LOGINDepois de tudo, extasiada, suada, muito bem amada, sem roupas, à vontade nos braços do meu homem no leito macio, recebi a notícia de que Eva e Thomaz iriam se mudar de lá o mais breve possível. — Tem certeza?— eu quase não acreditava. — Assim você ficará bem e eu também. Não gosto de vê-la nervosa. — Dessa forma me sentirei mais segura, pode acreditar. Alejandro não tinha ideia do sentido das minhas palavras, mas era assim mesmo que eu sentia. Para mim, estava tudo certo, mas Thomaz chegou no quarto falando para a mulher do que tinha decidido. — Temos que nos mudar daqui urgente, Vera. Estou com receio que a nossa nora desista do acordo antes das eleições e isso possa atrapalhar a candidatura do Alejandro. Depois de tanto nadar, não posso morrer na praia. — Do que está falando?— Vera estava irritada ainda. — O Alejandro me deu um xeque-mate. Ou nós nos mudamos, ou ele se muda. Vera cruzou os braços, como criança birrenta. — Eu não vou sair d
Vera se fez de inocente, mas manteve firme o que disse. — Eu só quis ajudar, meu filho. Ela insistia em lhe acompanhar, e eu disse que para isso existiam as damas de companhia, que elas fazem o que às esposa não conseguem! Falei algum absurdo? — Claro que falou, colocou aí um duplo sentido. — Mas você se lembra quando a Eva estava nesse mesmo lugar, que a Cris ocupa hoje? Você disse na cara dela que havia contratado uma dama de companhia que fazia tudo melhor do que ela! Alejandro empalideceu, eu mais ainda. — Isso é verdade, Alejandro?— Eu quis saber. Imagine a cena, as criadas paralisadas como estátuas. Alejandro só deu uma olhada nas três, que se recolheram rapidamente para a cozinha. Depois ele suspirou resignado e se justificou. — Com a Eva era diferente, era só um acordo, ela não se importava. Não tínhamos muita intimidade e… — Mas não suportou a traição dela! — eu quase gritei. Vera estava adorando a cena, assistia em silêncio, se
Esperei Alejandro, ansiosa. As criadas deram muitas dicas, mas na verdade, nada me deixava segura. Descansei a tarde toda e levantei para me arrumar, pouco depois ouvi o som do comboio entrando pelo portão. — Ele chegou — logo me entusiasmei. Me olhei no espelho de parede, passei a mão pelos cabelos e sai do quarto. Alejandro estava chegando no momento em que eu descia as escadas. Ele sorriu e foi ao meu encontro. Um beijo rápido nos lábios e ele desabafou sua exaustão. — Estou cansado. Está cada vez mais corrido. Eu agendo no máximo dois compromissos, e ao longo do dia, aparecem outros, às vezes até em municípios distintos! Depois disso, ele subiu dizendo que precisava tomar um banho e que desceria em seguida. Vera me olhou satisfeita e se aproximou rastejando, destilando o seu veneno pelo caminho. — Isso é só o começo. Logo não fará questão que você o acompanhe. Chegará o tempo em que voltará só no dia seguinte, e pior, ficará até uma sem
De alguma forma, Diego me passava tranquilidade. — Eu vou pensar— eu disse entristecida. — Pense com carinho, estou do seu lado e vou ficar até que me dispense. Eu ri sem jeito, estava muito angustiada com a proposta inesperada. Quando Diego já se retirava, eu lhe disse o que o meu coração já gritava. — Eu vou primeiro lutar pelo Alejandro. Preciso saber se posso contar com ele, se vai me proteger daqueles monstros. — Sim, para isso ele teria que acreditar em você. Foi as palavras proferidas pelo Diego antes de se retirar. Aquilo ficou no meu pensamento a me perturbar. Não consegui ficar muito tempo no orfanato, não conseguia me concentrar. Cheguei em casa antes da hora do almoço. Para minha sorte, Thomaz havia saído e eu pude falar com a infeliz que me mandou a última proposta. — Que bom que está aqui, precisava mesmo falar com você, sua cobra peçonhenta! Vera sorriu sem jeito e apontou para o escritório. — Vamos conversar a sós
Marie ficou sem jeito. — Senhora, eu deixei que ele entrasse e arrumasse o nosso computador. Franzi a testa surpresa. — Ligou para ele para arrumar o computador? O Diego é ator! Diego levantou-se e explicou gentilmente. — Eu liguei outro dia para a Marie e disse que poderia me chamar se precisasse de ajuda com informática. Modéstia parte, sou muito nisso. Senti vontade de ajudar de alguma forma esse lugar. Olhei desconfiada para Marie. Por que justo no dia em que eu chego, depois de tanto tempo afastada, o computador dá problema? Era um caso a se pensar. Anita ficou sem saber o que fazer e pediu licença, mas arrastou Marie junto. Diego se aproximou, me olhando estranho, sutilmente malicioso. Dei um passo para trás, claramente incomodada. Para disfarçar, entrei num assunto qualquer. — Eu não engoli essa sua história de computador com a Marie. Estão tendo um caso? — Não, claro que não!— Diego achou graça. — Então me explique
Como eu estava ao lado de Alejandro em tantos compromissos pelos dias que se seguiram, minhas pernas incharam e fiquei indisposta. Ele decidiu me deixar de fora dos seus compromissos eleitorais por alguns dias. Aproveitei para descansar e ser paparicada pelas criadas e até pelo Felipe. Foi naqueles dias que percebi que a Vera estava inquieta, me rodeando. — Você não melhorou ainda? Fiquei até surpresa com a pergunta dela. Eu estava voltando de um passeio pelo jardim, que fazia diariamente, a pedido médico, coisa de meia hora só. — Sim, um pouco! — Vai ficar uma semaninha de folga? Esses compromissos de campanha são cansativos mesmo, Alejandro até já emagreceu! İsso sempre acontece quando ele está nesse período, sabe? Para você, que já está caminhando para o sétimo mês de gestação, fica mais difícil ainda! Eu ouvia intrigada, tentando descobrir qual era o seu propósito, uma vez que nunca se importou comigo! — Quando você vai ao orfanato? As







