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Capítulo 3

Author: Washing Wheat
Dei uma risada fria e revidei sem piedade:

— Eu já tenho 23 anos. Preciso da permissão de vocês para ir a qualquer lugar ou fazer qualquer coisa?

— Este vestido de noiva é meu, e ninguém vai roubá-lo!

— Filha rebelde! — Meu pai me deu um tapa no rosto, e minha mãe começou a rasgar loucamente o meu vestido.

— Se a sua irmã gostou, é dela. Tire já isso!

Eu quis resistir, mas Leonardo segurou as minhas mãos.

Debaixo do vestido eu só usava protetores de seios e calcinha, e de repente ele viu tudo.

Um sentimento de humilhação tomou conta de mim. Vendo que eu estava quase chorando, ele me soltou e me deixou vestir as minhas próprias roupas.

Quando saí do provador, vi Patrícia usando aquele vestido de noiva, extremamente convencida.

— Eu disse que este vestido é meu!

Eu quis chamar a gerente, mas minha mãe me puxou com força de volta.

— Ainda não passou vergonha o suficiente? Esse vestido deveria ser usado por alguém bonita como a sua irmã, pare de se iludir!

Meu pai tomou o meu celular:

— Vá para casa e reflita sobre o que fez! Você só vai sair depois do casamento da sua irmã daqui a dois dias!

Em meio aos meus gritos de raiva, Leonardo mandou os seguranças me enfiarem no carro.

Ele encostou no meu ouvido e riu baixinho:

— Glória, naquele dia você estava mesmo se fazendo de difícil! Você apareceu aqui só para chamar a minha atenção, não foi? Seja boazinha, eu prometo que, na noite de núpcias, vou dormir a primeira metade da noite com a sua irmã e a segunda com você.

Enquanto falava, ele empurrou uma chave na palma da minha mão.

Eu cuspi no rosto dele:

— Como você é nojento!

Ele ficou com uma expressão sombria:

— Quem mais iria querer uma mulher feia como você, além de mim? Pense bem nisso!

Depois de dizer isso, ele mandou as pessoas me levarem para casa.

Fiquei trancada no meu quarto, tremendo de raiva.

Faltavam dois dias, e eu mal podia esperar para ver a cara do Leonardo quando criasse seios.

Quando chegasse a hora, a família Fagundes provavelmente ia descontar a raiva na minha irmã e nos meus pais logo de cara.

Eu precisava dar um jeito de cortar os laços com eles!

Tarde da noite, comecei a quebrar tudo no quarto, fazendo tanto barulho que ninguém conseguiu dormir bem.

Mesmo assim, meus pais não queriam me soltar. Sem alternativa, provoquei um incêndio.

Naquela noite, grande parte da velha mansão da família Soares foi queimada. Meus pais me xingaram com raiva e me expulsaram de casa.

Aproveitei a confusão para pegar o meu celular e ligar para o meu noivo. Sem dizer nada, ele mandou alguém me buscar e me levar para uma mansão desocupada.

Nos dois dias seguintes, dormi muito bem e recuperei as energias até que finalmente chegou o dia do casamento.

Quando apareci no primeiro andar do salão de banquetes vestindo aquele vestido de alta-costura feito sob medida, meus pais e Patrícia mudaram de expressão.

Um toque de alegria passou pelos olhos de Leonardo, mas ele ainda franziu a testa e me repreendeu:

— Glória, você veio vestida assim para arruinar o casamento? Sem vergonha!

Eu não esperava que eles também tivessem escolhido casar ali. Franzi a testa e disse:

— Você pensou demais. Eu também vim para me casar. Sai da frente, eu quero entrar!

Patrícia levantou a barra do vestido de noiva e veio até mim com os olhos cheios de inveja e ódio indisfarçáveis.

— Irmã, por que você sempre tenta roubar as minhas coisas desde que éramos pequenas? Eu até deixei você ficar com esse vestido, mas do Leonardo eu não abro mão!

Essa única frase causou um alvoroço em todo o local.

— Como assim? A filha mais velha da família Soares roubou o vestido e ainda quer roubar o noivo?

Meus pais abriram caminho na multidão e vieram até mim.

— Glória, você ficou louca? Nós não concordamos que você roubasse o marido da sua irmã, então você ateou fogo querendo nos matar queimados, e hoje ainda se atreve a vir vestida assim para atrapalhar o casamento? Quer apostar que vamos chamar a polícia?!

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