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Sem Manga com Sal

last update publish date: 2026-09-04 23:26:48

Diego

Estaciono o carro na fazenda Monteiro, e ao olhar para as minhas mãos, percebo a tremedeira.

​A última vez que pisei numa igreja para confessar meus pecados eu tinha onze anos e foi logo depois de quebrar a cabeça de um garoto por tentar roubar o lanche da minha namoradinha.

Na época, o padre não aliviou a minha barra. Sempre foi um homem rígido com o rebanho e nunca aceitou rebeldia.

​Olho desconfiado em direção à varanda. Janaína parece muito à vontade conversando com ele... só espero
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  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Momento Emocionante

    JanaínaDe repente, uma nuvem densa, vibrante e radiante de fumaça azul sobe rasgando o céu, espalhando-se no ar e tingindo todo o gramado da Fazenda Magalhães de azul-turquesa!​A reação foi imediata, barulhenta e explosiva!Meus olhos ardem de emoção pura. Imediatamente o Diego me enlaça em seus braços e me gira com uma leveza inacreditável, me levantando do chão enquanto nós dois rimos e choramos juntos, inundados por uma onda de felicidade inegável.​— Meu Deus, Janaína... É um menino! Nós vamos ter um menino! — Diego repete, rindo alto contra o meu pescoço, com a respiração acelerada.​— Sim, meu amor! O nosso meninão! — respondo, com as mãos atadas ao redor do pescoço dele com uma alegria que não cabe em mim de tão grande.Assim que ele me põe no chão é inevitável o nosso beijo profundo, cheio de amor e cumplicidade, enquanto os aplausos, os gritos festivos e os rojões da nossa família ecoam pelos campos da fazenda. Desejamos selar este momento com os nossos corpos, nossa alegr

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Menino ou Menina?

    Janaína​Fecho o baú do avô de Diego e suspiro, mais uma vez com lágrimas banhando a minha face.​Tal qual o meu marido, Saturnino Magalhães era um homem extremamente apaixonado. Pelas cartas, dava para sentir o quanto o amor entre ele e a esposa Mariana era profundo, embora tenham enfrentado muitos percalços. A avó do Diego teve muita dificuldade para ter filhos, até que nasceu um milagre para o casal: João Magalhães, o pai de Diego. Nas cartas, era possível ver também o quanto Saturnino era bem-humorado, adorava dançar com a esposa e tinha uma habilidade invejável para movimentar os negócios da fazenda.​Enxugo as lágrimas e, para esconder as olheiras da emoção, capricho um pouco na maquiagem. Afinal, a herança daquele legado familiar lindo vai direto ao encontro da nossa maior alegria: o grande dia do nosso chá de revelação.​A porta do quarto se abre de supetão e o meu marido estica o pescoço. Pelo reflexo do espelho, ele passeia os olhos pelo meu vestido branco longo, soltinho

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Surpresa do Passado.

    Diego​O hotel está um sucesso absoluto. Graças ao bom atendimento aos clientes e ao fluxo constante de visitantes, tenho ampliado cada vez mais os espaços de lazer da Fazenda Magalhães.Por conta disto, ​eu e o Fred resolvemos vistoriar o velho barracão de madeira de lei que o meu falecido avô ergueu no começo da história da fazenda. A ideia é transformar o espaço numa área de convivência e degustação de queijos para os hóspedes do hotel. ​Enquanto nos dirigimos até lá sob o sol forte do Marajó, pego-me pensando no quanto os últimos meses foram proveitosos. Dentre todas as vitórias do hotel, preciso destacar o orgulho que sinto ao ver as garotas do cabaré da Lili se empenhando para fazer um trabalho digno, impecável e com um compromisso que dá gosto de ver.​Um grunhido rouco do Fred me faz interromper os pensamentos. Me aproximo e o vejo forçar com uma alavanca de ferro os barrotes podres do chão de madeira batida.​— Força nesse braço, Fred! — brinco, enxugando o suor da testa

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    A Recompensa Bem-Vinda

    DiegoEu estava sonhando. Cavalgando o mesmo cavalo que pedi emprestado na ocasião que achei ter perdido Janaína.Dessa vez ele não me levava para o porto, mas sim para a fazenda do Miguel.Acontece que mais uma vez fui interrompido por uma manada de búfalos. Como alternativa, resolvi saltar com o cavalo, mas antes de iniciar meu objetivo, recebo um cutucão no ombro.Sobressaltado, acordo pronto para laçar um ladrão ou correr atrás de búfalo no pasto, mas era só Janaína com cara sofrida e um pedido que parecia roteiro de filme de terror, me falando o que queria comer.Que criatividade as mulheres têm para os desejos da gravidez! A mostarda é fácil, agora onde encontrar queijo de cabra e manga?Pelo menos não desejou refrigerante cor de rosa como todos em Soure sabe que a Jane fez com Miguel.O pobre coitado teve que ir no Maranhão, no helicóptero do Francisco para comprar e de madrugada.​​Olho rapidamente para o relógio na parede. São três horas e dezessete minutos e eu tonto de

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Exótico

    Janaína​(Dois meses depois...)​São exatamente três horas e dezessete minutos da manhã quando abro os olhos no escuro do nosso quarto.​Olho para o lado. A respiração pesada e ritmada do Diego só faz intensificar a minha urgência incontrolável de comer fatias de manga com mostarda sobre um pedaço de queijo de cabra.​Fico com a boca cheia d'água na hora. Sei que não é fome comum. É uma necessidade vital, um comando absoluto enviado direto do meu útero para o meu cérebro. É uma emergência!​Sento-me devagar na cama, acariciando a barriga levemente saliente sob a camisola leve.​— Céus... tu não podia ter esperado o sol nascer, amorzinho? — murmuro num tom baixinho, mas a salivação só aumenta.​Tento mudar o foco do pensamento para outras coisas: os hóspedes do hotel, a preparação do chá de revelação, o sexo selvagem com meu cowboy... Nada alivia! Não posso correr o risco de deixar meu bebê nascer com cara de manga.​Não tem jeito. Viro-me para o Diego e dou uma cutucada firme no om

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    O Passeio

    ​Diego​Os passeios turísticos do hotel tem sido uma terapia para mim e Janaína e um sucesso para os hóspedes. Nem sempre posso, mas quando eu em pessoa faço o passeio guiado, a expectativa vai lá no teto. Todo mundo que conhecer o fazendeiro da capa da Revista Rural e colecionar fotos.Porém esse não é o motivo principal de hoje eu levar os hóspedes no passeio. Existe uma razão com sabor de nostalgia. ​Então, logo cedo, ajeito o chapéu na cabeça e pego a direção da caminhonete adaptada para transportar os hóspedes.Confiro o garrafão de água de coco na caixa térmica e observo Janaína que vem logo atrás, com passos calmos, segurando a câmera e meu coração transborda de felicidade.Desde que assumimos o hotel tem sido uma experiência interessante. Há vezes que dirijo o hotel e ela tem sido a minha auxiliar, e em outras ocasiões invertemos os papéis. ​— Tudo pronto pro tour, meu cowboy? — Janaína pergunta, ajustando a lente da câmera.​— Tudo pronto! Hoje essa turma vai se diver

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