o filho? Ela revirou os olhos, respondendo a minha pergunta com um único gesto. — O que você acha? Era óbvio que Donavan estava ali atrás de Kells, da mesma forma que era óbvio que ele continuava casado. — Filho da puta — deixei escapar, surpreendendo até a minha amiga com o palavrão. Ela riu e eu fiquei feliz por nos tirar d
— Sua safada! — Kells gritou, assim que eu contei que tinha transado com Don, ou quase isso, já que fomos interrompidos por Bárbara bem no meio da foda. Ela voltou os olhos azuis na minha direção e me imitou, dizendo: — “Ele é o meu chefe... Nunca rolaria nada”. Foram as exatas palavras que eu havia pronunciado no dia em que nos conhecemos, logo após ser questionada por ela sobre ter algo com Trevellyan. Em minha defesa, naquele tempo eu realmente não acreditava nessa possibilidade. — Eu ainda não acredito que você só foi me contar sobre o beijo depois de dar pra ele! — ela continuou, sentindo-se ofendida por eu ter guardado aquilo por tanto tempo. — De santinha você só tem a cara, Lyara Alves. Eu fiquei vermelha, e não consegui deixar de rir. Sentia-me envergonhada por ter contado aquilo, mas, ao mesmo tempo, era ótimo poder dividir isso, dizer a outra pessoa o quão bem eu estava me sentindo. — Tecnicamente, eu não dei pra ele — rebati, mordendo o meu lábio inferior. — Ainda não.
Parecia um maldito filme pornô, um daqueles que olhávamos e ríamos ao constatar o óbvio fingimento da atriz. Mas, no meu caso, realmente estava sentindo tudo, cada dedada dele, e isso me fazia querer extravasar. Tinha certeza de que haviam me ouvido, mas eu não conseguia mais me policiar. Os movimentos dele eram rápidos e fortes demais, estava além do meu controle. A mão pesada do loiro continuava a sacudir o meu sexo, torturando-me de forma prazerosa e cruel. O safado sabia como tratar uma boceta. Tinha certeza absoluta de que havia acabado de ter um orgasmo. — Merda... — sussurrei, sentindo a minha garganta cansada. — Eu acho que a casa inteira me ouviu gritar. Don voltou o olhar para o relógio prateado em seu pulso e sorriu. — Daniela ainda nem deve ter chegado à escola da Bárbara — ele respondeu, não escondendo o quanto isso o animava. — Sabe o que isso significa? — Balancei a minha cabeça, negando e ele completou, dando-me a resposta: — Que você ainda tem muito tempo para
As suas mãos desceram e, sem um aviso prévio, Don me tirou do chão, pegando-me no colo. A primeira coisa que eu pensei, foi no quão bom era estar nos braços dele. Aquelas mãos me segurando, seus olhos fixos em meu rosto e a sensação de estar sendo dominada faziam com que eu me sentisse incrivelmente bem. Pelo menos, até uma segunda coisa invadir a minha mente. Entrando em desespero, pensei: “ele não vai me aguentar”. Esse simples pensamento foi o suficiente para destruir completamente aquela minha armadura de mulher poderosa. Eu me imaginei caindo por cima dele e acabando com o clima entre nós dois. Fantasiei tantas coisas horríveis — em sua maioria, desastres envolvendo o meu peso —, que isso ficou nítido na minha testa, como se estivesse destacado em letras garrafais. Ele sorriu, com os olhos claros me queimando. — Fica tranquila... — ele sussurrou, de forma maliciosa. — Eu te aguento. Não foi difícil chegar à conclusão de que ele não estava se referindo ao meu peso. E se ai












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