LOGINPerdão, galera. Eu postei o errado e vi agora. Estou colocando aqui o capítulo 232 certo.
— Vamos entrar ou vamos dar meia-volta? — Haylie perguntou. Ela segurava a mão do marido. — Sério, que mau-agouro.
— Viemos aqui para investigar. E pelo visto, não perdemos tempo. — Rhys inspirou fundo. — Precisamos sair do carro e entrar na packhouse. Prestem atenção a qualquer som. E… bom, espero que o tempo não seja parado de novo.
Ele ainda lembrava como foi na floresta. Aquela bruxa era forte e ela estava focada em acabar com a paz deles.
Eles saíram do carro e foram, cautelosamente, para dentro da packhouse. Não ocorreu nada no caminho, mas esse pequeno trecho pareceu levar um tempo imenso.
Lucretia tinha a digital e podia abrir a porta sem a ajuda de ninguém. Ela abriu com cuidado e olhou dentro. Rhys colocou a mão na frente do corpo dela e indicou que era para ele ir primeiro.
Não eram preciso palavras.
Ele entrou e olhou ao redor. O ar estava pesado, e havia um certo “grude” nele. Ao mesmo tempo em que um frio entrava nos ossos, a pele estava quente, um calor incômodo, como uma febre. E o suor não parecia descer. Ele fixava.
Haylie estava com a expressão de puro nojo. Era realmente uma casa abandonada. Estava escura, com até mesmo teias de aranha pelas paredes.
Lucretia olhou para as escadas e então, para as paredes. Tudo parecia… velho. Podre.
Rhys percebeu a mesma coisa. Eles usariam o link mental para se comunicarem. Ou ao menos, esse era o plano. O silêncio entre eles era mais do que o normal, era como uma barreira.
“Mas que inferno!” Rhys disse. Ele conseguia saber quando os outros se comunicavam, porque era um dom dele, no entanto, não havia nada. Era como uma sala branca, completamente vazia. O nada.
Rhys fez sinal para indicar que deveriam ir pelo corredor em direção ao escritório. E depois, eles poderiam ir para o segundo andar.
A tapeçaria estava puída. Rhys então entendeu que, o que parecia estar acontecendo não era simplesmente eles estarem numa casa sem ninguém. A casa estava envelhecida. Eles estavam em um outro tempo. Ele apostaria ou no futuro, ou então, estavam em um sonho. Poderia não ser mais do que uma ilusão. Mas se aquilo era o que eles viam, o que realmente acontecia ao redor deles?
O escritório estava revirado. Os documentos no chão, as gavetas jogadas ou penduradas. Os livros das estantes, a maioria estava ou caído ou até mesmo rasgados. Lucretia andou até os papéis e se abaixou, pegando uma pasta aberta meio destruída. Ela franziu o cenho. Não havia nada escrito. Nada que fizesse sentido, ao menos. Sim, tinham letras, ou símbolos, ela não saberia dizer.
— É uma simulação — ela disse, em voz alta, e puxou o braço do marido, para que ele olhasse. — Não é real.
Rhys assentiu.
— E o que isso significa? A gente tá preso em outra dimensão ou coisa do tipo? — Haylie perguntou.
— Devemos voltar para o carro? — Martin perguntou a Rhys. — Ou vamos continuar explorando? Assim, não acharemos nada real, mas pode ser que a pessoa que jogou esse feitiço ou sei lá esteja por aqui? Não sei como feitiços funcionam.
— Pelo que eu li, o feiticeiro vem para a ilusão. Não é fácil de achar, mas uma vez que encontremos, temos que acabar com ela aqui. Não necessariamente vai morrer no mundo real, mas ao menos a ilusão é desfeita e poderemos voltar para o verdadeiro LongFang.
Lucretia se preocupava com o pai dela. Ele não estava equilibrado mentalmente. Não depois de tudo o que houve. Ele ficou em choque após entender tudo o que tinha acontecido e como ele perdeu a companheira dele.
As palavras de Rhys tocaram o coração de Lucretia, que sentiu toda e qualquer dúvida que ela pudesse ter dentro de si, do seu próprio valor, e do quanto o amor deles dois era real, dissipando-se. O céu começou a ficar mais escuro, como se uma nuvem muito espessa de chuva estivesse se aproximando, porém, numa velocidade fora do normal. — Protejam-se! — Rhys gritou. O que começou a cair do céu não eram gotas de água, e sim espinhos. O caos começou, muitos gritando e correndo. Os humanos que estavam no bando pegaram bandejas na cozinha, e correram para ajudar as pessoas a se protegerem, especialmente aqueles mais velhos ou os que eram mais lentos. A bruxa olhou para o alto e começou a rir. Ela não era atingida por nenhum daqueles espinhos, e isso provava que o que estava acontecendo vinha do lado dela. Lucretia foi com Rhys para debaixo da marquise da packhouse, protegendo-se, e olhou para o alto. Só uma pessoa poderia estar ajudando: Jeane. Não demorou muito e a fêmea apareceu, c
Todos se calaram e olharam uns para os outros, virando então os olhos na direção de Rhys. Ele aproximou-se da bruxa. — Eu não sei que baboseira está falando, mas é melhor esclarecer isso agora mesmo! A bruxa começou a rir, primeiro baixo, até ficar histérica. — O sabor da traição é sempre o melhor, não acha? Ainda mais quando vem daqueles que confiamos mais. — Ela sorriu de lado e olhou para Lucretia. — Por que não pergunta o que a sua querida esposa tem a dizer sobre isso? Lucretia puxou o ar. Não era assim que ela queria dizer a Rhys o que a bruxa tinha dito a ela, porém, se foi assim que as coisas se desenrolaram, tudo bem. Ela inspirou fundo e disse:— Lá na caverna, quando eu estava sozinha com essa bruxa, ela disse que o meu sangue é o que deve despertar o poder do Supremo. E era por isso que ela queria me devorar, para absorvê-lo. Após falar, Lucretia esperou pelo que Rhys teria a dizer. Machos, normalmente, eram muito orgulhosos. Ela sabia que o marido não era como os out
A bruxa mantinha-se calada, quieta, sem resistir. Lucretia sabia que aquilo podia ser um mau sinal, pois a mulher simplesmente poderia estar planejando sua escapada. O carro chegou e Deidra foi sentar-se no porta-malas. Rhys sentou-se na frente com Martin, enquanto Lucretia levava a bruxa, mas com um guarda entre elas. O Alfa não queria assumir o risco de a velha atacar a esposa dele.A bruxa não dizia nada, porém, Lucretia notou um certo sorriso nos lábios dela. Bem sucinto, quase imperceptível, mas ela juraria que estava mesmo ali, e que não tinha sido só um vislumbre errado. Ao chegarem ao ShadowBlood, Rhys desceu do carro e colocou uma corrente maior prendendo a algema, para que pudesse puxar a bruxa sem estar tão próximo a ela. Os membros do bando, ao verem a cena, não pensaram que o Alfa estava puxando uma pobre senhora, e sim que aquela mulher devia ter feito algo muito ruim. E levando em conta os últimos acontecimentos, ela provavelmente tinha envolvimento. — Senhor, o Con
A cena parecia ridícula, porém, o resultado era sério. Muito sério. Rhys e Lucretia continuaram a acertar a bruxa. Quem visse de fora, poderia pensar que era crueldade, como um apedrejamento, no entanto, era o único meio que eles encontraram. E infelizmente, não havia tempo para discutir a moral. Aquela mulher era perigosa, malvada e uma vez acordada, ela não pararia até destruí-los. Rhys mirou com força, e acertou em cheio. As runas que Lucretia tinha visto quando estava no mundo de ilusões começaram a aparecer. O sangue da bruxa pingava, o que parecia ser o que estava desencadeando aquela reação. Eles pararam de acertá-la, esperando o que aconteceria, mas prontos para atacar, se necessário. O local girou, ficou esquisito, porém, não pareceu completar a mudança total. Eles permaneceram com os pés no chão, a realidade não foi modificada. Os olhos da bruxa se abriram e ela os arregalou ao perceber que não estava sozinha. — Vo-vocês! — ela falou, com dificuldade. — Nós mesmos — R
Lucretia olhou para o marido. — Não acho que ela esteja em condições — ela falou. — Vai acabar nos atrapalhando. Rhys via a cunhada como um problema. — E se isso for armadilha? E se ela não quer entrar porque sabe que vamos nos dar mal? Era uma possibilidade, claro, e Lucretia sabia disso. — Conheço a Deidra e, francamente, nunca a vi assim. A forma como ela finge é bem… fingida, mesmo, sabe? E ela parece tá mesmo num estado de loucura, sei lá. Rhys não confiava em Deidra, mas ele confiava no julgamento de Lucretia, por isso, aceitou que a loira ficasse ali fora. Ele apenas se acocorou para poder falar com ela. — Nem pense em sacanear a gente, porque vão te procurar até no inferno, entendeu? — ele disse, e ela abriu os olhos, dando de cara com um macho sério e ameaçador. — Entendeu? — Sim — ela respondeu, bem baixo, mas balançando a cabeça para cima e para baixo com veemência. — Sim, sim! — OK, se acalma. A gente vai entrar. Você fica aqui. Se pedirmos ajuda, você liga pro Ma
Os três adentraram no território do bando, com a mistura de flores e ervas nas têmporas, para que não houvesse chance da bruxa voltar a prendê-los em um mundo de ilusão. O carro não estava funcionando direito, mesmo depois de ser colocado na posição correta, então, eles foram andando. Rhys não gostava da ideia de Lucretia passar por galhos e se machucar, querendo pegá-la no colo, mas ela pediu que não. Ela queria ir andando, queria sentir o peso da floresta em si, para lembrar o que estavam fazendo. Ela tinha medo, mesmo com as ervas, de ficar confortável demais, cair no sono e, consequentemente, nas garras daquelas ilusões. Deidra parecia completamente desligada deles, andando como que automaticamente, e murmurando algo com ela mesma. A aparência e esse tipo de comportamento davam a impressão de que ela era uma fêmea completamente louca.Lucretia e Rhys a puxavam, eventualmente, para cá e para lá, evitando que ela tropeçasse em alguma raíz alta demais, ou batesse a cabeça em alg







