MasukAmelia finalmente saiu do seu quarto, junto com Emily e Val. Elas estavam no quarto dela, fazendo planos sobre como divulgar o negócio de perucas ou colocá-lo em promoção sem que sua família soubesse.Mesmo enquanto conversavam, Amelia não conseguia ignorar o peso em seu peito. Ela estava plenamente consciente de que Zayne estava logo ali embaixo.Aquele beijo…Ele trouxe de volta os sentimentos que ela vinha tentando tanto enterrar. Sentimentos que ela queria deixar ir. Por que ele ainda tinha um efeito tão forte sobre ela? Ela se odiava por isso.Pior ainda, ela odiava o fato de não conseguir parar de pensar nisso.Quando entraram no corredor, a voz de Mason as trouxe de volta ao presente."Finalmente vocês saíram," ele disse, já caminhando em direção a elas. Seus olhos estavam em Val.Sem hesitar, ele estendeu a mão e segurou a dela, puxando-a para mais perto. Eles ficaram assim, olhando um para o outro como se tivessem passado anos desde a última vez que se viram.Bem, para Mason,
A sala de estar da Mansão Rowland estava cheia de vozes, e isso deixava Denovon muito infeliz.Não que ele não apreciasse ter sua família e amigos por perto, ou que eles se importassem o suficiente para verificar como ele estava. Ele apreciava. Mas hoje, e todos os dias desde que recebeu alta, ele queria apenas uma coisa—silêncio. Silêncio total. Paz.E claramente, isso era pedir demais.Esse foi o motivo pelo qual ele insistiu em receber alta do hospital em primeiro lugar. Naquela época, eles continuavam vindo visitá-lo. Agora, ele estava em casa, e nada havia mudado.Bem, ele estava na Mansão da família, não em sua vila pessoal, porque seu avô e seus pais não aceitariam que ele se recuperasse sozinho. Esse era o preço de ser Denovon Rowland... o homem de quem todos precisavam, com quem todos se preocupavam ou vigiavam como um falcão.Já fazia quatro dias desde que ele recebeu alta. Quatro longos dias. Ainda assim, seu chamado “descanso” estava longe de ser tranquilo.Mesmo hoje, seu
“Me tirem daqui!” Julie gritou no topo de seus pulmões.Sua voz ecoou pelo amplo corredor do hospital psiquiátrico. Sua garganta doía de tanto gritar, mas ela não parava. Ela vinha fazendo isso desde a manhã, talvez até antes disso. Já tinha perdido a noção do tempo.“Eu não pertenço a este lugar!” ela chorou, o rosto corado e molhado de lágrimas. Seus punhos batiam contra a pequena abertura da janela de ferro da porta, repetidas vezes.Seus olhos estavam inchados agora, seu cabelo um completo emaranhado. Seu rosto, antes sempre impecável, estava sem maquiagem e sem dignidade. Ela parecia um desastre — e não só por fora.Ela estava desmoronando.“Eu não sou uma delas!” ela gritou, sua voz rouca agora. “Eu não sou louca! Eu não sou insana!”Ela não sabia como acabou ali. Apenas três dias atrás, estava na delegacia. Lembrava-se de estar sentada calmamente, esperando para ser interrogada. Então homens uniformizados apareceram.Ela achou que eram policiais. Mas algo parecia errado.Antes
“Vovô, por que o senhor está aqui de novo?” Denovon perguntou com uma expressão carregada, franzindo profundamente a testa ao ver seu avô entrar no quarto do hospital. Já fazia três dias desde o acidente, e as pessoas não paravam de aparecer para vê-lo. Ele já estava ficando cansado da atenção constante.“E por que eu não estaria aqui de novo?” o Vovô Gregory respondeu, ignorando o humor de Denovon enquanto se acomodava na cadeira ao lado da cama. “Seus pais também estão aqui,” acrescentou com um leve sorriso.Quase imediatamente, os pais de Denovon, Sophia e Richard, entraram.“Como você está hoje, filho?” Sophia perguntou suavemente, seus olhos cheios de preocupação.“Estou bem,” Denovon respondeu, embora seu rosto mostrasse sinais de cansaço. Sua dor de cabeça estava voltando lentamente.“Espero que esteja se recuperando bem?” Richard acrescentou, ficando de pé com as mãos nos bolsos. Denovon fez um pequeno aceno em resposta.“Por que você está sozinho? Onde está Emily?” Sophia per
“Pare de chorar,” Denovon disse, sua voz fraca, mas firme, enquanto estendia a mão em direção a ela.Emily permaneceu agachada ao lado da cama do hospital, seus ombros tremendo enquanto soluços silenciosos sacudiam seu corpo. Seu coração estava se afogando em culpa e vergonha. Ela havia se preparado para o pior — que ele acordasse zangado, frio e distante. Ela havia se preparado para ser afastada, culpada ou ignorada.Mas ali estava ele… dizendo para ela parar de chorar.“Eu ainda não estou morto, estou?” Denovon soltou um suspiro suave, observando-a com olhos cansados. “Você está agindo como se já tivesse me perdido.”Os soluços de Emily diminuíram, mas as lágrimas não paravam. “Me desculpa…” ela sussurrou, sua voz falhando. “Sinto muito pelo que eu disse naquele dia. Eu não quis dizer aquilo… eu não estava pensando direito. Eu não estava emocionalmente estável, mas… eu nunca quis que você se machucasse.”“Shhhh,” Denovon a interrompeu suavemente, seus dedos roçando a mão trêmula del
Os olhos de Denovon se abriram lentamente enquanto ele franzia a testa, olhando ao redor do quarto. Sua cabeça latejava, e seu corpo parecia como se tivesse sido atingido por um caminhão.Bem, ele tinha sido atingido por um.Ele gemeu de dor ao tentar se sentar, seus músculos protestando.“Você acordou!”“Denovon!”“Graças a Deus.”“Você finalmente acordou.”Vozes encheram o quarto, todas falando ao mesmo tempo. Vozes familiares. Vozes cheias de alívio.Denovon piscou, sua garganta seca. Ele podia sentir que estava no hospital. Os lençóis. As máquinas. O bip suave ao seu lado. Tudo fazia sentido.“Como você está se sentindo?” sua mãe, Sophia, perguntou com preocupação na voz.“Deixe o médico examiná-lo,” disse Richard, seu pai, puxando Sophia gentilmente para o lado para que o médico pudesse se aproximar.O médico se moveu rapidamente, mas com cuidado, verificando seus sinais vitais e fazendo perguntas.“Você consegue me ouvir?”“Você sente dor aqui?”“Pode mexer os dedos?”Denovon nã






