LOGINNossa! Como escapar dessa? Eu não posso dizer, “não, mudei de ideias, preciso falar com Ryan antes, eu já não estou em controle de tudo. “ Depois desse encontro eu saberei o que fazer e como proteger o meu filho, meus filhos são mais importantes que qualquer outra coisa. — Ah sim! Eu quis agradecer novamente por você ter me salvado ontem. Noah é difícil de lidar, as vezes mas nunca havia encostado a mão em mim antes. Ele parece decepcionado ao ouvir as minhas palavras. — Não precisa agradecer, Kallie, eu faria de novo se fosse necessário. Antes que eu pudesse responder, o empregado regressa trazendo os nossos pratos. O aroma da comida espalha-se imediatamente pela mesa. O meu salmão vem acompanhado por legumes salteados e um molho leve de ervas. O prato de Eric ocupa quase metade da mesa. O enorme bife de novilho ainda fumega, acompanhado por batatas assadas douradas. O empregado coloca os pratos diante de nós e deseja-nos bom apetite antes de se afastar. Eric ac
Ele permanece me encarando, a espera de alguma resposta, talvez ele já tenha percebido pelo meu olhar que não terá nenhuma resposta. — Kallie, diga alguma coisa. — Como você me encontrou aqui? Pergunto — Você está me seguindo? A pergunta sai mais fraca do que eu gostaria, Ryan mantém os olhos fixos nos meus, por um instante, penso que vai responder. Mas ele limita-se a retirar um celular do bolso interno do casaco e colocá-lo sobre a mesa. Fico a encarar o aparelho sem entender. — Guarde isso. Continuo sem mover um dedo. — Tem o meu número aí. O celular também serve como chave para o endereço que enviei na mensagem. Franzo a testa. — Que! Que mensagem? — pergunto. — Vai encontrá-la quando ligar o aparelho. Empurra o telefone alguns centímetros na minha direção. — Precisamos conversar com urgência. Finalmente recupero parte da capacidade de raciocinar, ou talvez seja apenas raiva. — Você está doido se pensa que eu vou aparecer em algum lugar para me encontrar com voc
Tento organizar os pensamentos, falho em encontrar as palavras certas, como vou contar ao meu colega que eu tive um filho com um dos criminosos que estamos investigando e ainda manter o meu emprego? Ou manter essa amizade estranha que estou construindo com Eric? Eu sei que palavras dizer, mas elas continuam presas na minha garganta.Como se uma parte de mim ainda estivesse desesperadamente à procura de um motivo para permanecer em silêncio. Mas agora que enunciei, já não posso mais fugir dessa conversa. — Estou a ouvir. As palavras dele deixam-me sem escapatória. Durante dias inteiros imaginei este momento. Imaginei mil formas de começar essa conversa. Agora que finalmente estamos sentados frente a frente, nenhuma delas parece adequada. Baixo os olhos para o menu apenas para ganhar alguns segundos. As letras estão diante de mim, mas sou incapaz de ler uma única linha. O empregado regressa nesse instante. Agradeço mentalmente pela interrupção. — Já decidiram? — Sim — respo
Os olhos dele estudam a minha expressão durante um instante. Ele parece não compreender porque o estou a tratar daquela forma, mas estamos diante de outras pessoas. O meu coração continua a falhar batidas.Mas preciso de fazer isto. Preciso de tirar este peso dos ombros. Eric pode ser o aliado ideal para me ajudar a sair desta confusão.— Aconteceu alguma coisa?Engulo em seco.— Precisamos de conversar, mas não aqui.Eric permanece em silêncio por um segundo antes de fazer um leve aceno de cabeça.— Certo.— Vamos para o meu gabinete — sugiro.— Podemos sair para almoçar? Estou faminto.Pego na pasta em cima da mesa e sigo atrás dele. A cada passo, sinto o peso da decisão que estou prestes a tomar, porque, dentro de poucos minutos, vou admitir algo que escondi durante uma década, e tenho a estranha sensação de que, depois desta conversa, nada voltará a ser igual.Eric abre a porta da sala de reuniões e faz um gesto para que eu passe primeiro, dou apenas um passo para fora da sala ant
Aproximo-me do armário e introduzo a chave com mãos mais trémulas do que gostaria de admitir. A fechadura roda sem dificuldade e, quando abro a porta, encontro a pasta exatamente onde a deixei. Solto o ar lentamente, sentindo um breve alívio percorrer-me o corpo, mas a sensação dura apenas alguns segundos, porque a pasta continuar ali não responde à pergunta mais importante. Ainda me pergunto, como é que Diane soube da reunião? O conteúdo daquele encontro é confidencial e apenas um número reduzido de pessoas tem acesso às informações da operação. Eu, Aubrey, os agentes federais e alguns superiores diretamente envolvidos na investigação. Mesmo assim, Diane sabia que eu tinha participado naquela reunião e sabia que tinha sido chamada para integrar a equipa. Fecho a porta do armário e permaneço imóvel durante alguns instantes, a olhar para o vazio. Quanto mais penso nisso, mais desconfortável me sinto, não parece uma mera coincidência. Diane não está habilitada para ter acesso
Passei a noite inteira acordada a pensar no meu próximo passo e ainda não decidi o que fazer para me livrar desta situação. Ryan é um Westie. Um mafioso. Sou muito grata por ele ter saído da minha vida. Não acredito que alguma vez tenha questionado o motivo. Regressar ao trabalho hoje tem uma sensação diferente. O meu corpo parece mais pesado a cada passo que dou e, quanto mais me aproximo do gabinete, mais o meu coração acelera. Hoje não sou recebida pela Aubrey. A secretária dela está vazia. Provavelmente anda a distribuir processos. Ao aproximar-me da minha porta, percebo que está aberta. Alguém entrou e não a fechou. Apresso imediatamente o passo. Será que alguém mexeu nas minhas coisas? Será que guardei a pasta secreta ontem? Ou o embate que sofri foi suficiente para me fazer esquecer? Empurro a porta com pressa e, para minha surpresa, encontro uma mulher sentada na minha cadeira. Diane. Está calmamente a remexer nos papéis em cima da minha secretária, como







