Se connecterCapítulo 250No dia combinado, ela chegou ao apartamento pouco depois das duas da tarde com a bolsa do hospital em um ombro e a mochila da faculdade no outro.— Você está mudando para cá aos poucos?— Muito engraçado. Saí direto do hospital.Ela entrou e deixou as coisas sobre uma poltrona.— Já almoçou?— Já.— Ótimo. Porque eu também e hoje não pretendo fiscalizar sua alimentação.— Você nunca fiscalizou.— Sua mãe fiscaliza por nós dois.Ele riu e fechou a porta.Ela percebeu que ele ficou muito perto.— O que foi?— Quero conversar com você.Ela arqueou uma sobrancelha.— Essa frase nunca anuncia coisa boa.— Não é nada ruim.— Então pode falar.Ela se sentou no sofá, esperando.— Quando minha mãe falou com você no hospital, a ideia era que viesse para cá porque eu precisava de ajuda durante a adaptação.— Eu lembro.— No começo fez sentido. Vicente não podia continuar aqui o tempo inteiro, meus pais também não, e eu ainda tinha algumas dificuldades.Esmeralda começou a entender e
Capítulo 249 Ela acordou com o despertador e ficou um tempo na cama. Então abriu os olhos e sorriu ao lembrar dos beijos. Passou os dedos pelos lábios e soltou uma risada baixa. — Meu Deus... Levantou, tomou banho e vestiu a roupa que havia trazido. Quando saiu do quarto, ele estava na cozinha preparando café. — Bom dia. — Bom dia. Esmeralda caminhou até a bancada. Por um momento, ficaram apenas se olhando. — Vai ficar estranho agora? — ela perguntou. — Não sei. Você pretende deixar tudo ficar estranho? — Eu ia perguntar a mesma coisa. — Então estamos indo muito bem. Ela pegou uma xícara e serviu café. — Dormiu bem? — Depois que uma mulher bebeu duas taças de vinho, sentou no meu colo e me atacou? Virou lentamente para ele. — Ataquei? — Fui pego desprevenido. — Quer registrar ocorrência? — Estou avaliando. Ela tomou um gole de café. — Faça isso. Quero ouvir sua versão para a polícia. Ele riu. Passou por ele para pegar alguma coisa sobre a mesa. Ele não conseguia
Capítulo 248Apertou a cintura dela e aprofundou o beijo.Quando os lábios se separaram, ela continuou com o braço ao redor do pescoço dele. Os dois respiravam um pouco mais rápido.— Você me beijou.Ela sorriu.— Beijei.— Depois de duas taças de vinho.O sorriso diminuiu.— Não estou bêbada.— Eu sei.— Então não use isso como desculpa para fingir que eu não sabia o que estava fazendo.Silêncio. Aproximou novamente o rosto.— Eu sabia.Dessa vez, beijou mais devagar e ele correspondeu. Deslizou as mãos pelas costas dela e a trouxe um pouco mais para perto. O beijo ganhou intensidade, fazendo ela sentir um arrepio quando os dedos dele apertaram suavemente sua cintura.Não tinha dúvida naquele toque. Ele a desejava. E saber disso fez o coração dela acelerar ainda mais. Quando se afastaram novamente, encostou a testa na dele.— Acha que as coisas estão confusas?Ele sorriu.— Agora estão muito piores.Ela também riu.— Ótimo.— Ótimo?— Eu não gosto de sofrer sozinha.Ela tocou os lábi
Capítulo 247Esmeralda passou os dois dias seguintes sem ir ao apartamento. Trabalhou no hospital durante o dia, teve aula presencial à noite e ainda precisou adiantar um trabalho que seria entregue naquela semana. Mesmo assim, trocaram algumas mensagens.Na quinta-feira, Esmeralda saiu do hospital no meio da tarde e encontrou uma mensagem enviada poucos minutos antes."Vai ter aula hoje?"Ela respondeu enquanto caminhava."On-line. Por quê?"A resposta demorou um pouco."Quer jantar comigo hoje?"Esmeralda parou de andar e leu novamente. Não era um pedido para passar no apartamento.Um sorriso apareceu antes que pudesse evitar."Quero."***Ele deixou o celular sobre a mesa. Não tinha sido difícil.Gael marcou o jantar para depois da aula dela. Escolheu um restaurante tranquilo, fez a reserva e avisou ao motorista.No começo da noite, tomou banho e se arrumou sem pressa. Escolheu uma camisa escura e uma calça que facilitava sua rotina com a cadeira. Quando terminou, parou a cadeira d
Capítulo 246 Nos dias seguintes, os olhares demoravam mais, ganharam outro significado e Gael parecia pensar duas vezes antes de permitir que a proximidade entre eles ultrapassasse uma distância segura. À tarde, chegou ao apartamento pouco depois das três. Tinha acabado de terminar a fisioterapia e estava sozinho. Vicente não aparecia todos os dias como nas primeiras semanas depois da alta. Aos poucos, retomava a própria rotina, exatamente como queria. Ela tocou a campainha. Quando ele abriu a porta, Esmeralda levantou a sacola que carregava. — Trouxe suborno. — Comida? — Bolo. — Entre. Ela riu e passou por ele. — Impressionante como é fácil comprar você. — Depende do bolo. Foi para a cozinha enquanto Gael fechava a porta. Quando voltou para a sala, encontrou alguns objetos sobre o sofá e uma mala aberta no chão. — Vicente está indo embora? — Oficialmente. Só esqueceu metade da existência dele aqui. — Entendi. — Disse que vem buscar o restante hoje. Ela olhou para uma
Capítulo 245 Na manhã seguinte, acordou antes do despertador e ficou olhando para o teto, tentando entender por que tinha acordado tão cedo. Foi então se lembrou do olhar que trocaram na noite anterior. Ela fechou os olhos e puxou o lençol até o rosto. — Que maravilha... Não estava arrependida de nada porque, tecnicamente, nada havia acontecido. O problema era justamente esse. Estava plenamente consciente de que sentia atração por ele. E precisaria sair do quarto e encontrá-lo na cozinha como se não tivesse passado parte da noite pensando em como seria o gosto da boca dele. Tomou banho, vestiu o uniforme e prendeu os cabelos. Quando entrou na cozinha, ele estava acordado preparando café. — Bom dia. Ele se virou para ela. — Bom dia. Ela pegou uma xícara. — Dormiu bem? — Sim. E você? — Também. Ele serviu café para os dois e perguntou: — Que horas começa seu plantão? Conversaram sobre tudo, menos nos acontecimentos da noite anterior. Quando terminou o café, pegou a bolsa







