MasukCAITLINA culpa me corroía há o que parecia uma eternidade. Pensar que ela tinha confiado em mim o bastante para compartilhar seus medos, e de alguma forma eu tinha sido tão inútil quanto os médicos que tentaram fazê-la acreditar que era normal.A porta apitou. Scott se forçou a levantar, provavelmente esperando notícias da esposa.A equipe neonatal trouxe o bebê para fora num pequeno incubadora de transporte. Quando Scott avistou aquilo, os olhos dele brilharam. Tantos sentimentos cruzaram o rosto dele de uma vez.Quer dizer, aquele era o filho dele. Um médico vinha atrás da equipe de enfermeiras.— M-minha esposa? — perguntou Scott, a voz quase um sussurro. Ele segurou o ombro do médico.O médico afastou a mão dele. — Por favor, me desculpe. O bebê precisa de cuidados urgentes. — Depois seguiu depressa.E então nada. A porta se fechou, e a luz acima dela ainda estava acesa. Ela ainda estava lá dentro. Ainda lutando. Miranda estava logo atrás da equipe. Por algum motivo, eu me juntei
ESTEBANNo dia da cirurgia de Scott, minha preocupação era a sobrevivência dele e o sucesso do procedimento. Depois, nos dias que se seguiram, eu me preocupava com a recuperação e quanto tempo levaria para tê-lo em casa de novo.Quando o vi na entrada, em pé sem apoio, parecendo saudável e forte, meu coração despencou. Eu deveria ter ficado além de feliz e orgulhoso. Me deixou feliz, sim, mas como diz o ditado, há um tempo para tudo. O timing não poderia ter sido pior.Deus sabia que se algo acontecesse com Eliana, eu estaria perdendo três pessoas de uma vez. Foi preciso muita persuasão para impedir que ele testasse a Deus. O homem tinha tentado tirar a esposa dos meus braços.Eu não tinha medo de que ele me dominasse de algum jeito e a levasse. Não, eu tinha medo de que ele se machucasse tentando. No final, não consegui convencê-lo a não segurá-la no carro. Quando o carro entrou na entrada do hospital, eu abri a porta e saltei, correndo para dentro do prédio em velocidade máxima.— T
AUTORAEsfregando os olhos de leve com as costas da mão, recostei-me na cadeira, olhando para a tela. Eu tinha muitas perguntas depois de escrever o Capítulo 70 — perguntas que a maioria dos leitores faria: O que acontece depois? Foi o Rico? Ela vai morrer?Pelo amor do primeiro livro, Meu Amor Proibido: O Melhor Amigo do Papai, eu esperava que não.Apoiei a cabeça na mesa e comecei a cochilar. “Quando a mente está em repouso, é quando ela mais trabalha.” — Michelle Chiemela*****Rico foi levado para um quarto isolado na casa enquanto Caitlin, Esteban, Scott e Rosio corriam para o hospital com Eliana.Ele sabia como a situação parecia e o que o Diablo achava que ele tinha feito. Tirando o pequeno dispositivo, apertou um botão e perguntou:— O que você fez?A raiva na voz de Rico vibrava pelas paredes do pequeno cômodo.Ele não tinha planejado causar nenhum mal durante a visita, mas não era o único jogando aquele jogo idiota.O grito da pobre mulher ecoava na cabeça dele. Assim como o
CAITLINEsteban tinha saído às pressas com Fabian, me deixando sozinha com os pensamentos. Considerando que Rico tinha sido convidado para o jantar, a chegada dele estava bem adiantada. Olhei a hora na tela do celular, perguntando-me se era uma boa ideia descer também.Embora Esteban tivesse agido um pouco estranho quando descobriu quem era o convidado, ele não tinha dito nada sobre Rico. Pelo menos não para mim. Antes de sair, não parou para me dizer se eu podia ou não descer. Não que eu quisesse — ainda.Desde a noite em que Eliana me arrastou para a sala de jantar, Esteban nunca me tinha mandado ficar dentro ou escondida. Isso, no entanto, era diferente.Conversei um pouco com a Viv, que parecia decepcionada porque no dia seguinte era sábado e ela não trabalhava nos fins de semana.Ela mandou um áudio explicando o quanto estava triste com isso. Uma risada escapou da minha garganta. Era um contraste enorme com o jeito que ela costumava se sentir em relação aos fins de semana.Toquei
ESTEBANDesci o corredor. Fabian vinha quieto atrás de mim.— O que você vai fazer? — perguntou Fabian.— Nada. Vou cumprimentar meu estimado convidado — disse eu com preguiça, parando no alto da escada. Olhei para Fabian e baixei a voz. — Fique de olhos abertos. — Fiz um círculo no ar com o dedo.Fabian assentiu, compreendendo. Eu já tinha avisado os homens antes da visita do Rico que, quando ele chegasse, cada canto da casa e cada movimento deveriam ser vigiados.Embora pudesse ser uma oportunidade de pescar alguns traidores, havia uma grande chance de o jogo se arrastar por muito mais tempo.O propósito da visita de Rico ainda era desconhecido. O objetivo principal dele era se livrar de mim, mas como estar à minha mesa ajudaria a conseguir isso?Desci as escadas devagar. Na mesa de jantar, encontrei Eliana e Rosio — a assistente dela — claramente entretidas com Rico.Limpei a garganta para anunciar minha chegada e puxei uma cadeira na cabeceira da mesa.Rico se levantou e me cumpri
CAITLINA cozinha estava barulhenta e um pouco bagunçada. Olhei em volta e todo mundo parecia estar fazendo uma ou duas coisas ao mesmo tempo. Isso me fez pensar se Miranda tinha convidado a família inteira do homem para o jantar.— Quantos pratos? — perguntei a ninguém em particular.— A madame quer sete — sussurrou a garota ao meu lado.Isso era mais do que o normal. Sempre havia pratos diferentes na mesa. Pelo menos desde que eu comecei a ficar com eles.— Oito pratos e três sobremesas — disse outra do corredor.— É muita coisa. Tem alguma coisa que eu possa fazer? — perguntei, torcendo para poder ajudar.— Não — responderam todas em uníssono.Revirando os olhos para elas, peguei uma vassoura e comecei a varrer o que tinha derramado no chão. Depois peguei um pano para limpar a bancada enquanto elas tentavam de tudo para me fazer parar. O que era engraçado, considerando que eu já tinha feito coisas bem piores do que varrer e limpar.Porra, eu costumava limpar banheiros por dinheiro







