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Capítulo 70: Futuro com eles

Auteur: Marise S.M
last update Date de publication: 2026-07-23 01:48:26
Bruna Marques

Olhei para a sacada, por onde Patrick, Caio e Luan haviam sumido, e respirei fundo. Olhei para a cama e o coração deu um salto. As marcas do que tínhamos vivido estavam ali, nítidas demais, perigosas demais para que meus tios colocassem os olhos nelas. A urgência engoliu a culpa que ainda tentava me sufocar. Eu precisava agir rápido.

Afastei o lençol que me cobria e me levantei. Cada músculo do meu corpo protestou levemente, uma dorzinha sutil e nova que me fez lembrar instant
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  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 120: Precisamos falar com ela

    Luan Silva Rocha Girei a chave na fechadura e empurrei a porta pesada da entrada. Assim que pisei no hall com o Caio do meu lado, senti algo diferente no ar. Um cheiro forte de uísque. Era nem cinco da tarde e o Patrick já estava acabado no sofá da sala, com a garrafa pela metade na mesa de centro e um copo na mão. — Puta que pariu, Patrick. Cinco da tarde e você nesse estado? — Caio resmungou, jogando o paletó no braço da poltrona. Patrick nem se mexeu direito. Só levantou os olhos vermelhos, encarou a gente com um sorriso amargo e deu mais um gole longo. Depois, apontou com a cabeça pro chão perto do tapete. — Pedido de divórcio. — a voz dele saiu arrastada, grossa por causa do álcool. — Ela já assinou. A Bruna assinou. Tá tudo terminado, caralho. Eu travei no meio da sala, Caio parou do meu lado, o olhar fixo naqueles papéis no chão. Por mais que a gente soubesse que as coisas tinham ido pro buraco, ouvir aquilo com todas as letras doeu de um jeito desgraçado. A nossa Coelhi

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 119: A Ideia Fixa

    Patrick Silva Rocha  A mansão estava num silêncio incômodo quando desci para a sala de estar. O relógio no corredor já marcava dez da manhã. Luan e Caio haviam saído para a empresa mais cedo, deixando para trás aquele clima pesado que tinha virado rotina entre a gente desde que tudo fugiu do controle.  Fui até a cozinha para pegar um café, mas a campainha da entrada me fez parar no meio do caminho. Fui até a entrada da mansão, onde o carteiro do condomínio me esperava, aquele mesmo que sempre passava no mesmo horário fazendo as entregas das casas.  — Bom dia, Sr. Patrick. Tenho uma correspondência para o senhor. Preciso da sua assinatura aqui, por favor — disse, me entregando a prancheta com a caneta.  Assinei o comprovante sem dar muita atenção, pegando o envelope pardo pesado com o carimbo oficial. Assim que li o remetente e o timbre da vara de família, meu estômago deu um nó. Rasguei o papel de qualquer jeito e tirei as folhas dali de dentro. Quando vi o título em destaque no t

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 118: Sacrifício e Saudade

    Bruna Marques Mais um dia começava exatamente do mesmo jeito. Me levantei devagar, tomei banho e vesti uma saia longa de tecido grosso, pus a blusa fechada até o pescoço e amarrei o cabelo num coque bem firme. Não tinha opção. Sob o olho clínico do meu tio Miguel, até um fio de cabelo solto podia virar motivo para uma bronca sobre modéstia e vaidade. Desci as escadas para a sala de jantar achando que seria só mais uma manhã normal, pronta para aguentar aquela oração interminável antes do café. Mas, assim que pisei no último degrau, notei que o clima estava estranho. Meus tios já estavam à mesa, mas acompanhados por um homem que nunca tinha visto antes. Ele vestia um terno impecável e segurava uma pasta de couro preta. — Bom dia — falei baixinho, abaixando a cabeça para não encarar ninguém direto. — Bom dia, Bruna. Sente-se — o tom do tio Miguel veio firme, sem espaço para pergunta

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 117: O Vazio nos Negócios

    Luan Silva Rocha A luz do sol já começava a dar lugar ao tom alaranjado do fim da tarde quando a porta dupla de madeira nobre da sala de reuniões se fechou. A mesa de vidro gigantesca, antes cercada por consultores, advogados e diretores do setor financeiro, agora exibia apenas pastas abertas, xícaras de café frias e o rastro de uma batalha corporativa que durou horas. Suspirei fundo, afrouxando o nó da gravata com força até sentir o colarinho me dar algum ar. — Chega por hoje — murmurei, apoiando as duas mãos na borda da mesa e encarando a parede de vidro que dava para a imensidão de prédios da cidade. Caio estava jogado na cadeira da ponta. Tinha tirado o paletó, jogado sobre o braço do estofado de couro, e mantinha a caneta girando devagar entre os dedos, encarando o nada. Patrick, no outro extremo, fechou a tampa do notebook com um estalo seco, sem levanta

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 116: O Vazio Que Ela Deixou

    Caio Silva Rocha Ajustei o nó da gravata em frente ao espelho do meu quarto, encarando meu próprio reflexo. Estava exausto. O sono não vinha mais com facilidade e, quando vinha, era acompanhado do fantasma da Bruna descendo a escada com aquela mala. Fui para a garagem, Luan já estava encostado na porta do passageiro do meu carro, vestindo um terno cinza-chumbo perfeitamente alinhado, mas com uma cara de quem não dormia há três dias. Ele nem olhou na minha cara. Apenas abriu a porta, sentou do meu lado e bateu a porta com mais força que o necessário. Pouco depois, Patrick apareceu, vindo do fundo da garagem. Ele parecia um zumbi engravatado. O olhar baixo, os ombros levemente caídos. Entrou no banco de trás sem dar uma palavra. O trajeto até a empresa foi feito num silêncio sufocante. A gente costumava ir para o trabalho rindo, discutindo projetos, zoando uns aos outros sobre qualquer idiotice. Agora, parecia que estávamos levando um caixã

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 115: A Rotina da Repressão

    Bruna Marques Trinta dias se passaram desde a manhã em que deixei a mansão e me ajoelhei no portão dos meus tios. Trinta dias desde que a minha antiga vida ficou para trás, como se pertencesse a outra pessoa. O sol mal havia despontado no horizonte quando o bater firme do tio Miguel na porta do meu quarto me fez despertar. — Bruna, está na hora de levantar. Eu e sua tia estamos esperando você lá embaixo para a oração da manhã — a voz dele ecoou do outro lado da porta. — Já estou indo, tio — respondi, com a voz rouca pelo sono. Sentei na cama devagar, olhando ao redor. O quarto parecia mais frio do que antes. No primeiro dia em que pisei aqui de volta, tio Miguel fez questão de fazer um limpo total nas minhas coisas. Ele pegou uma sacola preta de lixo grande e me mandou colocar ali dentro absolutamente tudo que considerava vulgar: os tops, os shorts, os vestidos ajustados ao corpo. “Você vai voltar a ser uma mulher de honra, Bruna”, ele tinha dito, com aquela voz dura, enquanto m

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