LOGINAlejandro olhou para as criadas que curiosas estavam paralisadas, esperando o que ia acontecer. — Saiam!— ordenou com voz grave. Elas saíram e ele ficou ofegante. — Venha aqui!— ordenou aborrecido. Pensei um pouco, insegura. — Venha aqui!— ele insistiu impaciente. Obedeci, assustada. Quando cheguei perto, fui puxada pela cintura, tão forte que senti a fivela do cinto dele me pressionar o ventre. — Eu posso ser seu marido de mentira, mas sou seu macho de verdade! Sou eu quem faz você gemer como uma… Levantei a mão com a intenção de atingir-lhe o rosto, mas uma mão dele segurou meu punho, enquanto a outra ainda segurava firme minha cintura. Mesmo aborrecido, ele me beijou com força. Depois me soltou bruscamente. Fiquei bufando com os olhos lacrimejando. — Sente-se!— ele ordenou puxando minha cadeira. Obedeci a contragosto, estava com tanto ódio! A bruxa mãe chegava nessa hora e se alegrou em me ver sendo humilhada. — O que el
Ele fez minha camisola escorregar pelo meu corpo através dos meus ombros. Eu estava completamente nua. Ele desceu os lábios quentes desde o meu pescoço até parar entre as minhas pernas. Respirei fundo e segurei um gemido que ficou preso na garganta. Ele me deitou no leito e voltou com os lábios para o mesmo lugar, onde ficou muito tempo. Eu olhando para o teto, querendo gritar de desejo, mas tinha que me conter. Queria que ele lembrasse que me comprou, todas as vezes que me usasse, já que fazia tanta questão de deixar claro que o nosso casamento era apenas um negócio e que não havia futuro para nós. Ele estava muito excitado, e não me olhava, não percebia meu esforço para não demonstrar meu tesão. Ele foi me abrindo, me explorando, e depois de um tempo, soltou todo o ar dos pulmões, se espalhando na cama e me chamando. — Vem, faz o mesmo comigo— ele sussurrou rouco, extasiado. Esse era o meu momento. Fiz questão que ele percebesse a minha f
Todos se alegraram e se aproximaram de mim, falando ao mesmo tempo, entusiasmados. — Por favor, um de cada vez— falei, achando graça. — Eu acho que a senhora devia mudar de quarto. Assim nem ficaria sabendo que ele não voltou para casa!— sugeriu Noêmia. — Pode ser uma boa ideia— eu disse. Mas Anita discordou. — A dona Vera não aceitaria isso. Ela gosta de massacrá-la! Clara deu o seu parecer também. — Acho que a senhora deveria aproveitar tudo e um pouco mais. Depois quando for embora leva só lembranças! Virei-me para Paulo. Queria uma opinião masculina. — Diga-me você Paulo, como acha que devo me comportar? Paulo assentiu sério e respondeu calmamente. — Como eu falei, dance conforme a música, senhora. Encare isso como um compromisso de trabalho. Não procure saber o que o patrão faz ou deixa de fazer. Estabanada e falante demais, Noêmia me despertou o interesse, sem querer. — Mas Paulo, se ela o ignorar, é bem capaz que
Dona Elisa, inocente, me respondeu sorridente: — Filha, do que você está falando? Eu estou ótima, até fui ao shopping com as amigas hoje! Eles me mandam muito dinheiro, mas é como você sabe, eles … — Mãe, tudo bem. Eu só queria saber se está bem. — E você, minha filha? Como está? Como foi a lua de mel? — Tudo bem, mãe. — Contínuo sendo monitorada, sabia? Até minhas amigas perceberam! Respirei fundo e olhei para Vera, realmente ela não estava blefando. — Mãe, tenho que desligar agora — eu disse resignada. Voltei a jogar o celular sobre o leito. Vera riu sarcástica e intimidadora. — Viu, a mãezinha está ótima, mas que pena que uma pneumonia surge assim do nada! — Uma pneumonia só mata rápido no seu mundo, Vera, sabia? — eu a rebati. — Mas é exatamente o meu mundo que importa, meu anjo! Suspirei sem paciência e não me dei ao trabalho de retrucar, preferi o silêncio. A bruxa se foi, levando seu veneno consigo. Suspirei aliviada e sent
Alejandro perdeu a paciência e repreendeu a mãe, sem levantar os olhos. — Chega mãe! Pare de bancar a bruxa malvada! Eu sei que não chega a ser tão má a ponto de maltratar uma pessoa na situação em que a Cris já se encontra! Ela não queria estar aqui, nem casada comigo. Já basta eu ter que obrigá-la a cumprir à força as suas obrigações como esposa, apenas para não parecer para o mundo aí fora que o nosso casamento é arranjado! Vera baixou a guarda e ponderou. — Está bem meu filho. Você tem razão, eu sei que sabe se impor. Eu vi sua demonstração de força e poder ainda pouco. Meus olhos pousaram naquela cobra com tanto desprezo, que minha intenção foi sair da mesa. — Não se atreva!— Alejandro disse segurando meu braço com força, me obrigando a sentar novamente. Respirei fundo, sentindo-me péssima. Tudo mudou, o mundo desabou na minha cabeça! Eu estava desolada! Aquela família só esperou eu me casar para fazer da minha vida um inferno Olhei para A
Pouco depois ele voltou e eu fui para o closet me trocar. Quando voltei, apenas a luz fraca do abajur iluminava o quarto. Suspirei entristecida e pensei em insistir, em conversar com Alejandro a respeito da mãe, contar das ameaças, era tão importante para mim que ele me ouvisse, mas desisti. Eu sabia que chegando em São Paulo, tudo voltaria a ser como antes. Aqui debaixo do mesmo teto que os pais, ele seria outra pessoa, inalcançável para mim. No dia seguinte, acordei decidida. Quando ele me estendesse a mão, como sempre o fazia, eu me recusaria e enfim colocaria para fora a angústia que sentia e não desceria para o desjejum sem fazê-lo. E assim aconteceu. — Antes precisamos conversar, Alejandro. — Não vai dar, tenho que chegar mais cedo no gabinete, há muita coisa para fazer por lá. Vamos, se apresse, estou faminto! — Não, você vai ter que me ouvir! — Recusei a mão estendida pela segunda vez. — Não temos mais o que conversar. Fizemos um acordo, e







