INICIAR SESIÓNUsando minha percepção para localizar onde estavam, concentrei-me em puxar as cúpulas de gelo na minha direção, arrastando com elas quem estava dentro. Assim que ambas ficaram à minha frente, rompi as estruturas com o pouco de energia que me restava.Mia ainda respirava, embora fracamente. Luke parecia não ter ferimentos graves, mas mal reagiu quando o puxei.— Vamos — murmurei, mais para mim mesma do que para eles.Congelei o corte no pulso de Mia para estancar o sangramento e abri um caminho pela neve usando o restante da minha energia. A neve se erguia em paredes de quase dois metros dos dois lados. Se o vento soprasse mais forte e as derrubasse sobre mim, eu seria soterrada e não conseguiria sair.Segurei a mão de Luke e Mia, puxando-os comigo enquanto lutava para me manter consciente. Eu não tinha mais energia para qualquer truque mágico, então tudo o que eu podia fazer era arrastá-los com a minha própria força. A cada passo, sentia minha respiração se aprofundar, a dor em meu ve
Aqueles eram os últimos minutos antes de a escuridão tomar o ambiente. Quando a noite caísse, eu estaria em séria desvantagem, pois minha visão era muito inferior à de um desperto. Naqueles instantes finais, era uma aposta de tudo ou nada.Um sopro de gelo escapou de minha boca enquanto eu encarava a muralha se rompendo. Fiz um movimento com as mãos, como se fosse atacar, colocando-os em posição defensiva. Isso me deu tempo suficiente para cobrir Luke e Mia com uma cúpula de gelo. Ao perceberem que eu não havia atacado, Yan e os homens mais próximos avançaram na minha direção, reduzindo rapidamente a distância.Sem tempo para pensar, condensei inúmeras lâminas de gelo no ar e as disparei contra eles. Alguns foram atingidos, mas a maioria se desviou. Sem interromper o movimento, voltei minha atenção para a neve acumulada no chão e a puxei com um gesto seco.A neve respondeu de imediato. O que antes era apenas uma camada irregular se ergueu em ondas densas, lançadas para frente como uma
Após a explicação, Yan agarrou Luke pelo pescoço e o forçou a se ajoelhar. O ódio em seu olhar era tão intenso que, por um instante, achei que ele o mataria. Em vez disso, arrancou a mordaça de sua boca.— Eu nunca levantaria um dedo contra o meu irmão — rosnou Luke, gemendo de dor.— Ele te abandonou e você ainda o considera seu irmão? Que mente fraca — disse Stella, pisoteando-o. — Por trair a comunidade, você terá que arcar com as consequências.— Mãe, pare, por favor! Ele é o Luke, o homem que amo. Não o machuque! — implorou Mia, com os olhos marejados. Era como se a ficha estivesse começando a cair. — Mãe, olhe para mim. Sei que você não é assim. O que está acontecendo? Esse homem te ameaçou?— Cale-se! — ordenou Stella, em um tom raivoso. — Não pense que me conhece. Se não pode me dar o que quero, para que você me serve?Dito isso, ela continuou a pisotear Luke, rindo de forma descontrolada, enquanto ele se segurava para não gritar. Ainda assim, não conseguia esconder a dor que s
Segundo meu tio Ravi, a primogênita desse alfa tinha, no mínimo, a minha idade. O nome dele também não me era estranho, pois constava no relatório que Ryan havia preparado sobre os convidados de seu noivado. Esse tal de Ulias tinha pelo menos uma dúzia de filhos. Embora muitos fossem fruto de relações não oficiais, era difícil acreditar que não houvesse ao menos uma mulher fixa ao seu lado.Para deixar minha recusa ainda mais clara, congelei completamente o pergaminho e, usando a hidrocinese, arremessei-o de volta, quase acertando o rosto dele.— O alfa Ulias não é comprometido — retrucou o homem, em tom nervoso, após desviar por pouco. — Que homem nunca teve aventuras? O que você pode obter se aceitar essa...— Você não me ouviu? — gritei, em tom imponente, interrompendo-o. — Não vou repetir. Agora suma com todos os seus presentes. Dou até amanhã para que se retirem do meu território, ou sofrerão as consequências.Meu tom era agressivo, minha postura firme, deixando clara a minha pos
As muralhas externas do castelo foram sendo cercadas aos poucos. Por conta do reforço de gelo, eles não conseguiam entrar, muito menos escalar para invadir. A neve continuava caindo, fazendo a temperatura despencar. Ainda assim, a presença deles permanecia insistente, mesmo quando a luz do dia começou a se apagar lentamente por trás das nuvens densas.Algo me dizia que havia algo muito errado, que eu não deveria sair do castelo sob nenhuma circunstância. Ainda assim, não conseguia deixar de pensar na possibilidade de haver reféns. Por que mais permaneceriam ali, imóveis, à espera? Aquilo não parecia apenas uma tentativa de chamar minha atenção, mas uma abordagem contida, quase como um pedido silencioso por diálogo. No fim, senti que não tinha escolha a não ser sair e aceitar esse encontro.Enquanto atravessava o longo jardim, mantinha a atenção em cada presença ao redor, certificando-me de que não havia armadilhas. Mia, com seu jeito perdido, me seguia com passos inseguros. Se fosse L
Era evidente que Mia sentia a obrigação de me ajudar a ficar bem, mas se diminuía por acreditar que não estava conseguindo. Eu não queria que se culpasse por algo que estava fora do seu controle. Ela não deveria carregar esse peso.— Você é mais importante do que imagina. Se não estivesse comigo agora, não sei o que seria de mim.Ao que parecia, escolhi as palavras certas. Os olhos de Mia se encheram de lágrimas e sua expressão suavizou. Um sorriso leve surgiu em seu rosto enquanto me olhava, comovida.— Alteza, obrigada. Nunca ninguém me disse isso, que eu era importante. Estou tão acostumada a ouvir sobre as minhas falhas, a ter pessoas dizendo que fariam tudo por mim e que eu não precisava me preocupar, que comecei a sentir que minha existência não tinha sentido. Essa é a primeira vez que sinto que encontrei algo que posso fazer.Dessa vez, eu não pretendia olhar para Mia com pena. Era exatamente esse tipo de criação que aquela mulher havia planejado para mim, me diminuir para torn







