LOGIN— Louise? — Richard chamou e o homem rapidamente a soltou, antes mesmo da figura de Richard surgir na cozinha. — Eu estava te procurando.— Eu só fui ao banheiro. — Ela respondeu tímida. Richard segurou suas mãos e a sentiu gelada, era medo, mas Dakota jamais admitiria isso.— Está com frio? Se quiser pego uma camisa minha, ou uma blusa. — Richard ofereceu. — Ah! Esse é Vincent, meu tio e tio, essa é a Louise, uma amiga minha.O homem estendeu a mão para Dakota, sorriu como se tivesse acabado de notar sua presença.— Seja bem-vinda senhorita, é um prazer lhe conhecer. — Ele mentiu. Usou de um sorriso amigável, porém falso.Ela não teve outra alternativa a não ser aceitar o cumprimento, imediatamente as lembranças de Dakota voltaram para os dias em que fazia programas no prédio onde residia anteriormente. Sentiu-se insegura, como no dia em que ele disse que iria se casar e a roubou, a presença de Vincent representava perigo para Dakota.— Onde está minha tia? — Richard perguntou.— Por
Richard e Dakota passaram a se encontrar fora do horário de trabalho, ele ensinava os preparos, a usar a coqueteleira e como unir o objeto aos seus movimentos sensuais, assim ela preparava drinks e ao mesmo tempo, usava sua beleza para que o pagamento fosse o melhor possível.— O que vamos aprender hoje? — Dakota perguntou animada. Depois de algumas semanas apenas servindo e dançando, ela estava conquistando os clientes com bons drinks e uma dança sensual a cada preparo.— Vamos fazer um flamejante, vi que você teve alguns pedidos desse e passou para mim por não saber fazer. — Richard disse pegando os ingredientes. — Vamos usar Vodka saborizada, tequila, licor BLUE, rum e Baileys, vou acender e você vai provar.Dakota apoiou os cotovelos no balcão e assistiu com atenção cada movimento, a mistura dos elementos e o cuidado para colocá-los, por fim, Richard acendeu o drink, jogou uma pitada de sal que fez a chama crepitar e dançar à sua frente.Dakota sentiu seu coração balançar, dançar
Dakota não passou mais de três dias no hospital, apesar dos ferimentos, e do coração partido, nos exames não apareceu nada que fosse risco de morte.Ela ficou em casa durante algumas semanas, Toronto levava comida e até Dallas apareceu para cuidar dela quando podia, Laysa levou as crianças para alegrá-la e Richard ia de dia, lhe fazia companhia e até cozinhava, nada muito elaborado, mas tudo feito com amor e carinho.— Pronto, coma e depois tome o remédio que o médico receitou. — Richard dizia levando uma caneca com sopa para Dakota, que estava deitada no sofá.— Vou ficar mal acostumada assim. — Ela disse e assoprou o líquido quente na caneca grande em suas mãos.Richard por sua vez engoliu seco, achou tentadora a cena de Dakota com os lábios úmidos pela sopa, o passar de língua sentindo o sabor e a expressão de satisfação que se formou depois disso. Um gesto que o fez aquecer. Por mais gentil e educado que fosse, era um homem, um homem com suas experiências, desejos e amor, por Dako
— Não imaginei que isso acontecia aqui — Acácio disse.— Sabe que sou rigido com a segurança, ainda mais depois disso, mas ainda assim, há muitos homens mal intencionados que acham que podem machucar as mulheres. A Laysa mesmo, quase foi abusada, por um safado, isso com todos sabendo que ela não é uma prostituta. — Anthony completou— Procuraram a morte, com toda a certeza. Anthony apenas concordou com a cabeça, não precisava dizer que era isso mesmo, que fez cada homem que ofendeu Laysa pagar com a vida da forma mais dolorosa que podia.— E esse homem, pagou também? — Acácio perguntou.— Calma... tudo ao seu tempo... — Rick deu um pequeno sorriso.*****Richard levou Louise para um hospital, seus ferimentos foram em decorrência de uma surra. O homem com quem Dakota teve seu programa, disse gostar de bater, ela pensou que levar alguns tapas na perna, nas nádegas, não seria incomum. O que Dakota não imaginou é que seria espancada ao ponto de deixá-la desacordada.Lays foi avisada. Ai
— Você poderia encurtar o relato e ir direto para a lição que preciso aprender. — Acácio disse impaciente. — Tá desculpe, fui um idiota agora.— Talvez essa seja a lição... — Rick falou. — Você é impaciente, afoito, mas fez Prya esperar por anos. Será que ela não sentiu que não era prioridade?Rick tinha razão. Queria falar sobre deixar claro quando se ama uma mulher, não conhecia muito Acácio para falar sobre sua personalidade, mas aquele breve descontrole, expôs algo importante.Acácio pensou nos beijos, nos primeiros encontro, em como queria viver tudo de uma vez com Prya e no fim a deixou por anos.— Pode continuar... — Acácio falou mais calmo. — Sou todo ouvidos.*****NA BOATELouise tinha um cliente frequente em sua cama. Ela se despiu sob os olhos atentos dele e rebolou exibindo seu belo corpo.— Vem, sua safada, monta em mim, dizem que é a melhor cavalgando. — Ele deu dois tapas na própria perna a chamando.Enquanto na mente de Louise, estava que aquele pau pequeno e meio mol
Acácio ouviu atentamente sobre aquela parte da história, ainda não entendia com a vida sofrida de Louise poderia lhe ensinar alguma coisa.— Então, você a conheceu aqui? — Acácio perguntou.— Sim. Louise, ou melhor, Dakota era uma garota de programa. Não merecia essa vida, mas foi o que aprendeu a fazer para sobreviver.Acácio cocou a cabeça.— Não está entendendo, não é? — Anthony o questionou.Acácio negou vencido, precisaria de mais do que apenas uma parte da história para saber como isso poderia lhe ajudar a conquistar Prya.******CONTINUAÇÃO DO RELATOLouise ainda tinha o coração ingênuo, mas seu corpo tinha um bom preço.— Isso, pula safada, pula! — O homem dizia enquanto Louise subia e sentava forte sobre ele.Ela fechou os olhos, e segurou com as mãos os próprios seios, era uma visão de pura luxúria, excitante. Qualquer homem chegaria ao orgasmo apenas olhando Louise em busca de prazer.E foi exatamente isso que aconteceu, seu cliente segurou-a pela cintura, a manteve firme e







