A Promotora que Escondeu o Filho do Mafioso

A Promotora que Escondeu o Filho do Mafioso

last updateÚltima atualização : 2026-10-23
Por:  Clau MendesAtualizado agora
Idioma: Portuguese
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Kalliope Shinoda acreditava que já tinha enfrentado todos os fantasmas do passado: um divórcio doloroso, a responsabilidade de criar dois filhos sozinha. Mas quando um caso de homicídio a coloca frente a frente com a família mafiosa mais antiga da cidade, ela descobre que o perigo não está apenas nas ruas, mas também dentro da sua própria história. Entre pistas sangrentas e segredos enterrados, Kalliope reencontra Ryan O’Neil, o homem misterioso que a abandonou sem explicações na juventude. Agora, ele quer reparar os erros e reconquistar o que perdeu. Só que Arthur, meio-irmão de Ryan e herdeiro sombrio da máfia, fará de tudo para impedir que esse reencontro mude o destino da família. Dividida entre proteger os filhos, sobreviver ao caso e enfrentar sentimentos que nunca morreram, ela chaga a um beco sem saída e precisa decidir se terá coragem de desafiar o poder da máfia e abrir espaço para um amor que pode custar-lhe tudo.

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Capítulo 1

Ponto de Ruptura

Não sei extamente há quanto tempo estou desaparecida, desde Agosto que eu não vejo a minha família, foi mais ou menos desde altura que ele me arrancou do meu quotidianho sob ameaça clara e específica de ferir meus filhos. Não tive outra opção a não ser entrar naquele carro para o destino incerto em que me encontro. 

Houve momentos em que duvidei da minha força, da minha capacidade de me reinventar, depois de anos acreditando na crença alheia agora eu sei que na verdade eu sou sim tão forte quanto eu imaginava, graças a essa força eu não me quebrei, não enlouqueci, depois de suportar a tortura que meu corpo sofreu, cada marca em minha pele perfurou a minha alma, não serei a mesma depois disso.

Não me lembro de como vim aqui parar nem sei onde exatamente me encontro, nunca estive aqui, não me lembro de ter passado por essas ruas antes, os nomes dos lugares são estranhos para mim, eu reparei que os carros andam em sentido, tenho a certeza que estou na Europa, pois quando peguei no telefone daquele lugar e tentei ligar para o número de emergência que eu conheço a vida toda, a chamada não foi completada, definitivamente estou muito longe de casa, eu estou fora dos Estados Unidos.

Estou vagueando por ruas desconhecidas há horas, a estrada está coberta por nevoeiro denso a minha vista está limita pelo que a iluminação dos postes alcançam, não tem nenhuma alma andando aqui. Não sei nada de arquitetura, mas ao que parece estou numa cidade pequena do interior de algum país europeu.

Eu só me lembro de ter entrado no carro dele e não sei quanto tempo passou, ainda não vejo luzes nem decorações natalinas então sei que ainda não é Dezembro, deve ter se passado apenas algumas semanas desde que saímos de Nova Iorque.

O lugar onde ele me mantinha em cativeiro não me permitia ver o exterior eu não sabia quando era dia ou noite, meus olhos se acostumaram com as luzes daquele lugar. Com o passar dos dias notei que ele me fazia três visitas por dia, uma de manhã quando me dava o café da manhã, uma de tarde quando me trazia o almoço e outra à noite quando ele trasia o jantar e tentava tirar informações de mim.

Ele nunca tentou fazer nada contra mim, muito pelo contrário, sabia que eu seria uma ótima moeda de troca e ter-me sã e salva era uma vantagem que não podia arriscar em perder, e se tocasse em um fio de cabelo meu, seria caçado e abatido como o animal raivoso que ele é.

Comecei a correr desde o momento que consegui escapar daquela casa, já estou a caminhar há um bom tempo, não sei quantos quilómetros, mas a noite já está a se transformar em dia, e eu já não sinto os meus pés, não sinto dor, mas sei que eles estão sangrando por estar a andar descalça por horas, minha cabeça continua confusa.

Eu não estou conseguindo abrir completamente os meus olhos, as luzes dos farois que avisto são demasiado fortes, ergo a minha mão à altura do meu rosto para diminuir o impacto, preciso ver o chão, não posso me dar ao luxo de tropeçar agora.

Já não sinto frio talvez meu corpo ainda esteja repleto de adrenalina que me fez me libertar à força do meu cativeiro, é a única explicação plausível senão eu estaria congelando agora estou vestindo uma camisola fina, acetinada branca, não deu tempo de procurar outras roupas.

As poucas pessoas que passam pela estrada olham para mim como uma alma penada, ninguém se digna a parar e oferecer ajuda, eu não posso parar de andar, eu sei que eles devem estar me caçando.

Sem conseguir me comunicar com a minha família ao que parece terem sido meses, eles devem julgar que estou morta, pois sabem que eu jamais os abandonaria, minha filha Angel tem apenas cinco anos, sinto muita falta dela e do Ethan também.

Minha família nem deve estar sentindo a minha falta, estar aqui não é diferente que estar o tempo todo trabalhando, eu mal via os meus filhos, se alguma vez tiver uma segunda chance de vê-los novamente, eu vou mudar tudo, eu vou passar mais tempo com eles, e não vou deixar que as suas infâncias sejam aruinada pelo veneno que têm estado a afastá-los de mim.

Eu não sei como explicar para eles exatamente o que aconteceu, se eu contar toda a verdade nenhum deles me vai perdoar, a essa altura já devo ter perdido o meu trabalho de certeza, eu espero não ter perdido a minha família nesse processo.

Eu sei que agora não tem lugar na terra em que eu possa me esconder, ele sempre vai me encontrar principalmente depois do que eu fiz, dessa vez ele não será tão gentil, eu temo pela minha família, espero que ele não faça mal aos meus filhos. Ele já demonstrou não se importar várias vezes tentou fazer mal a eles à minha frente e eu não pude fazer nada.

Vejo luzes de faróis de carros vindo atrás de mim, alguém resolveu parar e me ajudar. Vou pedir que me ajude a chegar ao consulado dos estados unidos.

O carro para ouço o barulho da porta a abrir-se e viro-me em direção ao carro, porém a luz é muito forte, então cubro parte da minha testa com a mão, para poder ver alguma coisa.

Nossa! Finalmente alguém vai me ajudar a sair desse inferno.

Eu vejo a silhueta de um homem se aproximando, o jeito que ele se move fez o meu instinto de sobrevivência ficar alerta, então dou alguns passos para trás, os passoos dele foram ficando cada vez mais perto. Uma voz no meu interior me diz para correr, mas eu não sou capaz de mover um músculo, eu preciso de ajuda espero que ele me ajude.

Ele não diz nada, apenas ouço seus passos firmes e fortes, ao chegar mais perto de mim, me dou conta de quem ele realmente é.

Meu Deus! Como ele chegou aqui? Não é ajuda, muito pelo contrário, ele veio para acabar com meu sofrimento de vez.

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