LOGINLaura Mendes está acostumada a lutar sozinha. Depois de perder o emprego que mal pagava suas contas, ela se vê sem saída enquanto tenta manter a mãe internada no hospital. Sem dinheiro, sem ajuda e com o mundo desmoronando ao seu redor, a última coisa que ela espera é receber uma proposta inesperada. Adrian Montenegro é um CEO poderoso, frio e inacessível desde a morte da esposa. Criar o filho sozinho já é difícil… mas quando os avós da criança entram com um processo para tirá-lo dele, Adrian precisa provar que pode oferecer algo que nunca quis ter novamente: uma família. A solução surge na forma mais improvável possível. Laura. Agora, um contrato une dois estranhos que carregam seus próprios fardos: um casamento falso que deveria resolver seus problemas. Sem amor. Sem sentimentos. Sem promessas. Mas viver sob o mesmo teto, cuidar de uma criança que precisa de ambos… e fingir ser uma família perfeita pode tornar impossível separar o que é acordo do que começa a parecer real. Porque alguns contratos são assinados com tinta… e outros acabam marcados no coração. 💙
View MoreLaura MendesTheo ainda estava agarrado a mim, a respiração finalmente tranquila, como se todo o caos tivesse sido drenado do corpinho dele. Minha mão continuava em seus cabelos, em um movimento lento, quase automático, como se parar significasse que tudo poderia voltar. Mas não era nele que eu estava focada.Era na presença parada na porta.Levantei os olhos devagar.Adrian não tinha se aproximado, não tinha dito nada, apenas observava, com aquela expressão fechada que parecia esconder mais do que mostrava, como se sentir fosse algo que ele tivesse aprendido a evitar.Com cuidado, me afastei de Theo, ajeitando-o na cama, soltando seus dedos dos meus aos poucos."Ele dormiu", falei baixo, mais para quebrar o silêncio do que por qualquer outra coisa.Adrian entrou no quarto sem responder. Seus passos eram firmes, controlados, e por um segundo achei que ele diria algo… qualquer coisa. Mas não. Ele apenas se inclinou, beijou a testa do filho e saiu logo em seguida, como se eu não estives
Laura MendesMeu rosto queimava, mas não era só vergonha — era aquela sensação sufocante de estar sendo colocada contra a parede, sem uma saída real, como se qualquer resposta que eu desse já estivesse decidida antes mesmo de eu abrir a boca.Eu queria recusar aquele emprego, mas tinha vinte e quatro anos, apenas trinta dólares na carteira e uma porrada de dívidas e uma vida problemática.Queria manter o pouco de dignidade que ainda me restava, virar as costas e sair dali com a cabeça erguida… mas a imagem da minha mãe, imóvel naquela cama de hospital, respirando com ajuda de aparelhos, esmagou qualquer impulso de rebeldia que ainda existia em mim.Eu engoli seco e abaixei a cabeça sem conseguir olhar nos olhos daquele maldito desembargador. "Eu aceito o trabalho."Minha voz saiu mais baixa do que eu gostaria, mas firme o suficiente para não soar como um pedido.Ele não demonstrou surpresa, nem satisfação. Apenas assentiu, como se aquilo fosse inevitável."Como imaginei."Aquilo me irr
Adrian Montenegro Há um momento em sua vida, que as coisas começam a não fazer sentido. E era assim que eu me sentia após um acidente de carro levar Tessa, a minha esposa morta. "Sr. Montenegro." a secretária bateu na porta levemente." Ligaram da sua casa, outra babá pediu as contas." Esmurrei a parede do escritório com força até sentir meus punhos ficarem vermelhos. Nenhuma maldita empregada conseguia lidar com o emocional de uma criança de seis anos que viu a mãe se partir em pedacinhos na sua frente. E para ser sincero,nem eu mesmo sabia. "Puta que pariu!" suspirei exarcebadamente com as mãos na cabeça." Obrigada, eu darei um jeito, pode sair." Era assim a minha vida agora. Procurando babás, tentando ser o minimamente presente na vida de uma criança que não tinha culpa de nada. Saí do trabalho diretamente para uma casa noturna ali próxima. Eu já tinha perdido a conta. Era sempre a mesma coisa. Elas chegavam confiantes,educadas, profissionais. E em poucos dias estavam indo em
LauraO ônibus me deixou três quadras antes do endereço. Vejo um espelho em frente a uma loja chique, confiro novamente a roupa. Um vestido preto social que ia até meus joelhos, um salto preto de aproximadamente três centímetros e os cabelos num coque.Eu fiquei alguns segundos parada na calçada, olhando o endereço amassado na minha mão como se ele fosse se transformar em outra coisa se eu olhasse o suficiente.Puta merda. Enquanto eu andava quase me perdia. Casas enormes, jardins perfeitamente podados, carros luxuosos estacionados nas entradas de pedra. Aquela parte da cidade parecia existir em outra realidade, muito distante da minha.Engoli seco e comecei a caminhar. Cada passo fazia meu estômago apertar mais.Eu tinha usado o último dinheiro que tinha para pagar aquela passagem de ônibus. Se aquilo fosse alguma espécie de brincadeira cruel…O papel tremia levemente entre meus dedos quando finalmente parei diante do portão.Era alto, de ferro preto, com detalhes ornamentados que p






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