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Autor: Lika
last update Data de publicação: 2026-02-14 22:16:16

Pelo menos, não até aquele momento, quando a minha amiga me trouxe essa dúvida.

Fiquei tão perturbada que senti vontade de retornar a ligação só pra deixar claro o quanto eu era bem resolvida comigo mesma, mas, enquanto pensava nas coisas que diria assim que ela atendesse, notei que os meus argumentos não eram tão bons quanto havia pensado.

Não tinha ideia por que me amava, não conseguia escolher muitas qualidades de mim mesma, com exceção do meu trabalho. Não conseguia citar míseras cinco pa
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Último capítulo

  • A BABÁ DO BILIONÁRIO OBCECADO    62

    — Mas o meu currículo não é tão bom quanto o seu, amiga — ela prosseguiu sem me encarar. — Eu não consegui uma nova família e isso me desesperou a ponto de eu aceitar a ajuda do infeliz. Então, ele indicou o programa para o pai e eu terminei aqui cuidando da Hannah, a meia-irmã dele. Eu sempre encarei Kells como uma espécie de livro aberto. Ela sempre foi tão explosiva e extrovertida que não parecia que guardava uma história como a que havia acabado de me contar, que tivesse um segredo ruim e não quisesse que outras pessoas soubessem. — E o que ele está fazendo aqui? — questionei, finalmente falando alguma coisa. — Não deveria estar na Flórida com a esposa e o filho? Ela revirou os olhos, respondendo a minha pergunta com um único gesto. — O que você acha? Era óbvio que Donavan estava ali atrás de Kells, da mesma forma que era óbvio que ele continuava casado. — Filho da puta — deixei escapar, surpreendendo até a minha amiga com o palavrão. Ela riu e eu fiquei feliz por nos tirar d

  • A BABÁ DO BILIONÁRIO OBCECADO    61

    — Sua safada! — Kells gritou, assim que eu contei que tinha transado com Don, ou quase isso, já que fomos interrompidos por Bárbara bem no meio da foda. Ela voltou os olhos azuis na minha direção e me imitou, dizendo: — “Ele é o meu chefe... Nunca rolaria nada”. Foram as exatas palavras que eu havia pronunciado no dia em que nos conhecemos, logo após ser questionada por ela sobre ter algo com Trevellyan. Em minha defesa, naquele tempo eu realmente não acreditava nessa possibilidade. — Eu ainda não acredito que você só foi me contar sobre o beijo depois de dar pra ele! — ela continuou, sentindo-se ofendida por eu ter guardado aquilo por tanto tempo. — De santinha você só tem a cara, Lyara Alves. Eu fiquei vermelha, e não consegui deixar de rir. Sentia-me envergonhada por ter contado aquilo, mas, ao mesmo tempo, era ótimo poder dividir isso, dizer a outra pessoa o quão bem eu estava me sentindo. — Tecnicamente, eu não dei pra ele — rebati, mordendo o meu lábio inferior. — Ainda não.

  • A BABÁ DO BILIONÁRIO OBCECADO    60

    Parecia um maldito filme pornô, um daqueles que olhávamos e ríamos ao constatar o óbvio fingimento da atriz. Mas, no meu caso, realmente estava sentindo tudo, cada dedada dele, e isso me fazia querer extravasar. Tinha certeza de que haviam me ouvido, mas eu não conseguia mais me policiar. Os movimentos dele eram rápidos e fortes demais, estava além do meu controle. A mão pesada do loiro continuava a sacudir o meu sexo, torturando-me de forma prazerosa e cruel. O safado sabia como tratar uma boceta. Tinha certeza absoluta de que havia acabado de ter um orgasmo. — Merda... — sussurrei, sentindo a minha garganta cansada. — Eu acho que a casa inteira me ouviu gritar. Don voltou o olhar para o relógio prateado em seu pulso e sorriu. — Daniela ainda nem deve ter chegado à escola da Bárbara — ele respondeu, não escondendo o quanto isso o animava. — Sabe o que isso significa? — Balancei a minha cabeça, negando e ele completou, dando-me a resposta: — Que você ainda tem muito tempo para

  • A BABÁ DO BILIONÁRIO OBCECADO    59

    As suas mãos desceram e, sem um aviso prévio, Don me tirou do chão, pegando-me no colo. A primeira coisa que eu pensei, foi no quão bom era estar nos braços dele. Aquelas mãos me segurando, seus olhos fixos em meu rosto e a sensação de estar sendo dominada faziam com que eu me sentisse incrivelmente bem. Pelo menos, até uma segunda coisa invadir a minha mente. Entrando em desespero, pensei: “ele não vai me aguentar”. Esse simples pensamento foi o suficiente para destruir completamente aquela minha armadura de mulher poderosa. Eu me imaginei caindo por cima dele e acabando com o clima entre nós dois. Fantasiei tantas coisas horríveis — em sua maioria, desastres envolvendo o meu peso —, que isso ficou nítido na minha testa, como se estivesse destacado em letras garrafais. Ele sorriu, com os olhos claros me queimando. — Fica tranquila... — ele sussurrou, de forma maliciosa. — Eu te aguento. Não foi difícil chegar à conclusão de que ele não estava se referindo ao meu peso. E se ai

  • A BABÁ DO BILIONÁRIO OBCECADO    58

    Ele riu, divertindo-se com a minha preocupação e desespero, e isso, obviamente, chamou a minha atenção. Mas eu não precisei nem questionar, pois logo o meu chefe me deu a resposta: — Fica tranquila... Eu já pedi pra Daniela ir buscá-las. — Você o quê? — tornei a questionar, não acreditando naquilo. Eu não controlei a minha risada, que soou de forma exagerada. — Então, quer dizer que você entrou no quarto sabendo que a gente... — Eu sabia que a nossa conversa demoraria um pouquinho... — ele respondeu, não escondendo o sorriso cafajeste e convencido. — E eu meio que estava certo, não é? Você até pegou no meu pau. Eu me sentia tão idiota por tê-lo deixado colocar a mão em mim — e por ter colocado a mão nele —, mas, ao mesmo tempo, estava excitada demais para despachá-lo do meu quarto. Sentia-me atraída por Don desde o segundo em que eu o vi, e esse sentimento cresceu muito com o passar do tempo, conforme eu o fui alimentando com todos aqueles sonhos eróticos, além das vezes que, atra

  • A BABÁ DO BILIONÁRIO OBCECADO    57

    — Agora, será que a gente pode conversar? Se eu pudesse dizer “não”, teria dito. — Eu estou ouvindo, senhor Trevellyan — disse, como se o sobrenome dele fosse magicamente tornar aquela conversa em algo formal. O “formal” havia morrido naquela boate em que estivemos. Ele riu, provavelmente achando graça da minha tentativa malsucedida de mudar o rumo daquela conversa. O meu chefe fez um gesto com o dedo para que eu me aproximasse dele. E com um pouquinho de resistência, acabei acatando aquela sua ordem, colocando-me bem em frente a ele, encarando diretamente as suas lanternas cinzentas. E foi como se o meu rosto estivesse iluminado por um farol. Por uma fração de segundos, Don Trevellyan me cegou. — Então? — continuei sem graça, ansiosa para encerrar aquilo e me ver livre daqueles olhos intimidantes. — Sobre o que você quer conversar comigo? — Eu não tenho a mínima ideia — ele sussurrou, acelerando as batidas do meu coração. O meu chefe se levantou da cama e deu um passo, gruda

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