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Autor: LuadMel
last update Data de publicação: 2023-10-25 08:10:03

— E quem foi que disse que eu quero conhecer você? — Ela disparou. Nicolas ficou sério, seu olhar passou de paixão para uma passageira irritação. Emelly percebeu isso engolindo a seco.

— Tudo bem, Emelly. — Ele riu mexendo em seus cabelos e viram a garçonete aparecer ao lado.

— O que vão querer? — A garçonete perguntou olhando somente para Nicolas. O moreno não desviou seus olhos dos de Emelly. “São perfeitos demais”. Já Emelly, olhou dele para a garçonete e fechou a cara virando o rosto para o outro lado fazendo-o bico.

— Quer comer ou beber alguma coisa? — Ele perguntou meio cauteloso e ela abaixou os ombros dando um pequeno sorriso. Nicolas soltou um gemido, como ela poderia ser tão linda assim?

— Um suco. — Ela disse e o olhou.

— Só um suco. — Ele disse à mulher que se retirou meio cabisbaixa. Emelly seguiu com o olhar vendo aquela mulher se afastar e depois olhou o moreno com raiva.

— Por que me trouxe aqui? Quem é você?

— Muitas perguntas. — Ele sorriu abaixando a vista e olhou a toalha cor de rosa sobre a mesa. — Sou Nicolas e te trouxe aqui porque um tarado queria entrar em você... — falou brincando com o guardanapo e depois olhou para ela —... À força. — completou. Emelly se remexeu na cadeira desconfortável com a lembrança. — E também porque eu gostei de uma mulher de cabelo colorido que vi ontem e, simplesmente, eu queria olhá-la novamente.

Emelly corou arregalando os olhos. Mordeu os lábios respirando profundamente. E se de repente ela falasse que também queria poder olhá-lo outra vez? Que queria urgentemente tocar em seus cabelos e puxá-los com força? Ela deu um sorriso tímido pensando: Ele gostou de mim? Não, logo eu?

— O-o que você quer... — Ela desviou o olhar — Comigo? — Tornou a olhá-lo timidamente. Seus olhos brilhavam como a lua lá fora.

— Apenas te conhecer melhor. — avisou, calmamente. Emelly se sentiu tão excitada olhando-o nos olhos. Olhos aqueles que estavam a hipnotizado, loucamente. A garçonete voltou e depositou o copo de Emelly sobre a mesa, olhou de cara feia para a rosada que lhe devolveu o olhar da mesma forma. Depois de uma piscadela para Nicolas, ela se foi.

— Não há muito que saber de mim. — disse simplesmente e deu um gole do seu suco.

— Hm... Mora muito longe daqui? — Ele perguntou ainda brincando com o guardanapo.

— Não. Moro há quatro quarteirões em um apartamento com duas amigas.

— Duas amigas? — Nicolas sorriu — E seus pais?

— Você é detetive por acaso? — Emelly fechou a cara e Nicolas levantou uma sobrancelha — Se tiver sido minha mãe que mandou, pode a mandar pastar, eu não devo satisfações a ela. — completou raivosa.

— E por acaso eu tenho cara de detetive? — Ele perguntou um pouco irritado e largou o pedaço de pano com que brincava.

Emelly engoliu seco e desviou o olhar, claro que ele não tinha cara de detetive, mas não lhe cairia mal essa profissão. Ela voltou a lhe encarar e corou com sua visão. Nicolas era um homem tão lindo, seguro e com certeza mais velho.

— Não... — Ela olhou seu copo — Não tem. — respirou fundo e encarou os olhos negros e intensos — Você trabalhar em quê? — perguntou calma.

— Trabalho para o meu pai.

— Legal... O filhinho de papai! — Ela comentou sarcástica, Nicolas mordeu os lábios.

— Quase. — Emelly tornou a olhá-lo nos olhos. Seu rosto sereno, quase pálido, os cabelos caindo sobre os olhos intensos e encantadores. — E você, faz o que? — Ele perguntou de repente. Emelly hesitou em falar. Pensou uma, duas, ou três vezes se falaria àquele homem lindo, deslumbrante e tão atraente, que ela ainda estudava em uma escola, como qualquer outra garota de dezoito anos faria.

— Eu danço. — falou e tomou um gole de seu suco rapidamente — Em uma academia, não muito longe daqui também. É o que eu mais gosto de fazer na minha vida. — completou nervosa.

Evitou olhar nos olhos dele, mas não conseguiu. Os olhos dele eram belos, tão belos que brilhavam como a luz da lua à meia-noite. Emelly pensou um pouco, meia-noite? Ela arregalou os olhos, puxou repentinamente o braço esquerdo de Nicolas e buscou saber as horas, Nicolas sentiu seu peito bater rápido com a aproximação dela.

— Eu preciso ir! — disse e se levantou em seguida — Obrigada, por me ajudar e pelo suco — Emelly encarou-o, prestando atenção no rosto maravilhoso daquele ser humano. Agora ela tinha certeza que nunca mais o veria.

Com esse pensamento rodando sua mente, ela virou as costas e saiu daquele local. Emelly soltou o ar preso em seu peito quando chegou lá fora, como ele poderia ser daquela forma? Tão intenso, tão atraente, um homem capaz de despertar coisas dentro dela, que ela não queria sentir. — Não, não há homem assim. — disse para si mesma.

Emelly virou à esquerda e distraidamente botou as mãos dentro no bolso do suéter que usava e abaixou a cabeça. Logo pensou no sorriso dele, o quanto era maravilhoso, tão belo, sua voz deixava-a arrepiada, seu sorriso deixava-a com vontade de agarrá-lo, e seu olhar... Ah... O seu olhar...

— Ei? — Emelly deu um pulo e virou-se rapidamente para trás assustada e depois respirou profundamente ao ver que era Nicolas.

— Você quer me matar de susto? — gritou ela e Nicolas torceu os lábios.

— Acha que eu vou deixar você ir sozinha para casa à meia-noite depois de você ser atacada por um tarado na minha frente? — Ele perguntou passando as mãos pelos cabelos e olhando em volta, tão calmamente que fez Emelly gemer — E se ele estiver por aí ainda?

— Hm... — gemeu ela. Nicolas a olhou de imediato. Ela se recompôs limpando a garganta e virou de costas — Obrigada — Sussurrou.

Enquanto caminhavam, Nicolas fez mais perguntas sobre ela. Ele realmente estava disposto a saber mais sobre aquela mulher. Ela o tinha deixado intrigado, uma intensa vontade de tomá-la para si. Ela o seduziu sem nem perceber. Ela o fisgou de uma hora para outra sem muito esforço. Nicolas estava radiante ao seu lado.

O sorriso dela era o que ele mais amava. Enquanto ela contava sobre as aulas na academia, Nicolas via o brilho no olhar dela, uma determinação, admiração, e gosto por fazer o que ela fazia. Ela amava a dança, gostava de sair, conversar, sorrir. Nicolas se deleitava a cada gargalhada que ela dava. Ela era encantadora. Tão bela quando a lua, que refletia seu brilho no olhar dela. Nicolas perdia seu raciocínio somente ouvindo sua voz, tão suave, meiga e... Sexy. Nicolas se derretia por inteiro.

Emelly mordia os lábios a cada três segundos, se negava e tentava dispersar a vontade que tinha de agarrá-lo e beijá-lo loucamente, puxando seus cabelos negros e cheirosos. Senti-los entre os dedos, e seu corpo... Mas e se ela realmente fizesse isso, ele iria rejeitá-la? Emelly virou o rosto tristonho para o outro lado. Ela torceu os lábios, e agradeceu a Deus quando o elevador abriu. Ela foi a primeira a sair e caminhar pelo estreito corredor até sua porta. Respirando profundamente, Emelly se virou para olhá-lo e parecia que ele estava mais lindo ainda, ela segurou um gemido.

— Obrigada por me trazer, eu moro aqui. — disse e sorriu quando o viu sorrir malicioso, aquele sorriso mexeu com ela... Lá dentro — Eu só não te convido para entrar porque não quero assustar minhas amigas com um homem desconhecido dentro da nossa casa quase uma da manhã.

— Belo pensamento. — Nicolas sorriu, mas ele realmente queria entrar e tomá-la em seus braços — Você está certa. — sorriu cínico.

— Obrigada por tudo. — Agradeceu meigamente e Nicolas se derreteu.

Ele não queria deixá-la ali para nunca mais vê-la. Também não queria ter que ir novamente àquele lugar nojento para procurá-la, e mesmo que tivesse que volta lá, ele não aguentaria esperar tanto. Logo ele se lembrou do ruivo com quem ela dançava. Talvez ela pudesse ter um namorado. Nicolas torceu os lábios e fechou os olhos, imaginando uma cena de desolação e cabelos ruivos voando. Abaixou a cabeça, mesmo que aquele fosse o namorado dela, ele ia tomá-la para si, Nicolas era mais ele.

— Que horas você sai da sua academia de dança? — Ele perguntou e levou a mão aos cabelos, jogando para trás os fios que teimam em cair sobre seu rosto. Dessa vez, fora Emelly quem se derreteu.

— Às três da tarde. — Ela cruzou os braços, olhando-o nos olhos — Por quê? — Ela torcia para não ser a última vez a vê-lo.

— Podemos nos encontrar novamente?

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Último capítulo

  • A Paixão Dominante do CEO   - 141 -

    Quando as modelos estavam totalmente prontas, Emelly pediu para que todas sorriram, e que quando chegassem em Austrália, uma grande surpresa as esperavam, uma boa e outra ruim, deixou todas ansiosas, vibradas, e apaixonadas ainda mais. Emelly pegou o noivo e a filha saindo dos bastidores e foram sentar em seus lugares, porque a noite era das joias do império Parsos, os tecidos formosos dos Santinelli, a textura das cores da maquiagem de Renato, e claro, os modelos desenhados e usados de Guilder.Quando a música começou a soar no interior, Eva apareceu com um sorriso no rosto, o vestido solto por todo corpo com alcinhas finas, a maquiagem leve e o cabelo amarrado no topo como uma tranca congelada, o sorriso de orelha a orelha. Luara levantou da cadeira batendo palmas sem parar, Eva havia feito à menina prometer que bateria palmas quando entrassem, e assim como apostado, ela estava, e todas que entrava ela fazia o mesmo, animada, feliz com tudo aquilo.As cores, as pessoas, e todas as mo

  • A Paixão Dominante do CEO   - 140 -

    Emelly entrou no apartamento olhando ao redor, Luara ainda estava em seu colo, olhou para a cozinha ouvindo socos serem desferidos, tinha que ajudar Nicolas, mas primeiro esconderia Luara... Luara não podia ficar sozinha, Emelly olhou para a porta aberta, ambos lutavam no chão, olhou de volta para o apartamento correndo para perto das janelas e encarou as portas do quarto de Nicolas, correu até ali entrando, olhou ao redor procurando algum esconderijo e ouviu o barulho de garrafas quebrando, eles estavam dentro do apartamento.— Mas que droga! — Emelly correu até a cama e colocou Luara em pé — Querida, eu quero que fique aqui, escondida, entendeu? — Luara não expressou nada, seus olhos estavam cheios de lágrimas, segurou os ombros de Emelly e fez um bico enorme — Querida não chore, eu preciso ajudar o papai. — Emelly tentou ir, mas Luara ainda a segurava — nada vai acontecer com você, fique aqui, não saia daqui.Luara a soltou por dois segundos e Emelly se afastou, saiu do quarto fecha

  • A Paixão Dominante do CEO   - 139 -

    Na volta para o apartamento de Nicolas, Emelly passou pela academia de Maria, visitou-a com um sorriso enorme, prometeu voltar é claro, e disse que o tempo era curto para tudo que queria contar. Trocaram e-mails e celulares, e com um aceno, Emelly voltou para o carro e seguiu para o apartamento do Santinelli. Uma mensagem tinha chegado ao celular, afirmando que a família já estava quase reunida, faltava apenas a mãe naquela casa. Emelly se apressou e chegou logo. Deu as chaves para o manobrista e subiu correndo para o apartamento. Ao sair do elevador, sentiu-se nostálgica, lembrou-se da chave de Nicolas na bolsa e abaixou a cabeça para busca-la, parou em frente à mesma e girou a chave para abrir, porém... Uma voz familiar a deixou paralisada, e mesmo sem olhar na direção, ela sussurrou a pessoa que rezou para que nunca mais encontrasse...— Fernando?— Emelly...— A voz ele podia lhe causar arrepios por todo corpo, não entendia como, ou o porquê daquele homem ir parar justamente em um

  • A Paixão Dominante do CEO   - 138 -

    — Eu não preciso da ajuda de vocês há muito tempo. Desde quando me mudei para aquele apartamento com Nicolly e Raissa que se tornou a minha família. — Vanessa abaixou a cabeça — Não tente me colocar como a mulher mais monstruosa de todo o universo, porque não sou, e nunca serei.— Eu entendo, agora, o que foi tudo isso. O porquê de nunca ter nos dito sobre Luara, ou qualquer coisa da sua vida — Mario falou ainda sentado em sua cadeira, de cabeça baixa e, pensativo. — Isso tudo foi um castigo, um castigo que tínhamos que passar pelo mal que fizemos.— Eu não quero esse castigo. — Vanessa voltou a falar, Mario a olhou, calando-a na mesma hora.— Não se trata do que nós querermos ou não, ele foi dado pela nossa filha, uma filha que não demos tanto valor, ou atenção como ela merecia. — Emelly sorriu. Pelo menos um deles já havia entendido. — Mas Emelly, com essa distância ou não, com o castigo ou não, eu quero lembra-la que ainda é a nossa única filha, e que um dia, irá herdar tudo isso. T

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    — Me desculpem por ter saído dessa forma, na verdade, somente eu precisava ir, mas arrastei Nicolas porque também não poderia ir sozinha — Mario olhava de Nicolas e Emelly para a pequena entre eles, Luara só sabia rir olhando rosto por rosto, corando a cada pessoa. — houve um problema na minha agência em Austrália. Emanuel foi esfaqueado por um psicopata. E Nicolly e Luara ficaram sozinhas.— Quem é Luara? Ela? — Guilherme sorriu malicioso — Ah meu Deus, vocês tem uma filha. — riu novamente dando a volta na mesa, ansioso para chegar perto da pequena, no entanto, Nicolas deu um passo à frente, o impedindo — oh, que foi maluco?— Não ensine a mesma coisa que você ensina para o diabo loiro.— Nicolas! — Rafael ficou de pé, emburrado. — Qual é? É meu filho.— Deixa comigo — Guilherme empurrou o irmão para o lado e abaixou perto de Luara — eu sou o Tio Guilherme, o irmão mais velho e mais bonito do seu pai. — Luara olhou para Emelly e correu até o homem o abraçando forte. Guilherme não ente

  • A Paixão Dominante do CEO   - 136 -

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