INICIAR SESIÓN— Ei... — Falei, indo na direção dela. — Estou procurando por...Ela se virou e foi embora antes que eu terminasse.Seus passos aceleraram quando dobrou a esquina e desapareceu.“Ela sabe alguma coisa”, meu lobo rosnou.E sabia mesmo.— Ei! — Gritei.Ignorei o suspiro assustado da recepcionista, contornei a mesa correndo e fui atrás da mulher.Conseguia ouvir a recepcionista chamando a segurança atrás de mim, mas não dei atenção.A mulher já estava no elevador, apertando o botão freneticamente.Seus olhos se arregalaram quando me viu chegando.As portas se abriram.Ela correu para dentro e apertou o botão para fechá-las.Consegui chegar antes.Enfiei o braço entre as portas quando começaram a se fechar, forçando-as a abrir de novo, e entrei.A mulher arquejou e se encostou na parede do fundo do elevador.Vi quando levou a mão ao bolso.— F-fique para trás! — Gritou. — Eu estou armada!Olhei para baixo e vi que ela agora segurava um pequeno frasco de spray de pimenta.
Ponto de vista de GideonAs terras humanas eram exatamente como eu lembrava.Eu só tinha vindo ali uma vez na vida, quando era mais jovem e acompanhava meu pai numa negociação, mas odiava aquele lugar naquela época tanto quanto odiava agora.A cidade era lotada demais.Barulhenta demais.Não havia verde em lugar nenhum, e os prédios altos bloqueavam metade do céu.Todo mundo parecia grosseiro, empurrando, esbarrando e gritando.O som constante das buzinas era suficiente para fazer meus ouvidos sangrarem.“Urgh.”Meu lobo enrugou o focinho com o cheiro vindo de um carrinho de cachorro-quente na rua.“Eu odeio este lugar.”“Não vamos ficar muito tempo”, respondi.O prédio alto onde ficava o escritório dela já surgia adiante, com a fachada metálica brilhando sob a luz da tarde.“Só o suficiente para pegar Avery e levar ela para casa.”“E se ela se recusar?”Minha mandíbula se contraiu.Eu não tinha pensado tão longe.Principalmente porque não queria sequer considerar essa
Ponto de vista de AveryMeu coração deu um solavanco no peito.— Acho que você está me confundindo com outra pessoa. — Respondi rápido demais.Fiona, apesar da pouca idade, tinha olhos tão afiados quanto os do pai.Ela deu um passo na minha direção, me observando.O jeito como seu olhar percorreu meu corpo fez meu sangue gelar.— Não. — Disse. — Acho que não estou.Mantive a expressão neutra e segurei o copo com firmeza.A cozinha estava silenciosa atrás de mim.Mais adiante no corredor, eu ainda conseguia ouvir o pai dela e Sebastian conversando em voz baixa.— Eu não vou contar nada para ele. — Disse Fiona. — Só quero conversar com você. Só isso.Pisquei.— Por que você contaria alguma coisa para ele? Você conhece Gideon?Ela assentiu devagar.— Gideon me contou que encontrou você. — Disse. — Na noite do evento de Sebastian. Ele disse que você estava viva e que pretendia fazer de você a Luna dele outra vez.— Como você conhece ele?— Eu devo me casar com ele. No meu a
Sebastian olhou rapidamente para mim, por apenas um segundo, e depois voltou a atenção para Bjorn.— Seguinte... — Disse. — Amanhã de manhã, eu levo você até a área de treinamento. Alguns dos lobos mais jovens fazem exercícios cedo, então você pode conhecer todo mundo por lá. Talvez até vejamos se seu lobo quer esticar um pouco as pernas.O rosto de Bjorn se iluminou.— Sério?— Sério. Se sua mãe deixar, claro.Os dois olharam para mim.Hesitei, insegura.Eu não sabia se Bjorn deveria se transformar ainda. Seu filhote continuava indisciplinado, e ele tinha acabado de se recuperar da febre.Por fim, falei:— Talvez nada de transformação por enquanto. Mas seria bom você conhecer crianças da sua idade.Bjorn pareceu satisfeito e voltou a comer.Nesse momento, a campainha tocou, me fazendo dar um pequeno pulo.Sebastian afastou a cadeira e se levantou, saindo da sala.Ouvi algumas vozes e, poucos instantes depois, ele voltou acompanhado de duas pessoas.Um homem mais velho, d
Ponto de vista de AveryTroquei de roupa rapidamente, vestindo um suéter limpo e uma calça jeans, e passei uma escova pelo cabelo.Bjorn estava me esperando na sala da nossa suíte quando saí do quarto.A cor tinha voltado um pouco mais ao rosto dele, e ele andava de um lado para o outro, impaciente.— Você descansou? — Perguntei enquanto descíamos as escadas.— Não!Revirei os olhos, mas sorri.— Nem lembro da última vez que vi você tão animado assim, Bjorn.Ele não comentou.Era bom ver ele agindo como criança de novo.Mas aquilo também apertava meu peito, porque servia como um lembrete doloroso do quanto as terras humanas realmente tinham mudado ele.A sala de jantar ficava no térreo.Havia uma mesa comprida coberta de comida, e minha boca encheu de água no segundo em que entramos.Bjorn arquejou.A boca dele se abriu ao ver toda aquela carne assada, vegetais frescos, pães ainda soltando vapor do forno e tigelas de ensopado perfumado.— Por que a gente não come assim?
— Sou.— Isso explica muita coisa. — Bjorn disse. — Eu já achava você muito grande antes, mas não sabia que era um Alfa. Quer dizer, meu lobo disse que você era, mas eu não acreditei nele. Sem ofensa.Sebastian soltou uma risada pelo nariz.— Nenhuma.A propriedade parecia ainda maior do que eu lembrava da noite do evento.Ou talvez só parecesse assim à luz do dia.O Beta de Sebastian, Colt, apareceu e se ofereceu para mostrar a casa a Bjorn enquanto Sebastian me levava até nossos quartos.Bjorn se virou imediatamente para mim.— Posso?— Você estava com febre dois dias atrás. — Avisei.— Eu estou bem. Mãe, olha pra mim.Ele abriu os braços.— Estou bem.E realmente parecia.Na verdade, parecia melhor do que vinha parecendo havia muito tempo.Seja lá o que existia no território das alcateias, claramente já estava fazendo efeito.— Só... Fica com Colt. — Falei. — E nada de sair correndo por aí.Bjorn já estava indo antes mesmo de eu terminar a frase.Sebastian observou
(PONTO DE VISTA DE AVERY)O belo Alfa se aproximou, encarando meu pescoço. Seus olhos eram punhais afiados perfurando minha pele. O próprio ar ao redor dele ondulava com intensidade enquanto ele me prendia no lugar com o olhar.Ah, merda, merda!Meus instintos gritavam para eu fugir desse predado
(PONTO DE VISTA DE AVERY)Alguns dias depois, parei diante do espelho. Puxei a gola da camisola no ponto onde o ombro encontrava o pescoço. Minha marca de mordida já estava cicatrizada. Foi incrivelmente rápido. Toquei a pele lisa, sem acreditar.Agora não havia nenhuma indicação visível do que ac
(PONTO DE VISTA DE AVERY)— Que diabos... — Meu pai praguejou enquanto subia as escadas pesadamente.Ele e minha madrasta invadiram o quarto. Tentei recuar enquanto eles avançavam sobre mim no espaço reduzido. Zara agarrou meu braço e me girou bruscamente para que a mordida ficasse bem visível sob
(PONTO DE VISTA DE AVERY)O som da chave girando na minha porta pareceu obscenamente alto.Quando Zara entrou, seu rosto ostentava uma expressão altiva e satisfeita. Meu estômago afundou. Isso não seria bom.— Que sorte a sua. Você vai viver um pouco mais. — Informou ela, jogando uma pilha de rou







