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Meu Alfa Escolheu Minha Irmã, Então Eu Escolhi Outra Pessoa

Meu Alfa Escolheu Minha Irmã, Então Eu Escolhi Outra Pessoa

By:  Willow·haiCompleted
Language: Portuguese
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Antes da nossa cerimônia, meu companheiro, Pavel Blackwell, me levou para comer frutos do mar com minha irmã, Vivienne. O garçom os reconheceu: — O de sempre para vocês dois? Pavel assentiu e se sentou ao lado dela. Quando o caranguejo chegou, quebrou a carapaça e separou a carne para Vivienne. Eu estava numa cadeira extra no corredor, sem sequer um potinho de molho. No meio da refeição, o garçom trouxe um conjunto de talheres para casais. — Pavel, Vivienne, esta é a centésima visita de vocês! Ganharam um conjunto personalizado. Atrás de cada peça, havia uma gravação: "Pavel e Vivienne. Nunca distantes." A data mais antiga era de três anos atrás. Foi naquele dia que uma reação alérgica grave me levou à cirurgia. Quase morri. Durante as três horas em que minha vida esteve por um fio, Pavel não estava à porta me esperando. Vivienne sorriu, travessa. — Pavel, quando você e minha irmãzinha forem companheiros oficiais, ela não vai impedir nossos encontros, vai? Pavel bagunçou o cabelo dela e olhou para mim. — Claro que não. Ela sempre foi razoável. Além disso, nos conhecemos há dez anos. Ashlyn e eu só descobrimos que somos companheiros predestinados há quatro. Se ela se incomodar, terá que aprender a conviver com isso. Na volta, sentei sozinha no banco de trás. O da frente sempre fora de Vivienne. O assistente virtual anunciou: — Bem-vinda, Vivienne! Pavel vai levá-la para casa em segurança! Observei a paisagem pela janela. De repente, estava farta de tudo. Peguei o celular e mandei uma mensagem ao meu pai. [Eu aceito o companheiro arranjado pela alcateia.] Dez anos de convivência haviam tornado a companhia um do outro um hábito. Então, era hora de abandonar o meu. Um hábito de quatro anos.

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Chapter 1

Capítulo 1

Na volta, Vivienne havia bebido demais e estava começando a cochilar.

— Pavel, estou com tanto sono. Quanto falta para chegarmos em casa?

Pavel sorriu.

— Logo. Aguente só mais um pouco.

Não disse nada. Eu sabia o que ele queria dizer. Ele levaria Vivienne para casa primeiro.

A casa de Vivienne ficava a pelo menos duas horas de distância.

Eu já havia me preparado para uma longa viagem.

Mas, em vez disso, o carro entrou na propriedade de Pavel e parou na entrada principal.

Pavel colocou o casaco sobre o meu colo e baixou a voz.

— Vivienne está cansada. Vou levá-la lá para cima para descansar.

— No máximo dez minutos. Espere aqui por mim.

Ele saiu primeiro, abriu a porta do passageiro e pegou Vivienne, adormecida, nos braços.

Ele se movia com tanta delicadeza que chegava a ser absurdo.

Abri a boca, mas nenhuma palavra saiu.

Em quatro anos juntos, Pavel nunca havia me deixado passar a noite na casa dele.

Ele sempre dizia que, como ainda não havíamos nos tornado companheiros oficialmente, se as pessoas começassem a falar, isso arruinaria minha reputação.

Lobos ficam com seus futuros companheiros o tempo todo, e ainda assim ele insistia em me levar para casa, não importava o quão tarde fosse.

Eu queria perguntar por que era diferente com Vivienne.

Mas, quando as palavras chegaram à minha boca, já não fazia sentido.

Aquela estava longe de ser a primeira exceção que ele havia aberto para ela.

Esperei por mais de meia hora antes de Pavel voltar.

Ele entrou no carro e me ofereceu um cobertor que eu mesma havia feito para ele.

— Está ficando frio. Se cubra com isso.

Meu olhar baixou para a mão dele.

Havia um desenho colorido de desenho animado feito com henna nela.

Houve uma época em que eu também gostava de arte com henna. Pedi a Pavel que experimentasse comigo, mas ele recusou de imediato.

— Ashlyn, sou o Alfa de uma alcateia. Não tenho tempo para coisas infantis como essa. — Ele havia dito.

Pensei que aquele era simplesmente o jeito de ser de Pavel: sempre sério, correto e avesso a brincadeiras.

Acontece que ele podia ser diferente com a pessoa certa.

Quando não peguei o cobertor, ele se virou para mim.

— O que foi? Você está se sentindo bem?

Antes que eu pudesse responder, o telefone dele tocou.

Era Vivienne. Ele atendeu imediatamente.

— Pavel, sua casa está tão escura e fria. Estou com medo. Você pode voltar? Onde você deixou seu cobertor?

A outra mão, a que segurava o cobertor estendido para mim, recuou bruscamente.

— Espere por mim. Já estou voltando.

Talvez o reflexo tenha sido rápido demais.

Ele já estava fora do carro antes de se lembrar de que eu estava ali, e uma expressão hesitante passou por seu rosto.

— Ashlyn, Vivienne está bêbada. Não posso deixá-la sozinha lá em cima. Você pode pegar um carro por aplicativo para ir para casa?

— Ela precisa mais desse cobertor do que você. Só coloque o casaco e vá.

Pavel não havia desligado, e Vivienne ouviu tudo do outro lado.

— Pavel, Ashlyn não vai ficar chateada se você não levá-la para casa? Eu consigo me virar sozinha. Se Ashlyn quiser o cobertor, deixe que ela fique com ele. Eu realmente não me importo.

Pavel respondeu sem pensar duas vezes.

— Não se preocupe com ela. É só um cobertor. Use se quiser.

As pontas dos meus dedos ficaram frias.

Ele havia se esquecido completamente de que fui eu quem fez aquele cobertor e de que ele havia prometido que ninguém mais jamais tocaria nele.

Aparentemente, Vivienne não contava como outra pessoa.

Finalmente entendi. Naquele triângulo, eu era a intrusa, e tudo dependia do que quer que Vivienne quisesse.

Quando permaneci em silêncio, Pavel suavizou a voz para me convencer.

— Eu já chamei um carro por aplicativo para você. Não faça uma cena, está bem? Vivienne ainda está bêbada. Não vamos brigar agora.

Assenti e saí do carro.

— Eu sei. Volte para dentro. Ela tem medo do frio e do escuro, não é? Não a faça esperar.

Pavel me lançou um olhar surpreso e então ajeitou cuidadosamente o casaco sobre os meus ombros.

— Está bem. Tome cuidado. Mande uma mensagem quando chegar em casa. Amanhã de manhã, vou com você à loja de animais para comprar as coisas da Annie.

— Sei que hoje foi diferente. Da próxima vez, eu levo você, prometo. É você quem vai se tornar minha companheira. Não fique chateada por uma coisa tão pequena.

Fiquei observando-o se afastar e reprimi a dor que sentia.

Pavel ainda não sabia, mas não haveria uma próxima vez para nós.

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