ANMELDENNão tinha nada marcado, mas a ideia de ir para a casa de lago sozinha com o Theo deixava-me inquieta.
Claro, estávamos de melhores relações agora, falávamos, até tínhamos ido correr juntos uma vez, mas estarmos só os dois era completamente diferente.
«E-eh...», gaguejei, a mente a disparar.
«Sim, não tens nada planeado para amanhã, pois não? Vai com o Theo, querida. Assim não ficas em casa a aborrecer-te», interveio a mãe, a encorajar-me.
«Vamos lá, é
Só estou na segunda semana como CHRO na empresa, e até agora, posso dizer que as coisas estão a correr razoavelmente bem.O início não foi fácil. Ainda me estava a ajustar às exigências do cargo, a encontrar o ritmo e a aprender as nuances da organização. Houve momentos em que cometi erros, mas segundo o senhor Lopez, o meu desempenho tem sido bom e estou a cumprir as expectativas. Ouvir isso deu-me um sentido quieto de tranquilidade.Não tinha antecipado o quão exigente o cargo de CHRO seria. Requer um grande esforço, e a carga de trabalho pode ser pesada. O âmbito da responsabilidade é amplo e muitas vezes estende-se por várias áreas ao mesmo tempo.Ainda assim, estou a gerir, a tomar as coisas um passo de cada vez. Ajuda que esteja rodeada de equipas de apoio fortes e líderes de equipa capazes, e a própria empresa opera com um alinhamento organizacional claro, o que torna tudo mais estruturado e gerível.Faço o meu melhor para cumprir as
Ele apresentou-me a toda a gente. Os empregados, os Diretores de RH, os Chefes de diferentes áreas funcionais, os Parceiros de Negócio de RH para Vendas, Operações e Tecnologia, e os membros da Equipa de Liderança Executiva. Um a um, conheci-os a todos.Para minha surpresa, acolheram-me calorosamente. Alguns eram brincalhões e afiados, rápidos com as palavras. Outros eram gentis e fáceis de conversar. Mas todos eram profissionais, respeitosos e bondosos. Não demorou a ver que a empresa tinha um ambiente de trabalho saudável e positivo.Depois, vi a Tiffany. Ela ainda estava aqui, a trabalhar como Gestora de Projetos, a postura tão equilibrada e confiante como eu me lembrava.O tempo não tinha diminuído aquela confiança quieta nela. Se alguma coisa, parecia mais refinada, mais fundamentada, como se ela se tivesse acomodado plenamente em quem era.Quando fui apresentada como a nova CHRO, apanhei o momento exacto em que o reconhecimento surgiu
Mas o meu quarto, porra, o meu quarto é um santuário de todas as formas como nos tínhamos destroçado um ao outro e nos voltávamos a juntar. A minha cama é onde ele me abria bem e se enterrava tão fundo que eu pensava que ia partir. Fodíamos devagar e rude e tudo no meio até os lençóis estarem manchados de suor e sémen. A banheira é onde ele se ajoelhava entre as minhas pernas, a boca em mim até eu estar a gritar o nome dele. A água transbordava pelas laterais enquanto ele deslizava para dentro de mim no escuro quente e húmido.O chuveiro é onde o vapor embaciava tudo excepto nós. Ele pressionava-me contra o azulejo e fodia-me com força por trás enquanto a mão se envolvia à volta da garganta só o suficiente para me fazer ver estrelas. A água quente batia nos nossos corpos escorregadios e enredados. Estas paredes não só se lembram. Ecoam com os sons de nós, com cada maldição e grito e coisa suja que sussurrávamos um ao outro.As noites ardiam brancas de que
Foi domingo quando a mãe e o tio Greg me levaram de carro para o meu apartamento na Cidade Capital. Não tinha tido tempo para procurar um sítio novo durante a semana, por isso não objetei quando me trouxeram de volta para a minha antiga unidade. Nem sequer tentei sugerir outro sítio. Tinha medo de que começassem a fazer perguntas e se perguntassem porque é que eu estava a evitar este sítio.Planeio mudar-me, eventualmente. Mas por agora, vou manter isso para mim.Sabia que voltar aqui mexeria com memórias que eu não estava pronta a enfrentar. Este sítio continha demasiado dele. O Theo uma vez tinha vivido no penthouse deste mesmo prédio, e o pensamento de me cruzar com ele outra vez era algo que eu queria desesperadamente evitar. Isso sozinho era razão suficiente para eu partir assim que pudesse.Felizmente, a mãe já tinha arranjado tudo. Tinha ligado ao zelador e à limpeza para limparem o meu sítio, por isso quando chegámos, o apartamento estava i
Não consegui deixar de sorrir com o pensamento. O rapaz que uma vez teve uma paixão tímida por mim está agora profundamente apaixonado por outra pessoa, pronto a construir uma vida com ela. O tempo realmente muda tudo.Ele até pediu à Sandra e a mim para sermos as damas de honor. Claro que dissemos que sim. Não havia forma de perdermos algo tão importante.O resto dos meus dias passou num borrão de risadas, saídas e momentos quietos de cura. Por um bocadinho, parecia que finalmente tinha encontrado um ritmo outra vez. Como se estivesse a juntar-me devagar outra vez. Também planeava visitar a Irene e a Lily assim que fosse à Capital.Mas depois de um mês de descanso e distração, algo dentro de mim começou a agitar-se outra vez. Uma inquietação que eu não conseguia ignorar. Parecia errado permanecer ociosa por mais tempo, como se estivesse só a adiar o inevitável. Por isso fui ver o tio Greg para falar sobre a posição que ele uma vez me tinha ofereci
Depois do jantar, disse aos meus pais que precisava de descansar. Culpei o cansaço, o jet lag, qualquer coisa que me deixasse sair sem levantar suspeitas. Mas a verdade era muito mais simples, e muito mais frágil. Só queria evitar o Theo.Mesmo enquanto me desculpava e me virava, o olhar dele permanecia pesado e implacável, a agarrar-se a mim como um peso invisível que eu não conseguia sacudir. Uma tensão instalou-se no peito, uma mistura de inquietação e agitação que me puxava, a urgir-me a olhar para trás apesar de todos os instintos a dizerem-me para não o fazer.E quando finalmente o fiz, lá estava ele, de pé na varanda com os nossos pais, os olhos trancados em mim, inabaláveis e intensos, como se eu fosse a única coisa que ele conseguia ver naquele momento.A respiração falhou. Havia algo naquele olhar, algo não dito, algo que se demorava demasiado e se sentia demasiado profundo, que fazia o peito contrair-se dolorosamente.Não era só a







