Casei Com Meu Ex Canalha, Mas Amo o Pai Dele

Casei Com Meu Ex Canalha, Mas Amo o Pai Dele

last updateLast Updated : 2025-06-28
By:  Jade Aragão Completed
Language: Portuguese
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Acusada injustamente de seduzir o meio-irmão, Stella vê sua liberdade ser arrancada e seu destino decidido por aqueles que deveriam protegê-la, até mesmo o namorado que a traiu. Quando seu pai, o único que parecia acreditar nela, finalmente a defende... é apenas para vendê-la em troca de um investimento que salvará a empresa. Forçada a aceitar um casamento arranjado para evitar um futuro ainda pior, ela acredita estar trocando um pesadelo por outro, até descobrir que seu marido será ninguém menos que o pai do homem que a traiu. Dominic, um homem forte, intenso, protetor e marcado pelo passado, desperta nela sentimentos inesperados e uma paixão que cresce silenciosa, mas afirma que tudo não passou de um mal-entendido e insiste que Stella se case com seu filho. Stella aceita, sem saber exatamente por quê. Agora, ela é esposa do homem que destruiu seu coração, mas é Dominic quem faz seu corpo e alma queimarem. Resistir a ele... é impossível.

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Chapter 1

Capítulo 1

Stella Hayes

Naquela noite, Nolan me chamou até o quarto dele. Ele era o filho da minha madrasta, Irina. Nossa relação sempre foi distante, e eu queria recusar seu convite, mas ele disse que tinha algo para me mostrar. A forma como ele falou não me pareceu suspeita de imediato, só... estranha. Mas eu, extremamente burra e curiosa, fui.

Quando entrei, ele estava encostado na cômoda, como se me esperasse há horas. O quarto estava com as luzes mais baixas, uma garrafa de bebida sobre a escrivaninha. Ele pegou um copo e serviu um pouco.

— Quer? — perguntou, estendendo o copo para mim.

Balancei a cabeça, tentando ser educada:

— Não, obrigada.

Ele revirou os olhos, impaciente.

— Para de fingir que é pura! — zombou irritado e eu congelei.

Sem que eu pudesse reagir, ele se abaixou, puxou alguma coisa debaixo da cama e jogou em cima dela. Meu coração quase parou. Era uma lingerie vermelha, provocante... exatamente aquela que o Brandon tinha me dado de presente no meu aniversário. Eu a escondi no fundo da gaveta, longe dos olhos da Irina, ou de qualquer pessoa.

— Isso aqui eu encontrei no seu quarto. É seu, não é? — ele falou com um sorrisinho nojento nos lábios.

Fiquei em choque. Como ele teve coragem de mexer nas minhas coisas? E por quê?

— Me dá isso agora! — gritei, indo em direção à cama para pegar de volta.

Ele segurou a lingerie, afastando o braço para trás. Tentei alcançar, e acabamos os dois tropeçando e caindo sobre a cama. Mas não foi um acidente qualquer. Nolan me segurou com força, e antes que eu pudesse sair, ele me agarrou e começou a me tocar de um jeito nojento, forçado, indecente.

Eu lutei. Chutei, empurrei, gritei, e, no meio do desespero, tateei a lateral da cama até alcançar o abajur da cabeceira. Sem pensar duas vezes, bati com ele na cabeça do Nolan com toda a força que consegui reunir.

Ele caiu para o lado, atordoado. Aproveitei a chance e corri, quase tropeçando nos próprios pés. Saí do quarto dele ofegante, em pânico, com o coração batendo tão forte que mal conseguia respirar.

Corri até o escritório do meu pai, aos prantos. Quando ele me viu naquele estado, largou tudo que estava fazendo.

— O que houve, filha? — perguntou, levantando-se.

— O Nolan... ele tentou... — eu não consegui nem dizer tudo, só chorei mais a ponto de soluçar.

Meu pai me abraçou, me ouviu entre soluços e, quando entendeu o que tinha acontecido, seu rosto ficou vermelho de raiva. Saiu de lá como um furacão. E mesmo com medo, fui atrás.

Encontramos Nolan ainda no corredor, esfregando a cabeça com cara de vítima. Mas quando nos viu, abriu um sorriso cínico.

— Foi ela que me provocou! Disse que me achava bonito e que queria transar comigo!

— MENTIRA! — eu gritei, inconformada. — Você nem é bonito! Ninguém quer transar com você!

Meu pai olhou para mim com firmeza, como se quisesse dizer: "Eu acredito em você". E então falou:

— Eu conheço minha filha. Ela não é esse tipo de pessoa. Deve haver algum mal-entendido aqui.

Mas Nolan ainda não tinha terminado o teatro.

— Tenho um vídeo, se não acredita em mim.

Meu estômago embrulhou. Vídeo? Que vídeo? De que droga de vídeo ele estava falando?

Ele nos levou até o quarto dele e, com a maior cara de pau do mundo, ligou uma TV. Conectou um pendrive, e lá estavam as imagens.

As cenas me mostravam entrando no quarto, tentando pegar a lingerie de volta, e depois a confusão sobre a cama. Mas o som estava desligado. Sem contexto, parecia outra coisa. Parecia... que eu estava tentando seduzir ele. Meu mundo desabou. Senti nojo, muito nojo. 

— Isso aqui é a prova. — ele disse, balançando a lingerie no ar. — Ela queria me seduzir. Quando viu que eu não cedi, tentou me bater pra me forçar! — Ele falava de um jeito sério. Dessa forma, era fácil convencer alguém.

Eu fiquei paralisada. Tudo parecia virar contra mim.

Foi aí que a Irina, minha madrasta, entrou na sala como se tivesse esperado por isso.

— Eu vou chamar a polícia! Essa vadia vai pra cadeia! — gritou, como se eu fosse uma criminosa de verdade. Ela claramente já não vai com a minha cara há muito tempo. Eu sou o obstáculo no caminho dela para se tornar a rainha desta casa.

Meu pai me segurou pelo braço com firmeza. Estava sério, mas parecia mais preocupado do que bravo.

— Vai lá, pede desculpas para sua madrasta. Implora. A gente precisa evitar que isso vire caso de polícia. Você não pode ser presa, Stella.

Eu não entendi. Era ele mesmo dizendo aquilo? O mesmo pai que sempre me defendeu, agora queria que eu pedisse desculpas por algo que não fiz?

Então, ele suspirou e me puxou para um canto.

— A empresa está com sérios problemas financeiros. — ele confessou, baixando a voz. — O caixa está seco. Um velho amigo meu do setor empresarial ofereceu ajuda... mas com uma condição. Ele quer que você se case com...

—  Eu não vou me casar com ele! Seu velho amigo já tá quase com cinquenta anos! — gritei.
— Não, não, não é com ele que você vai se casar. Ele tem um chefe e... — ele tentava explicar.
— O chefe dele também já deve ser velho! Não! 
— Não, não, não é com o chefe dele, é com o filho do chefe dele!

Meu cérebro parou de funcionar por alguns segundos.

— O quê?! Isso é um absurdo! Eu namoro o Brandon há três anos! Se o problema é dinheiro, posso pedir ajuda pra ele. A família dele é rica! Primeiro, me acusam de algo que não fiz, agora querem me forçar a casar com alguém que não amo? — o desespero era nítido em minha voz.

— E você acha mesmo que ele vai bancar tudo se você estiver atrás das grades? — Papai retrucou. — Além disso, o Brandon só quer se divertir. Se quisesse algo sério com você, já teria te pedido em casamento há muito tempo.

— Ele me ama! Só queria esperar eu me formar para a gente decidir juntos! Pai, por favor! — insisti.

Irina, que até então estava só xingando e ameaçando, mudou de postura ao ouvir sobre a falência. 

— Se você não aceitar esse casamento, Stella, eu mesma vou entregar o vídeo para a polícia. Vamos ver se seu namoradinho vai continuar te amando depois de te ver atrás das grades!

As palavras dela me feriram mais do que qualquer tapa. Comecei a chorar. Não era só raiva ou medo. Era impotência. Era o sentimento de não ter saída.

— Eu prefiro ir pra cadeia do que me casar com alguém que não amo! — gritei, mesmo sabendo que ninguém ali se importava.

— É só por um ano. — meu pai disse, tentando soar razoável. — Só precisamos de tempo para levantar o investimento. A empresa tem potencial, Stella. É só uma questão de tempo até darmos a volta por cima. Por favor, filha. — seu tom era de súplica.

Irina se aproximou, até segurou minha mão, e deu o golpe final com um tom mais calmo, quase maternal:

— Case-se. Um ano passa rápido. Um ano depois, eu mesma deleto o vídeo. A gente esquece tudo isso e vai ser uma família feliz! Né, Nolan?

Nolan assentiu obedientemente ao lado, mas discretamente mostrou a língua. Que nojo!

Olhei para o meu pai, para Irina, para Nolan. Cada um com seus interesses, seus jogos, suas manipulações. E ali, no meio de tudo, eu... sozinha.

Exausta, sem forças para lutar, sem uma saída real, sem ninguém verdadeiramente do meu lado, eu só balancei a cabeça.

— Tudo bem… — falei, um pouco acima de um sussurro. — Eu aceito.

Naquele instante, alguma parte de mim morreu.

Como é que eu vou contar isso para Brandon?

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reviews

Cleo Cardoso Manso
Cleo Cardoso Manso
amei!!! devo ler outro da autora!
2025-11-27 02:28:13
1
0
Cláudia Moraes
Cláudia Moraes
boa noite autora gostaria de saber se vai ser muito longo o livro?
2025-06-13 09:13:02
0
1
Marcia Pereira
Marcia Pereira
Olá como são as postagens?
2025-06-09 03:40:12
1
1
84 Chapters
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