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Capítulo 5

Auteur: Crystal K
Ponto de vista de Roric.

A voz do médico ecoava pelo quarto do hospital, mas eu não conseguia ouvir uma única palavra.

— O bebê está bem. Foi apenas uma queda leve, sem nenhuma complicação. A senhorita Cressida só precisa descansar por alguns dias.

Assenti, mas meus olhos continuaram fixos na janela.

Cressida dormia, ainda com marcas de lágrimas no rosto.

No entanto, tudo o que eu conseguia enxergar era a expressão de Ayla naquele provador.

Uma expressão de absoluto desespero, como se ela finalm
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  • A Loba Que Definhava, a Companheira Esquecida   Capítulo 8

    Ponto de vista de Roric.Minha vingança estava completa, mas não me trouxe paz. Apenas me arrastou para um círculo ainda mais profundo do inferno.Cancelei todas as cerimônias, anulei minha coroação como Alfa e mandei embora qualquer um que tentasse me consolar.Eu só queria ficar sozinho no lugar onde ela havia vivido.Precisei obrigar Briony a me entregar a chave do apartamento de Ayla.Ela me odiava, mas me temia ainda mais. Agora, todos os lobisomens da América do Norte me temiam.Abri a porta, e o cheiro de Ayla ainda pairava no ar.Fraco. Tão fraco... Contudo, foi suficiente para fazer meu coração parar.Sentei-me no sofá, toquei a xícara que ela costumava usar e folheei os livros que havia lido.Tudo ali me lembrava que Ayla vivera naquele lugar. E agora ela estava morta.Morta por minhas mãos.No quarto, escondida no canto mais profundo sob a cama, encontrei uma pequena caixa.Dentro dela havia um lobo de madeira esculpido de maneira rudimentar.O primeiro presente que dei a Ay

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    Ponto de vista de Roric.Cressida e minha mãe tremiam sem parar.— Não é o que você está pensando! Roric, deixe-me explicar... — Gaguejou Cressida, recuando.Em um piscar de olhos, avancei sobre ela.Minhas garras envolveram sua garganta.— Explicar o quê? — Rugi, com a voz semelhante ao rosnado de uma fera. — Como você fingiu estar grávida? Ou como conspirou para assassinar Ayla?Os olhos de Cressida se arregalaram enquanto ela arranhava minha mão, lutando para respirar.— Roric! O que está fazendo? Ela é sua companheira! — Gritou minha mãe, correndo em nossa direção.— Companheira? — Zombei antes de arremessar Cressida no chão. — Uma mentirosa? Uma assassina?Ela se chocou contra uma das colunas de pedra do jardim e gritou de dor.Aquela altura, a confusão já havia atraído os membros da alcateia. Anciãos, guardas e lobisomens de todas as posições.Ao verem meus olhos vermelhos como sangue, nenhum deles ousou se aproximar.— Ótimo. Já que estão todos aqui, poderão conhecer a obra-pr

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    Ponto de vista de Roric.Garota morta.As palavras explodiram em minha mente.— O que você disse? Quem morreu? — Segurei o braço de Maya, com a voz trêmula. Maya se soltou de mim com um puxão. Seus olhos estavam repletos de lágrimas e ódio.— Ayla.— Não... — Cambaleei para trás, com a mente vazia. — Impossível. Ela só sofreu alguns ferimentos...— Você a matou. Tudo por causa desse maldito vestido da cerimônia de acasalamento. — Declarou Maya, com a voz afiada como uma lâmina.Ela se virou para ir embora.— Espere!Avancei e bloqueei seu caminho.— Isso não é possível. Minha mãe disse que o companheiro dela foi buscá-la...— Companheiro? — Maya soltou uma risada fria e amarga. — Que companheiro? Ayla não olhou para outro homem durante todos esses sete anos!Meu mundo se despedaçou.— Mãe!Girei nos calcanhares e corri até minha mãe, com a voz rouca.— Ayla está morta? Você disse que o companheiro dela foi buscá-la!Toda a cor desapareceu do rosto de minha mãe.— Roric... — Começou

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    Ponto de vista de Roric.A voz do médico ecoava pelo quarto do hospital, mas eu não conseguia ouvir uma única palavra.— O bebê está bem. Foi apenas uma queda leve, sem nenhuma complicação. A senhorita Cressida só precisa descansar por alguns dias.Assenti, mas meus olhos continuaram fixos na janela.Cressida dormia, ainda com marcas de lágrimas no rosto.No entanto, tudo o que eu conseguia enxergar era a expressão de Ayla naquele provador.Uma expressão de absoluto desespero, como se ela finalmente tivesse desistido.Um pânico violento cravou as garras em meu lobo, acompanhado pela certeza primitiva de que alguma coisa estava terrivelmente errada.Peguei o celular e liguei para Ayla, mas a ligação caiu na caixa postal.Liguei outra vez, e caiu na caixa postal novamente.Saí do quarto a passos largos e comecei a percorrer o corredor como um animal enjaulado.Por que diabos eu estava tão inquieto?Eu deveria estar feliz. O bebê estava bem, minha família estava a salvo, e a mulher que me

  • A Loba Que Definhava, a Companheira Esquecida   Capítulo 4

    O carro parou diante de um elegante edifício branco.Moonlight Couture.Eu tinha sonhado mil vezes em sair daquela loja usando o vestido que eu mesma desenhei.Agora, finalmente estava ali, mas para ver outra mulher vesti-lo.Roric desceu, contornou o carro e abriu a porta para mim. Quando tentei me levantar, minhas pernas, enfraquecidas por causa da minha loba moribunda, cederam, e meu corpo tombou para a frente.Por instinto, ele me segurou.Durante uma fração de segundo, fui envolvida por seu conhecido aroma de pinho.Era a primeira vez em sete anos.O calor de seu corpo atravessou o casaco, tão familiar, tão real, e meu coração disparou dentro do peito.No instante seguinte, porém, Roric me soltou.Fiquei paralisada, observando-o caminhar até uma lixeira próxima, tirar um lenço desinfetante do bolso e limpar meticulosamente a mão que havia tocado em mim.Esfregou cada dedo e cada espaço entre eles, como se o simples contato com minha pele pudesse envenená-lo.— Roric não toca em ou

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    Às nove da manhã, eu já estava lá embaixo.Briony enrolou um cachecol ao redor do meu pescoço e colocou um café quente em minhas mãos.— Ele disse que viria às dez. Você não precisava ter descido tão cedo. — Resmungou, franzindo a testa.— Não quero me atrasar.Dez horas. Ninguém apareceu.Dez e meia. A rua continuava vazia.Onze horas. O café já estava gelado.Minha ligação caiu direto na caixa postal. Não tentei de novo, apenas continuei esperando.Eu sabia que ele fazia aquilo de propósito.A situação me levou de volta a sete anos antes, quando era eu quem sempre se atrasava. Roric ficava me esperando lá embaixo, alto e firme, enquanto eu fazia questão de demorar.Quando finalmente descia correndo, ele fingia estar de cara fechada. Mas bastava um leve puxão em sua manga e um beijo rápido em seu queixo, depois de me erguer na ponta dos pés, para toda aquela falsa irritação desaparecer.Então, Roric me puxava para um abraço apertado e soltava um suspiro carregado de resignação e carin

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