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A última armadilha

Author: Batistad
last update Petsa ng paglalathala: 2026-09-25 08:19:18

POV: Damon

“Se Henrique e Serena estão juntos, então não estão fugindo. Estão esperando alguma coisa.”

A frase saiu antes mesmo de Nicolas terminar de colocar as fotos sobre a mesa.

Valentina estava ao meu lado, ainda com a lembrança da coletiva estampada no rosto e uma calma perigosa nos olhos. Menos de uma hora antes, ela tinha dito diante de dezenas de câmeras que me amava. Agora estávamos numa sala de crise, cercados por advogados, mapas de empresas, relatórios de movimentações e imagens
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  • A Noiva de Vingança do CEO   Não decida por mim

    POV: Valentina “Você não vai.” Damon disse aquilo com tanta firmeza que, por um segundo, eu quase voltei a ser a mulher que aceitava decisões embaladas como cuidado. Quase. A sala ainda estava tomada por relatórios, telefones, telas abertas e a mensagem de Henrique exigindo que eu aparecesse sozinha. Nicolas permanecia perto da mesa, atento demais para fingir que não esperava a explosão. Eu olhei para Damon. “Não diga isso.” “Valentina.” “Não diga ‘você não vai’ como se a decisão já estivesse tomada.” Ele passou a mão pelo rosto. “Eles querem você sozinha.” “Eu sei.” “Isso não é um jogo.” “Também sei.” “Então pare de agir como se fosse.” A irritação subiu tão rápido que senti meu corpo inteiro ficar tenso. “Eu não estou brincando.” “Você está sugerindo entrar voluntariamente numa situação com duas pessoas que já mentiram, fraudaram documentos e tentaram destruir sua vida.” “Com uma operação preparada ao redor.” “Uma operação falha.” “Nenhuma operação é perfeita.”

  • A Noiva de Vingança do CEO    A última armadilha

    POV: Damon “Se Henrique e Serena estão juntos, então não estão fugindo. Estão esperando alguma coisa.” A frase saiu antes mesmo de Nicolas terminar de colocar as fotos sobre a mesa. Valentina estava ao meu lado, ainda com a lembrança da coletiva estampada no rosto e uma calma perigosa nos olhos. Menos de uma hora antes, ela tinha dito diante de dezenas de câmeras que me amava. Agora estávamos numa sala de crise, cercados por advogados, mapas de empresas, relatórios de movimentações e imagens recentes de Henrique e Serena entrando no mesmo apartamento alugado sob nome falso. Romance Castellani. Sempre acompanhado de fraude financeira e risco de prisão. “Local?”, perguntei. Nicolas ampliou a imagem no tablet. “Prédio residencial a vinte minutos do centro. O apartamento está em nome de uma empresa recém-aberta. A polícia já foi informada, mas ainda não há mandado para entrada.” “Porque?” “Localização deles não prova que os documentos estão lá.” Valentina puxou uma cadeira. “M

  • A Noiva de Vingança do CEO    Eu também o amo

    POV: Valentina “Eu concordo com uma parte.” Minha voz saiu firme pelo microfone, e o salão inteiro pareceu prender a respiração. Damon permaneceu alguns passos atrás de mim. Não ao meu lado. Não tomando a frente. Não tentando adivinhar o que eu diria. Apenas esperando. A imprensa já tinha recebido a versão dele. Agora todas aquelas câmeras estavam voltadas para mim, esperando a herdeira humilhada, a noiva contratual, a mulher traída, a executiva envolvida num escândalo financeiro. Durante anos, eu tinha sido apresentada por alguma coisa. Filha de Otávio Alencar. Noiva de Henrique Bastos. Noiva de Damon Castellani. Parte do grupo. Parte de uma família. Parte de um acordo. Pela primeira vez, eu queria falar como Valentina. Só Valentina. “Qual parte?”, alguém perguntou. Olhei para Damon. Ele parecia tranquilo para todos os outros. Eu conhecia melhor agora. A mão direita estava fechada ao lado do corpo. Tensão. Meu coração reagiu. “Ele cometeu erros.” Alguns jorn

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    POV: Damon “Sim, o contrato acabou.” As câmeras dispararam quase ao mesmo tempo. O salão da Castellani tinha sido preparado para uma coletiva sobre a investigação financeira, mas ninguém ali parecia interessado nos onze milhões bloqueados, nas empresas intermediárias ou no fato de Henrique Bastos estar sendo investigado por uma nova estrutura de fraude. Queriam Valentina. Queriam a mentira. Queriam saber se o noivado sempre tinha sido encenação, se eu tinha manipulado tudo, se ela tinha voltado para mim por pressão, se Serena estava certa, se as mensagens antigas provavam obsessão. Eu sabia como aquele jogo funcionava. Durante anos, tinha sido muito bom nele. Sorrir. Desviar. Dar uma frase charmosa. Controlar a narrativa antes que ela pudesse me controlar. Mas Valentina estava ao meu lado. E eu não queria controlar mais nada por ela. “Senhor Castellani”, uma jornalista insistiu, “quando exatamente o contrato entre vocês terminou?” Olhei de relance para Valentina. Ela

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    POV: Valentina “Dessa vez eu não quero nenhuma regra.” Minha própria voz me surpreendeu. Damon estava a poucos centímetros de mim, ainda com os olhos presos aos meus depois do beijo que tinha encerrado tudo o que existira antes entre nós. Não havia contrato sobre a mesa. Não havia cláusula de exclusividade, prazo de seis meses, câmeras esperando do lado de fora ou uma mentira conveniente que pudéssemos usar no dia seguinte. Havia apenas nós dois. E, pela primeira vez, isso me assustava menos do que me fazia querer ficar. “Tem certeza?”, ele perguntou. Eu quase ri. Mesmo depois de tudo, Damon perguntava. Talvez fosse justamente por isso que eu conseguia responder. “Tenho.” “Valentina.” “Não transforme isso em uma reunião.” O canto da boca dele subiu. “Eu estava tentando ser responsável.” “Você pode ser responsável sem parecer meu advogado.” “Difícil. Tenho um excelente advogado.” Revirei os olhos, mas não consegui esconder o sorriso. “Damon.” Ele ficou sério novament

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    POV: Valentina “Escolha-me sem papel.” A frase saiu antes que eu pudesse medir o peso dela. Damon ficou imóvel diante de mim. O contrato original ainda estava entre nós, fechado sobre a mesa, com aquela frase no verso que tinha desmontado uma parte de mim que passei anos protegendo. O amor não estava no contrato, mas já estava no meu coração. Eu tinha chorado diante dele. Ainda sentia a pele úmida perto dos olhos, o peito apertado, a vergonha quase infantil de ter perdido o controle. Só que Damon não tentou me salvar daquilo. Não me abraçou sem perguntar, não limpou minhas lágrimas como se fossem problema dele, não disse para eu me acalmar. Ele apenas ficou. Talvez por isso eu tivesse conseguido dizer. “Sem contrato”, repeti. Minha voz estava mais firme agora. “Sem câmera. Sem conselho. Sem Henrique. Sem Serena. Sem escândalo. Sem precisar provar nada para ninguém.” Os olhos dele permaneceram nos meus. “Valentina…” “Não.” Balancei a cabeça. “Dessa vez eu termino.” Ele

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