로그인Por alguns segundos, nenhum de nós se moveu.
Kael continuava segurando meu véu afastado do rosto, mas parecia ter esquecido completamente o tecido entre os dedos.
Eu também havia esquecido as centenas de pessoas ao nosso redor.
Havia alguma coisa naquele olhar.
Eu não sabia o quê.
Era como se o rei estivesse procurando em meu rosto uma resposta para uma pergunta que eu nunca ouvira.
Ou uma lembrança.
A ideia surgiu tão absurda que a afastei imediatamente.
Eu nunca havia visto aquele homem.
Teria me lembrado.
Kael Draven não possuía um rosto fácil de esquecer. Havia alguma coisa severa na linha de sua mandíbula, na maneira como mantinha os ombros retos, na imobilidade quase absoluta com que ocupava o próprio espaço. Até sua beleza parecia pouco disposta a ser chamada assim.
E, ainda assim, ele continuava me olhando.
Não para meu vestido.
Não para meus cabelos.
Para os meus olhos.
Meu coração começou a bater depressa.
Desviei primeiro.
Aquele homem era meu marido agora.
Isso não significava que tivesse deixado de ser um estranho.
— Majestade...
A voz do sacerdote rompeu o silêncio.
Kael piscou uma vez.
Foi quase fascinante observar o controle retornar ao rosto dele. Como uma porta fechando.
Os dedos finalmente soltaram meu véu.
— Perdoem-me — continuou o sacerdote, com uma pequena hesitação. — Ainda há uma última tradição a cumprir.
Eu soube antes que ele dissesse.
Naturalmente.
Porque aparentemente casar-me com um desconhecido sem ver seu rosto não era constrangedor o suficiente.
— Pode beijar a noiva.
Meu corpo ficou rígido.
Algumas pessoas riram discretamente entre os convidados. Não de mim, imaginei, mas daquela expectativa quase universal que cercava o primeiro beijo de um casal recém-casado.
Primeiro beijo.
Ao menos nisso não havia mentira.
Kael voltou os olhos para mim.
Dessa vez, havia controle neles.
Quase.
Olhei rapidamente para sua boca e me arrependi no mesmo instante.
Ele percebeu?
Esperava sinceramente que não.
Kael se aproximou um passo.
Eu não me movi.
Ele poderia simplesmente ter me beijado. Era o que todos esperavam. Éramos marido e mulher diante de um salão inteiro, unidos por leis que haviam decidido muito antes de nós o que aconteceria naquele altar.
Mas ele não fez isso.
Parou diante de mim.
Perto o suficiente para que eu sentisse seu calor.
Perto o suficiente para perceber que seus olhos haviam descido até minha boca antes de voltarem aos meus.
E então esperou.
Não perguntou.
Não poderia, provavelmente, sem transformar aquele instante numa cena para toda a corte.
Mas deixou espaço suficiente entre nós para que eu entendesse.
Se eu virasse o rosto, ele não me beijaria.
A constatação me surpreendeu.
Não combinava com nenhuma das histórias que eu ouvira sobre o Rei Lycan.
Meu coração bateu mais forte.
Eu poderia recuar.
Não recuei.
A mão dele subiu lentamente e tocou minha face.
Seus dedos estavam quentes.
Um arrepio percorreu minha nuca.
Kael percebeu.
Claro que percebeu.
Seus olhos escureceram por um instante.
Então inclinou o rosto.
E me beijou.
Eu esperava muitas coisas.
Frieza.
Obrigação.
Talvez arrogância.
Não esperava delicadeza.
Seus lábios tocaram os meus com uma cautela quase contraditória para um homem sobre quem eu ouvira histórias de batalhas desde antes de saber que seria sua esposa.
Foi um beijo breve.
Deveria ter sido simples.
Cerimonial.
Mas, no instante em que sua boca encontrou a minha, alguma coisa dentro de mim silenciou.
As vozes.
A música esperando ao fundo.
O salão.
O peso do vestido.
Tudo pareceu se afastar.
Havia apenas o calor da mão dele em meu rosto e a estranha sensação de que aquilo não era tão desconhecido quanto deveria ser.
Meu coração disparou.
Uma sensação quente atravessou meu peito, descendo até o estômago e fazendo meus dedos apertarem o buquê.
Aquilo era absurdo.
Eu não conhecia aquele homem.
Meu corpo, aparentemente, não havia recebido a informação.
Kael não aprofundou o beijo.
Não me puxou contra ele.
Não tomou mais do que eu havia permitido.
Ainda assim, quando se afastou, demorei um instante para abrir os olhos.
Quando o fiz, ele já estava me observando.
De novo.
Aquela expressão.
Não era surpresa agora.
Era alguma coisa mais difícil.
Mais silenciosa.
E, por alguma razão, dolorosamente familiar.
Dei um pequeno passo para trás.
A mão de Kael caiu imediatamente.
Sua expressão mudou.
— Está tudo bem? — perguntou.
Era a primeira frase que ele dirigia realmente a mim.
Sua voz era ainda mais grave de perto.
Assenti.
— Sim.
Mentira.
Nada estava bem.
Eu havia acabado de me casar com um homem que conhecia havia poucos minutos e meu primeiro pensamento depois de beijá-lo não fora fugir.
Era uma inconveniência que eu preferia não analisar.
O sacerdote retomou a cerimônia, pronunciando as bênçãos finais enquanto os convidados aplaudiam. A música voltou a preencher o salão, mais alta agora, e dezenas de rostos se abriram em sorrisos satisfeitos.
A paz estava garantida.
Ao menos era nisso que todos queriam acreditar.
Olhei para as duas alianças em nossas mãos.
A de Kael era escura e simples.
A minha parecia estranhamente pesada.
Não pelo ouro.
Pelo significado.
— Minha rainha.
Virei o rosto.
Kael havia estendido a mão para mim.
Olhei para ela.
Depois para ele.
— Precisamos descer juntos — explicou em voz baixa.
— Eu sei.
Uma sobrancelha dele se ergueu.
Ótimo.
Menos de cinco minutos de casamento e eu já estava sendo desagradável com o rei.
Coloquei minha mão sobre a dele.
— Só estava olhando.
— Para minha mão?
— Para minha aliança.
O olhar dele desceu até meus dedos.
— Não gostou?
A pergunta me pegou desprevenida.
— Da aliança?
— Sim.
Olhei novamente para ela.
Era delicada, bonita, trabalhada com pequenos detalhes que eu não havia reparado durante a cerimônia.
— É bonita.
— Mas?
Franzi a testa.
— Existe um “mas”?
— Pareceu existir.
Talvez aquele homem fosse mais observador do que eu gostaria.
— É estranho.
Kael ficou em silêncio.
Pensei que fosse perguntar o que era estranho.
Em vez disso, seus dedos se fecharam cuidadosamente ao redor dos meus e começamos a descer os degraus do altar.
— Imagino que seja — disse.
Olhei para ele.
— Só isso?
— Esperava que eu discordasse?
— Não sei o que espero de você.
As palavras escaparam antes que eu pudesse segurá-las.
Kael parou por uma fração de segundo.
Não o suficiente para chamar atenção.
— Isso é justo.
Foi tudo.
Nenhuma ofensa.
Nenhuma ordem para que eu me lembrasse de com quem estava falando.
Nenhum olhar irritado.
Aquilo me deixou estranhamente sem resposta.
Continuamos caminhando.
Os convidados se levantavam à nossa passagem. Alguns curvavam a cabeça. Outros sorriam. Vi rostos de minha família entre eles e procurei minha mãe quase imediatamente.
Helena estava chorando.
Claro que estava.
Quando nossos olhos se encontraram, ela sorriu através das lágrimas.
Eu sorri de volta.
Não porque estivesse feliz.
Ainda não sabia o que estava.
Mas estava bem.
Por enquanto.
Ao meu lado, senti Kael olhar na mesma direção.
— Sua mãe? — perguntou.
— Sim.
— Ela parece preocupada.
Soltei uma pequena risada sem humor.
— A filha acabou de se casar com um homem que nunca viu e está indo morar em outro reino. Acho que ela conquistou o direito.
Kael não respondeu imediatamente.
Quando olhei para ele, sua mandíbula estava um pouco mais tensa.
— Conquistou.
Havia alguma coisa na maneira como disse aquilo.
Como se entendesse mais do que eu esperava.
Chegamos ao final do corredor.
As grandes portas estavam abertas, e do lado de fora a luz do dia atingiu meu rosto. O ar era mais frio que dentro do salão. Respirei profundamente, agradecida por qualquer coisa que não cheirasse a vela, flores e expectativa.
Kael ainda segurava minha mão.
Percebi quando alguns convidados começaram a nos seguir.
Não teríamos privacidade tão cedo.
Talvez não tivéssemos privacidade nunca mais.
Era outra coisa que eu ainda precisava aprender sobre ser rainha.
— Você está apertando.
Parei.
— O quê?
Kael olhou para nossas mãos.
Só então percebi que meus dedos estavam quase esmagando os dele.
Soltei imediatamente.
— Desculpe.
— Não precisa.
— Eu estava nervosa.
— Eu percebi.
Olhei para ele, ofendida.
— Eu escondi muito bem.
Uma coisa quase aconteceu com a boca dele.
Quase.
Não chegou a ser um sorriso.
— Naturalmente.
Estreitei os olhos.
— Está zombando de mim, Majestade?
— Jamais faria isso no primeiro dia de casamento.
No primeiro dia.
A resposta era tão seca que levei um segundo para perceber.
Então, contra toda lógica, ri.
Foi baixo.
Pequeno.
Mas ri.
Kael ficou imóvel.
E lá estava novamente.
Aquela mudança.
O humor desapareceu de seus olhos e deu lugar à mesma expressão que surgira quando o véu fora levantado.
Meu sorriso morreu.
— O que foi?
— Nada.
Rápido demais.
Olhei para ele com atenção.
— Você continua fazendo isso.
— Fazendo o quê?
— Olhando para mim desse jeito.
Dessa vez, Kael não respondeu imediatamente.
Atrás de nós, os convidados começavam a sair do salão. Ouvi alguém chamar pelo rei à distância.
Ele ignorou.
— Que jeito?
— Como se...
Parei.
Como se me conhecesse.
Dizer em voz alta pareceu ridículo.
— Como se o quê? — perguntou.
Balancei a cabeça.
— Nada.
Kael me observou por mais um instante.
— Se houver algo que queira me perguntar, pergunte.
Aquilo quase me fez rir novamente.
Eu tinha centenas de perguntas.
Como era o reino para onde ele me levaria?
Como tratava seus funcionários?
Era tão frio quanto diziam?
Esperava que eu dividisse seu quarto naquela noite?
Esperava filhos imediatamente?
Gostava de silêncio?
Dormia cedo?
Odiava música?
Tinha algum hábito insuportável que ninguém ousava mencionar porque ele era rei?
E por que, desde o instante em que vira meus olhos, me encarava como se alguma coisa impossível tivesse acontecido?
Mas havia gente demais ao redor.
E eu ainda não sabia qual daquelas perguntas tinha coragem de fazer.
— Depois — respondi.
Kael assentiu.
— Depois.
A palavra soou estranhamente como uma promessa.
Uma carruagem nos aguardava alguns metros adiante, adornada com as cores das duas casas. Homens e mulheres se reuniam dos dois lados do caminho, esperando ver o novo casal real partir para as celebrações seguintes.
Meu estômago se contraiu.
Aquilo estava realmente acontecendo.
Minha antiga vida não terminara quando eu dissera “aceito”.
Estava terminando em pequenas coisas.
Na mão que eu não seguraria mais durante o jantar.
No quarto em que não dormiria naquela noite.
Nas estradas que passariam a me levar para longe em vez de me trazer de volta.
Kael se aproximou o suficiente para falar sem ser ouvido pelos outros.
— Aurora.
Meu nome na voz dele me fez virar.
Não minha rainha.
Aurora.
E havia alguma coisa estranha na maneira como ele o pronunciava.
Natural demais.
Familiar demais.
— Sim?
Por um instante, pensei que ele fosse dizer alguma coisa importante.
Vi isso em seu rosto.
A intenção.
A hesitação.
Então desapareceu.
— Nada.
Franzi a testa.
— Você é um homem bastante estranho.
Dessa vez, vi.
Um sorriso.
Pequeno, rápido e completamente inesperado.
— Disseram coisas piores.
Ele ofereceu a mão para me ajudar a entrar na carruagem.
Aceitei.
Mas, quando passei por ele, olhei novamente para seu rosto.
Kael Draven era um desconhecido.
Eu sabia disso.
Tinha certeza disso.
E, ainda assim, desde que aquele véu fora levantado, uma pergunta havia começado a me perseguir.
Se nunca havíamos nos encontrado antes, por que meu marido parecia estar se esforçando tanto para fingir que não me conhecia?
AuroraOs dias passaram depressa.Talvez porque a felicidade tenha esse defeito.Quando finalmente encontramos um lugar onde conseguimos respirar sem pressa, o tempo parece decidir correr.Conhecemos o vilarejo.Caminhamos pelas ruas estreitas entre casas de pedra e pequenas lojas.Comemos pão ainda quente comprado de uma senhora que insistiu em colocar mais dois dentro da cesta das crianças.Elara descobriu que gostava de flores amarelas.Cassian descobriu que qualquer coisa acompanhada de pão era melhor.Kael descobriu que não conseguia passar por uma loja sem verificar se eu precisava de alguma coisa.Eu descobri que queria voltar.Não imediatamente.Mas algum dia.Queria conhecer outras praias.Outras vilas.Outras estradas.Queria mostrar o mundo aos meus filhos.Queria que eles soubessem que havia lugares além das muralhas do palácio.E, ao mesmo tempo, descobri que queria voltar para casa depois.Aquela percepção me surpreendeu mais do que deveria.Porque, durante muito tempo, p
AuroraAcordei antes das crianças.Por alguns segundos, não soube onde estava.O quarto ainda estava mergulhado naquela luz azulada que antecedia o amanhecer. As cortinas se moviam com a brisa que entrava pela janela entreaberta, e, ao longe, o mar respirava.Era estranho como o som das ondas havia se tornado parte do silêncio.Uma onda.Depois outra.Depois outra.Constante.Calmo.Como se o mundo inteiro soubesse que não havia pressa.Virei o rosto.Kael ainda dormia.Estava de lado, voltado para mim, com uma das mãos repousando sobre o espaço vazio entre nós. Os cabelos escuros estavam bagunçados, e havia uma pequena linha entre suas sobrancelhas que só aparecia quando ele dormia profundamente.Fiquei olhando.Era uma coisa que eu fazia muito.Observá-lo quando ele não sabia.Talvez porque, durante muito tempo, Kael tivesse sido o homem que eu tentava entender.O rei.O marido que eu não conhecia.O homem frio que parecia esconder o mundo inteiro atrás dos olhos.Agora eu conhecia
AuroraAs crianças dormiram antes mesmo de chegarmos ao fim da refeição.Elara começou lutando contra o sono.Cassian nem tentou.Ele simplesmente apoiou a cabeça no braço de Kael enquanto comia um pedaço de pão e, alguns minutos depois, fechou os olhos.— Ele dormiu? — perguntei.Kael olhou para o filho.— Acho que sim.— Com comida na mão?— Sim.— Impressionante.Tentei esconder o sorriso.Elara ainda estava sentada ao meu lado.Os olhos pequenos já piscavam lentamente.— Não estou com sono.— Claro que não.— Não.— Você acabou de bocejar.— Foi a boca.Kael virou o rosto para esconder uma risada.Elara percebeu.— Papá.— Hum?— Não ri.— Não estou rindo.— Está.— Desculpe.Ela cruzou os braços.Três segundos depois, encostou a cabeça no meu ombro.— Mamá.— Sim?— Praia amanhã?Passei a mão pelos cabelos dela.— Amanhã.Ela fechou os olhos.— Tá.E dormiu.Fiquei alguns segundos olhando para ela.Tão pequena.Tão cansada.Com uma mecha de cabelo grudada na testa e uma das mãos
AURORADepois que vi o mar pela primeira vez, passei a ter dificuldade para olhar para qualquer outra coisa.Ele desaparecia atrás das colinas sempre que a estrada fazia uma curva mais fechada e, durante aqueles poucos segundos, eu sentia uma impaciência quase infantil. Então a carruagem contornava outra elevação e o azul surgia novamente, maior, mais próximo, ocupando um pedaço ainda mais absurdo do horizonte.Eu ainda não conseguia entender seu tamanho.Sabia, racionalmente, que o mar era imenso. Tinha visto mapas desde criança. Conhecia rotas comerciais que atravessavam águas distantes, ouvira histórias de embarcações e tempestades, sabia que existiam terras além daquele horizonte.Nada disso havia me preparado para vê-lo.Num mapa, o mar era uma mancha azul entre territórios.Diante de mim, parecia não terminar.Elara também havia desistido de sentar.Estava de joelhos sobre o banco, as mãos pequenas apoiadas na borda da janela, enquanto eu segurava a parte de trás de seu vestido
AURORANo primeiro dia, Elara perguntou se havíamos chegado antes mesmo de deixarmos para trás a última torre de Draven.— Chegou? — perguntou, apoiando as duas mãos na janela da carruagem.— Não.Ela observou a estrada por alguns segundos.— Agora?Olhei para Kael.Ele estava sentado à minha frente, com Cassian acomodado ao lado e o mapa aberto sobre uma das pernas.— Sua filha.— Nossa filha.— Ontem era minha.— Ontem ela estava dentro de um baú.— Justamente.Elara virou-se.— Chegou?Kael dobrou o mapa com toda a tranquilidade do mundo.— Não.Ela pareceu considerar a resposta.Então apontou para fora.— Cavalo!— Sim — respondi.— Outro!— Também.— Árvore!— Sim.— Outra!Fechei os olhos.Kael riu.A estrada para o sul se estendia diante de nós, cercada pelas colinas verdes que eu conhecia desde pequena. Naquela época do ano, a primavera já começava a perder a delicadeza das primeiras semanas. A vegetação estava mais cheia, as árvores carregadas de folhas novas e as margens do
AURORANa véspera da viagem, descobri que duas crianças pequenas precisavam de mais bagagem do que um rei e uma rainha juntos.Havia quatro baús no nosso quarto.Três no quarto dos gêmeos.Uma caixa só com coisas que Lúcia considerava indispensáveis.Outra com alimentos para a estrada.Mantas.Brinquedos.Fraldas.Roupas leves.Roupas quentes.Sapatos.Remédios preparados por Mirela.E, por algum motivo que ninguém conseguira me explicar, seis panos pequenos que Lúcia insistia que não poderiam ser substituídos por outros panos pequenos.— São diferentes — ela disse.Segurei dois lado a lado.— São iguais.— Não são.— São brancos.— Aurora.— Do mesmo tamanho.— Majestade.— Do mesmo tecido.Lúcia arrancou os dois das minhas mãos.— Por isso quem está arrumando sou eu.Sentei-me no chão do quarto das crianças.— Eu sou a mãe deles.— E eu ajudei a criar o pai deles. Sei exatamente como reis se comportam quando ficam doentes, cansados ou com fome.Olhei para Kael.Ele estava encostado







