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Facada Invisível

last update 公開日: 2026-10-12 09:57:34

Diego

Mais focado em encontrar Janaína e menos impulsivo, volto a dirigir minha caminhonete, enquanto Jackson e o sacristão observam cada travessa, cada vegetação e cada movimento suspeito pela janela, a fim de avistarem o sedã vermelho.

Enquanto isso, Lene com o celular grudado no ouvido fala com conhecidos.

Estamos no trajeto que dá para a praia do pescador, mas antes procuramos feito loucos em outros lugares.

Paramos no porto, na balsa, nos postos de gasolina... Ninguém viu nada. As inform
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  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Don't Worry!

    JanaínaCorro sem olhar para trás. Os galhos secos arranham o meu braço, mas a dor do corpo não é nada comparado ao estrago que Diego fez em meus sentimento.Por que escondeu de mim que Gláucia estava grávida dele? Sou a favor da família. Jamais permitiria ser renegada após descobrir uma gravidez, então nesse ponto, não menosprezando o sequestro, entendo Gláucia no ato de seu desespero.Minha cabeça ainda dói por conta do golpe seco que dei no nariz da Gláucia, mas o medo e o desespero me mantêm de pé.De repente, a vegetação fecha um pouco menos e o barulho de um motor de um jipe vem do ramal que dá acesso à Praia do Pesqueiro. É uma mulher de chapéu de palha, canga amarrada na cintura e óculos de sol no teto da cabeça, pilotando devagar, enquanto escuta " Don't Worry" de Bob Marley.Fico até surpresa, como se eu tivesse voltado para a minha terra natal. "Isso deve ser um sinal de que devo agir."Em puro desespero, aceno com os dois braços no meio da estrada.Ela toma um susto

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Só um Milagre

    Diego​— Não faz sentido, Jackson... — digo, com a voz embargada e — como Janaína pode acreditar nessa história de gravidez?!​— Difícil saber! — Jackson tenta me acalmar, debruçando-se do banco de trás para apertar meu ombro. — A Janaína tava num cativeiro, numa situação delicada... A pessoa se aproveitou pra destruir vocês por dentro. Tomara que possamos chegar a tempo e interceptar ela antes que entre na balsa! Só assim descobrimos.Enquanto aperto o pé no acelerador me lembro das palavras de Janaína martelam na minha cabeça a cada sobressalto do carro. A raiva, a dor e o pavor se misturam numa tempestade que me cega por completo.Que barriga?! Que bebê?!— DIEGO! ATENÇÃO! — o grito de Lene ecoa no banco do passageiro.Piso no freio com tudo. Os pneus cantam na terra batida e a caminhonete derrapa, levantando uma cortina densa de poeira.A escassos metros do para-choque, travando a estrada de ponta a ponta, uma manada de búfalos atravessa o caminho a passo de tartaruga. Os animai

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Facada Invisível

    DiegoMais focado em encontrar Janaína e menos impulsivo, volto a dirigir minha caminhonete, enquanto Jackson e o sacristão observam cada travessa, cada vegetação e cada movimento suspeito pela janela, a fim de avistarem o sedã vermelho.Enquanto isso, Lene com o celular grudado no ouvido fala com conhecidos.Estamos no trajeto que dá para a praia do pescador, mas antes procuramos feito loucos em outros lugares. Paramos no porto, na balsa, nos postos de gasolina... Ninguém viu nada. As informações chegam desencontradas, confusas, desenhadas pelo medo ou pela ignorância: um diz que viu o sedã vermelho dobrando para a praia; outro jura que o carro seguiu rumo a Salvaterra. Cada pista me deixa sufocado pela sensação incômoda de impotência.A cada negativa, tenho vontade de xingar, gritar, me descabelar.Preciso encontrar Janaína. Preciso do seu amor e do seu sorriso que acalma a minha alma.A aflição começa a se apoderar de mim com mais intensidade até que entro em uma ruela poeirenta

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Chá de Revelação

    ​Janaína​Estou chocada com os retalhos do meu vestido de noiva espalhados pelo chão. Sinto uma lágrima quente escorrer pela minha bochecha, mas engulo o choro no mesmo instante."​Não. Não vou me entregar. Tenho que encontrar um jeito de sair daqui."​Tenho seis horas a meu favor. Cada minuto conta.​— Vou acabar contigo, sua perturbada! — murmuro entre os dentes.​A risada debochada da Gláucia ecoa pelo galpão, mas, de repente, ela trava. Segura a respiração, arregala os olhos e passa a mão na barriga. Observo-a ficar pálida em questão de segundos, enquanto o suor frio começa a escorrer pela testa dela.​— Oh, não... — ela choraminga, cobrindo a boca com as duas mãos como se quisesse conter o embrulho que vem do estômago.​Depressa, ela corre em direção ao minúsculo banheiro no fundo do galpão. Curva-se sobre o vaso e começa a vomitar para valer.​Não sei o que essa mocreia comeu, mas essa é a minha deixa.​Trato de analisar tudo ao meu redor. A cadeira de madeira onde estou amarrad

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Maligna é Ela

    Janaína ​— O quê? Não vou mandar foto do meu xibiu pra você não, Armando... Tá igual à Mata Atlântica!​Essa fala maluca me faz recobrar o sentido.​Não sei quanto tempo se passou. Minha cabeça dói e o gosto na minha boca é amargo e metálico. Abro os olhos devagar, mas a luz fraca e amarelada faz tudo girar.​— Melhor ainda. Cobras vivem explorando matas. Só uma foto, vai... — A voz masculina invade o ambiente. Noto que rola ali uma conversa sem-vergonha por videochamada.​— Ah, não, querido. Prefiro a Serra Pelada. Lá é que tá o ouro... ​Reviro meus olhos, enojada. Tento mover as mãos para massagear a cabeça, mas percebo que estou completamente imóvel. Meus pulsos estão firmemente amarrados para trás com uma corda áspera que fere a minha pele. Os meus tornozelos também estão presos às pernas de uma cadeira de madeira pesada.​Olho ao redor, tentando me situar. O lugar é escuro, úmido e cheira a mofo. Paredes de madeira inacabadas, teias de aranha pelos cantos... É um galpão abandon

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Cadê a Noiva

    Diego Estaciono a caminhonete na calçada oposta ao hotel da Lea. Olho para o relógio e verifico que estou atrasado.Antes de descer do carro, ligo para Janaína. Dá na caixa postal.Não faz mal, se ela ainda não chegou no hotel, imagino que ela esteja no ateliê e não pode atender, mas vou saber disso agora.Guardo o celular e um sorriso bobo brinca no meu rosto. Anseio pela chegada de minha noiva para o nosso ensaio fotográfico.Lene e Jackson também vão para fazer o deles e o nosso itinerário será em alguns pontos turísticos de Soure.Atravesso e vou para a recepção do hotel. Cumprimento Lene e Jackson que estão, é claro, sendo vigiados pela Alfa. A beata faz crochê e fica de olho nos dois. Sentada num sofá e com um monte de novelo espalhado, interpreto que ela não dá vez para os turistas se sentarem ali. Em seguida, pergunto por Janaína achando que ela está conversando com dona Lea.— Pensei que ela estava com você. — Jackson responde unindo as sobrancelhas. — Não... Mas e

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