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Autor: LuadMel
last update Fecha de publicación: 2026-08-31 12:43:29

— Obrigada. Mas na verdade não sei se agradeço pelo elogio, ou a Afonso por ter consigo te trazer. É bom te ver, Luke, pessoalmente e tão de perto. - sussurrou a última frase e depois de outro sorriso entrou no carro deixando o moreno sem palavras.

Ele não podia ficar assim sem palavras. Deu a volta no carro sentando em seu lado e tratou de seguir para saírem dali. As coordenadas eram dadas por Chelsea enquanto conversava com o casal de trás que não conseguiam parar de falar no quanto o desfile tinha sido incrível e que a pequena herdeira da agência de modelos brilhou do começo ao fim.

A casa de Marisa ficava afastada um pouco da cidade, perfeito para ter seus encontros com o homem que queria, além de manter sua filha longe de qualquer insegurança por parte de sequestradores ou inimigos seus. Seus seguranças eram de alta confiança dentro de uma mansão murada e bem vigiada. Tudo para que duas mulheres pudessem viver bem.

Afonso já tinha ido inúmeras vezes a casa da sua amante preferida, e claro que se sentia em casa, enquanto Luke, mesmo depois de desfiles ou jantares com a “madrasta” sempre deixava que o pai lidasse com a chegada da senhora em sua casa. Contudo, ao entrar no grande salão que se dava como sala naquela imensa casa, se surpreendeu pelo pouco luxo que mostrava, mas sofisticado e chique.

Poucas obras de artes, um lustre com luz baixa, além de vasos aprimorados que de longe, notava uma autenticação gloriosa. Ficou para trás quando Afonso sequer lembrou que tinha filho e entrou ao lado das mulheres fofocando sobre outras modelos. Fechou a porta arrumando o casaco em seus ombros, o lugar era aquecido e bonito demais.

Diferente de seu apartamento que um momento deveria está escuro mantendo o frio que gostava de sentir ao chegar a casa. Não deixou de reparar em nada do lugar, caminhando entre a sala de estar à sala de jantar até encontrar uma coisa que lhe chamou atenção. Ele não tinha tempo de ver todas as fotos já publicadas, de seu pequeno desejo chamado: Chelsea Ramires, mas ele conhecia e lembrava daquela foto tirada no começo do ano, mas agora em um quadro grande com molduras de prata.

Se ele teria coragem de fazer igual na sua casa? Claro que sim.

— Eu disse a minha mãe para não colocar isso aqui, ninguém merece jantar olhando para uma foto antiga minha. - Ele sorriu escutando o doce som da voz dela, lhe encarou e logo recebeu a taça de vinho que foi oferecida — Você não gosta muito de falar, não é?

— Engano seu. Gosto de falar quando me sinto a vontade. - Contou e ela assentiu se virando para o homem, e ele fez o mesmo. — Sua casa é bonita.

— São luxos que o dinheiro compra e você sabe muito bem disso. É estranho eu dizer que antes do desfile de hoje eu tenha conseguido pensar em você? - Ele empalideceu, mas continuou a olhando firme — Até rezei para que fosse com o Afonso.

— Não seria estranho. Porque eu também tinha pensado em você um pouco. - Ela assentiu tomando um gole do vinho — Ah, me desculpa falar esse tipo de coisa, a gente mal se conhece pessoalmente.

— Tirando o fato de que nos encaramos em algum almoço ou jantar das duas empresas, não. Nunca nos falamos, embora eu saiba que olhares dizem mais que uma frase - Ele sorriu de lado, se aquilo não era uma provocação ele estava atendendo tudo errado. — Até achei que você fosse casado, mas sei que não é. Afonso me contou.

— Ele diz isso para todo mundo. Gosta de falar aleatoriamente sobre o fato de eu ser o único dos filhos a não ter uma esposa. - Ela estreitou os olhos.

— Estranho. Porque ele só falou de você quando comecei a perguntar sobre o meu ponto de interesse pessoal - Luke olhou ao redor deixando a taça em cima de uma pequena estante coberta com uma toalha de fibras e linhas douradas carregando outro jarro desenhado com flores. — Dez ou mais anos de diferença não me proibiram de querer saber mais sobre você, e seu status de solteiro. Não vou mentir sobre o quanto você me atrai.

— Está se candidatando para a lista de pretendentes para ser a minha esposa que meu pai faz? - Se aproximou.

— Que eu saiba, só existe meu nome nessa lista - Sorriu maliciosa, tomando seu vinho enquanto o olhava fixamente. Luke abaixou os olhos igualmente sorrindo. — Podemos subir e conversar um pouco num lugar mais reservado. Ou sentar para jantar com eles que não se desgrudam nunca.

— A primeira opção parece agradável, embora haja riscos de que a conversa tome outros tipos de assuntos. - Se referiu ao fato de sentir seu corpo quente e todas as vezes que ela sorria e lhe dava uma piscadela, sua cabeça pensava em inúmeras outras coisas, menos numa conversa onde ambos teriam que ficar longe um do outro.

— Idade é só um número, Luke, e pode ficar tranquilo. Eu dou o assunto, e você apenas me segue - deixou sua taça no mesmo lugar e estendeu a mão a ele. — Você decide, é pegar hoje e agora, ou amanhã e depois. Você não tem para onde correr, mas está perdendo tempo.

Ele riu.

E aceitou sua mão.

Passar para o andar de cima não foi difícil, uma vez que tanto Afonso quanto Marisa, tinham evaporado dentre os namoros e beijos intermináveis. Em todos os degraus daquela escada, ele sentia que suas pernas pediam para retornar, mas sua mente dizia para seguir adiante, ainda mais quando a garota olhava para trás jogando todo o cabelo negro para o lado em câmera lenta e mostrava seu lindo sorriso. Ele era apenas hipnotizado.

Do corredor ao quarto dela, mal deu tempo de pensar e naquele momento, não era certo que fosse mesmo pensar em alguma coisa. Era até engraçado um homem de trinta e dois anos está tão desesperado ao ponto de suar ao está no quarto com a garota que vinha acompanhando e sonhado acordado. Talvez fosse por ela ser mais nova, ou pelo fato de que seu pai poderia está em algum lugar daquela casa esperando que a ação acontecesse?

Quem ligaria? Ele a viu desfilar pelo quarto enquanto se livrava o casaco que cobria o vestido fino e com alças, depois, amarrar o cabelo longo enquanto fechava as cortinas das janelas e virou em sua direção, o sorriso dela o fazia se perder no meio do caminho, não dava para fugir daquela atração.

— Antes eu achava que você estava nervoso por causa daqueles dois, mas estou vendo que quem te deixa nervoso, sou eu mesma - parou diante dele e fez questão de empurrar o casaco do paletó dele para baixo deixando-o cair. — Não vamos brincar. Ou… - Ela se afastou um pouco — Eu confundi as coisas um pouco?

Ele riu agora se aproximando mais, suas mãos alcançaram o rosto bem desenhado da garota e a trouxe para perto, suas testas se colaram e ele pode sentir o perfume doce que vinha da sua garota. Sua garota sim, naquela noite ela seria sua garota. Eles se olharam outra vez e, novamente, houve aquele sorriso malicioso que ele mesmo não pretendia esquecer.

A beijou rapidamente, sendo correspondido na mesma hora. Suas mãos saíram do rosto para os cabelos onde os soltou fazendo um breve carinho antes de chegar ao pescoço subindo outra fez pelo rosto, seus dedos entre os fios de cabelo, uma pegada que com certeza ela jamais esqueceria. Quando se afastaram um momento, ela tornou a sorrir enquanto puxava seu vestido para cima mostrando seu corpo delgado e cheio de curvas.

A calcinha fina chamaria atenção se não fossem os seios firmes expostos. Ele desfez os primeiros botões de sua camisa enquanto a seguia até a cama, e vê-la se jogar sobre o colchão com seu corpo encaixando em cada parte do tecido e seus cabelos espalhando sobre as almofadas foram o ápice e sua mente para esquecer qualquer coisa do lado de fora.

Naquela noite, estaria tendo a garota que queria desde sempre.

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Último capítulo

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