FAZER LOGINO tempo parecia ter congelado no corredor da maternidade de Botafogo. O relógio digital na parede avançava lentamente pela madrugada, e o silêncio da ala cirúrgica era cortado apenas pelo som baixo dos aparelhos e pelo murmúrio esporádico dos funcionários de plantão. Nala permanecia de pé, escorada na parede de alvenaria clara, com os braços cruzados sobre o blazer azul-marinho. Seus olhos escuros estavam fixos nas portas duplas de vidro, mas a sua mente era um turbilhão de pensamentos. A marra soberba de CEO continuava estampada em sua postura ereta de um metro e setenta, mas por dentro, cada segundo de espera arrancava um pedaço de sua segurança.Breno havia entrado na sala de parto logo em seguida para cumprir o seu papel de pai correto, deixando Nala do lado de fora com o peso de seus próprios traumas. Ela ouvia o barulho abafado vindo lá de dentro e sentia o estômago dar voltas completas. O medo doentio do abandono, aquele pavor miúdo que ela carregava desde a infância sem lar, b
O jatinho executivo da Alencar Tech cortava o céu escuro da madrugada com uma potência total, voando em velocidade máxima de São Paulo para o Rio de Janeiro. Dentro da cabine luxuosa e aquecida, o clima era de pura adrenalina e expectativa. Breno andava de um lado para o outro no corredor apertado da aeronave, com a camisa preta desalinhada e as mãos grandes e calejadas tateando o tecido da calça com nervosismo. O homem forte, que nunca tinha tremido diante de criminosos ou em salas de crise corporativa, estava com a respiração completamente descompassada e o peito largo subindo e descendo de forma violenta.Nala observava o desespero do seu homem da poltrona de couro bege. Ela se levantou com passos lentos, descalça sobre o tapete macio, e quebrou qualquer distância funcional entre eles. Ela segurou os braços grossos de Breno com firmeza, forçando o corpo massivo dele a parar bem no meio do corredor.— Calma, Breno. Respira fundo — Nala pediu com a voz mansa, doce e muito pausada, de
As lágrimas queimaram os olhos escuros de Nala antes mesmo que ela conseguisse processar o impacto de tudo o que Breno tinha acabado de dizer. O coração batía de forma descontrolada contra as costelas, e a sua gélida racionalidade de CEO se desfez em um piscar de olhos no meio do quarto. Ouvir aquele homem forte, imponente e durão confessar que o seu maior sonho de vida era casar de verdade e ter filhos com ela, respeitando seus traumas e seu pavor doentio da maternidade, quebrou a última barreira de metal que protegia o seu peito.Nala deu um passo curto à frente, desfazendo a distância que os separava na ponta da cama king-size. Ela estendeu as mãos finas e trêmulas, tocando o peito largo dele por cima do suéter de malha, sentindo o calor e o ritmo acelerado do coração do seu homem. Ela abriu os lábios para responder, o queixo balançando de pura emoção, pronta para desarmar de vez a sua marra soberba e confessar que, apesar de todo o medo que trazia da infância sem lar, ela estava d
A noite caiu mansa sobre a cidade de São Paulo, trazendo um silêncio gostoso para o interior da cobertura nos Jardins. Depois de uma semana cheia de reuniões operacionais e de muito foco na Alencar Tech, o refúgio do casal estava perfeitamente tranquilo. No meio da sala integrada, iluminada apenas pelas luzes quentes que vinham da Avenida Paulista através das imensas janelas de vidro, Nala e Breno aproveitavam um momento íntimo e muito calmo. Sentada no colo dele no imenso sofá escuro, Nala relaxava o corpo leve contra o peito largo do seu homem forte, sentindo as mãos grandes e calejadas de Breno fazerem um carinho manso nas suas costas nuas.O assunto daquela noite, como não podia deixar de ser, era o parto que estava cada vez mais próximo no Rio de Janeiro. A ansiedade de Breno era quase física, dava para sentir na forma como ele respirava e no jeito como os seus olhos pretos brilhavam toda vez que falava do menino que estava prestes a nascer.— O médico avisou a Mariana hoje cedo
O tempo passou rápido e os meses voaram no calendário da Alencar Tech, trazendo uma nova fase de calmaria e amadurecimento para o casal. Depois de tanta turbulência e das brigas que quase os afastaram, a poeira finalmente havia assentado. O acordo jurídico desenhado em São Paulo funcionou como uma barreira imbatível contra as provocações de Letícia. Ela foi obrigada a seguir as regras, os exames foram pagos em absoluto sigilo e o contato com Breno ficou restrito ao que era estritamente necessário para o bem da criança.Com a poeira assentada, veio a descoberta do sexo do bebê: Breno seria pai de um menino. Saber que o fruto do seu sangue estava a caminho e que logo um garotinho correria por aí mexeu profundamente com os instintos do homem forte. O parto agora estava muito próximo, faltavam poucas semanas, e Breno passava os dias visibly ansioso e com o coração na boca, contando as horas para ver o rostinho do seu filho e segurar aquela mãozinha pela primeira vez. Ele mantinha o foco n
Breno não deu nenhum segundo de trégua para a marra de Nala. Com uma das mãos grandes ainda prendendo os pulsos dela acima da cabeça, ele subiu o corpo musculoso, usando o seu peso para mantê-la totalmente entregue contra os lençóis amassados. A boca dele desceu dos seios para o pescoço, deixando mordidas leves e chupões que faziam Nala arfar de forma descontrolada. Ela tentava se mexer por baixo dele, mas o tamanho do homem forte bloqueava qualquer rota de fuga. O tesão e a adrenalina daquela provocação no jantar tinham transformado o quarto em um verdadeiro campo de batalha.— Você achou mesmo que uma camisa ia me segurar nessa cabeceira, Nala? — Breno sussurrou com a voz extremamente grossa, rouca e colada ao ouvido dela, a respiração quente queimando a pele macia da empresária. Ele deu um sorriso de canto, os olhos pretos injetados de uma fome possessiva. — Você me torturou o jantar inteiro passando esse pé na minha coxa e me olhando desse jeito atrevido. Agora agenta o tranco.Co







