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Capítulo 19

Author: I. S. S
last update publish date: 2026-09-13 14:46:32

O alarme silencioso começou a piscar na bancada de monitoramento com uma luz vermelha e insistente, refletindo nos olhos escuros de Breno. A respiração dele pesou, a mandíbula travou a ponto de estalar e os dedos voaram pelo teclado com uma velocidade assustadora, cruzando IPs, registros de ponto e dados de acesso remoto. Nala continuava estática, com os olhos fixos na tela onde o nome do funcionário brilhava em letras frias. Não podia ser. Aquela pessoa era de sua total confiança, alguém que t
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    O silêncio na sala de reuniões da promotoria era quase total, quebrado só pelo barulho do ar-condicionado. Henrique Vasconcelos continuava imóvel na ponta da mesa, mas a calma do ricaço não enganava Nala. Ela conhecia bem aquele tipo: a tranquilidade dele era só fachada de um homem acostumado a usar dinheiro e poder para abafar qualquer problema antes que crescesse.O Dr. Arnaldo, advogado principal de Henrique, pigarreou para chamar atenção. Com um gesto ensaiado, ele ajeitou os botões de ouro do paletó e abriu uma pasta de couro na mesa de madeira. Olhou para o promotor, ignorando Nala e Breno com aquela pose de superioridade de quem se acha dono de tudo.— Excelentíssimo senhor promotor — Arnaldo começou, com voz firme e segura. — Acreditamos que houve um erro grave ao chamarem meu cliente aqui. Como os relatórios da Alencar Tech e os pareceres do Banco Central já provaram, a participação do senhor Henrique Vasconcelos foi só de consultoria. Não tem a assinatura dele, nenhum papel o

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    O ar-condicionado da entrada da promotoria federal parecia soltar gelo puro, mas o suor na testa de Lucas Vasconcelos era quente, fruto de um pânico terrível que ele nunca achou que ia sentir. Sentado na poltrona de couro escuro, ele olhava fixamente para as próprias mãos, que tremiam sobre os joelhos. Ele apertava o tecido cinza da calça social, tentando parar o tremor que denunciava sua vergonha para quem passasse por ali.O aviso de Breno ainda ecoava em sua cabeça com a força de um tiro à queima-roupa. “Direto para o cemitério.” Não tinha sido blefe. Lucas, criado entre reuniões de diretoria, jantares chiques e avisos disfarçados de advogados engatados, conhecia bem o peso do poder empresarial. Mas o que ele viu nos olhos de Breno naqueles segundos a sós não tinha nada a ver com negócios. Era a promessa de uma violência brutal, seca e sem dó. A certeza de que aquele homem quebraria o pescoço dele sem pensar duas vezes se tentasse tocar em Nala Alencar de novo.Ele engoliu em seco,

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    O relógio na sala de entrada da promotoria federal marcava onze e quarenta e cinco da manhã. A contagem para o fim de Henrique Vasconcelos estava pesando no estômago de Nala. Com um terno impecável, ela andava de um lado para o outro no piso de granito, segurando firme o computador com o pen drive da Suíça. Breno, que estava parado ao lado dela como uma sombra protetora, olhou para o celular depois de uma vibração rápida. — Nala, preciso descer até a recepção. O inspetor da polícia quer que eu confirme a segurança da equipe antes de entrarmos na sala do promotor. São dois minutos. Não saia daqui — Breno pediu, com aquela voz grave que costumava acalmá-la. Ele deu um beijo rápido na cabeça dela e passou pelas portas duplas. O silêncio voltou à sala, cortado apenas pelos passos curtos de Nala. Sentado em uma poltrona de couro, Lucas Vasconcelos a observava em silêncio. Um sorriso falso desenhou-se em seus lábios. Ele se levantou devagar, arrumou o paletó cinza e foi na direção dela

  • A intocável (Entre segredos e desejos)    Capítulo 40

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