LOGINDesde aquela noite, tenho feito tudo o que posso para me manter afastada do Theo. Quando ele vem a casa aos fins de semana, movo-me pela mansão como um fantasma, planeando cada momento para evitar a mínima hipótese de os nossos caminhos se cruzarem. Em alguns fins de semana, saio de casa cedo e regreso muito depois de escurecer. Noutras ocasiões, procuro refúgio em casa da Sandra e a mãe não se importa nada. E quando não tenho outro remédio senão ficar na mansão, tranco-me no me
«Oh, senhorita, devia ter mudado para roupa adequada primeiro. Os seus pais estavam definitivamente à espera e a esperá-la chegar», disse ela baixinho, a soar preocupada.Quase ri amargamente com aquelas palavras porque, de alguma forma, eu sabia que isso não era verdade. Ainda assim, simplesmente acenei educadamente.«Sim, talvez devesse ter.» respondi enquanto forçava outro sorriso. No fundo, a decepção e a tristeza já se construíam pesadamente no peito.Sem dizer mais nada, entrei quietamente na mansão e dirigi-me direto para cima, para o meu quarto. Por um momento, fiquei ali em silêncio a debater comigo mesma. Devia mudar e descer ou devia só ficar aqui e evitar toda a gente esta noite?Honestamente, não estava com humor para socializar de todo. Ainda me sentia fraca fisicamente, e emocionalmente estava ainda pior. Mas depois o Theo atravessou a mente outra vez. Talvez ele estivesse lá em baixo, talvez esta noite finalmente me desse a o
Não sei se foi medo, hesitação ou simplesmente o meu próprio excesso de pensamento, mas demorei mais duas semanas até finalmente reunir coragem suficiente para ir a casa, para a mansão, naquele fim de semana.Durante dias, continuei a ir e voltar na mente, a questionar-me sem fim. Devia contar ao Theo? Ele sequer quereria ver-me depois de tudo o que lhe fiz? Odiar-me-ia ainda mais assim que descobrisse? Mas por mais medo que tivesse, sabia que não podia continuar a evitar a verdade para sempre.Já tinha tomado a decisão. Ia contar-lhe sobre o bebé. Independentemente do que acontecesse depois, porque estivéssemos juntos ou não, perdoasse-me ou continuasse a odiar-me, ele ainda merecia saber. Tinha o direito de saber que íamos ter um filho juntos.Desta vez, já não era só a minha própria vida envolvida. Havia outra vida a crescer dentro de mim agora. Uma vida que precisava de proteger. Uma vida que dependia inteiramente de mim.Pela primeira v
Lembro-me de que houve tantas vezes em que o senti fundo dentro de mim, a empurrar com força e depressa, e eu sabia exatamente o momento em que ele perdia o controlo, quando empurrava o mais fundo que podia e inundava a minha cona com o gozo quente e grosso, a preencher-me por completo, a deixar-me a escorrer com tudo o que me dava.Lembro-me de adorar cada segundo, de adorar a sensação do pau a esticar-me e depois a derramar cada gota do gozo dentro de mim, uma e outra vez. E agora aqui estava eu, a carregar a prova do nosso amor. Um lembrete e símbolo do amor que outrora nos uniu.Que raio é que eu vou fazer agora? Como é que chegámos a isto? Não admira que não tenha tido a menstruação há tanto tempo. Nem sequer tinha prestado atenção porque o ciclo era sempre irregular, por isso nunca suspeitei de nada. Agora tudo faz sentido.Porque é que isto tinha de acontecer agora? Porque agora, quando já estamos separados, quando eu já me afastei dele como
Há vários dias que o meu corpo se sentia fraco e esgotado o tempo todo. Tudo se sentia pesado, até tarefas simples me drenavam facilmente. E honestamente, eu sabia que era porque me tinha negligenciado gravemente desde que tudo aconteceu.Havia dias em que saltava refeições por completo porque não tinha apetite de todo. Às vezes só me apercebia tarde da noite de que não tinha comido nada o dia inteiro. Não era surpresa que já tivesse perdido peso. O coração partido, o stress e a solidão estavam a consumir-me aos poucos.Assim que saí do edifício da empresa, dirigi-me direto para o abrigo onde os empregados costumavam esperar para apanhar táxis. O ar da noite sentia-se invulgarmente pesado contra a pele, e a cada passo que dava, a tontura que eu tentava tanto ignorar só piorava.A cabeça latejava dolorosamente. Tudo à minha volta parecia estranhamente instável, mas forcei-me a continuar a andar de qualquer forma. Só precisava de chegar a casa, era t
Já tinham passado duas semanas desde que terminei com o Theo. Duas longas e miseráveis semanas que me pareceram mais anos.Depois da nossa separação, aceitei a oferta da empresa para me transferir para outra filial e assumi o cargo de CHRO lá. Saí da Capital pouco depois e mudei-me para um novo apartamento, longe dele, mas por mais longe que fosse, por mais que tentasse enterrar-me no trabalho e na rotina, ainda não conseguia escapar à presença do Theo na mente.O novo emprego estava a correr bem. Os empregados receberam-me com calor, e os colegas eram pessoas genuinamente gentis. Toda a gente me tratava com respeito, e o trabalho em si não era difícil de adaptar. Mas apesar de tudo isso, ainda me sentia completamente vazia por dentro.Nas últimas duas semanas, a minha vida tinha-se tornado nada mais do que uma rotina sem vida. Trabalhar, ir para casa, dormir, acordar, depois repetir tudo outra vez. Movia-me por cada dia como uma máquina que simple
«Não sabes isso? Se continuarmos esta relação e continuarmos a desobedecer-lhes, a condição dela pode piorar. Gosto de ti, Theo, mas também gosto da minha mãe. Peço desculpa. Podes odiar-me por isto se quiseres, mas realmente já não consigo fazer isto. Vamos acabar com a nossa relação.»Forcei-me a olhar diretamente para os olhos dele apesar do quanto doía. Lágrimas frescas rolavam sem fim pelo rosto.«Não, não vou concordar com isto.» disse o Theo de imediato. A voz soava desesperada agora.Depois de repente, para meu choque, ele baixou-se devagar de joelhos à minha frente.«Por favor, baby. Tem pena de mim. Não consigo sobreviver a perder-te outra vez.» implorou partidos enquanto me olhava de baixo com olhos cheios de lágrimas.Aquela visão despedaçou-me por completo o coração. Ver o Theo ajoelhar-se à minha frente assim quase me fez ceder de imediato. O homem que outrora se comportava com tanto orgulho e confiança estava agora a im







