LOGIN* O Livro Esta Sendo Revisado * Nicolas Santinelli sempre soube exatamente o que queria. Aos vinte e nove anos, poderoso, milionário e acostumado a manter tudo sob controle, o CEO não perde tempo com romances — muito menos com mulheres capazes de complicar sua vida. Até encontrar Emelly. Aos dezoito anos, Emelly Fernandes esconde muito mais do que um sobrenome. Bailarina, intensa e determinada a construir uma vida longe da sombra de sua poderosa família, ela não esperava que uma noite em uma boate colocasse em seu caminho um homem onze anos mais velho, arrogante, irresistível e perigosamente capaz de despertar tudo o que ela nunca havia sentido. A atração é imediata. O desejo, impossível de controlar. E o que deveria ser apenas uma aproximação proibida rapidamente se transforma em noites intensas, segredos e um amor tão avassalador que ameaça destruir todas as barreiras entre eles. Mas Nicolas e Emelly escondem verdades capazes de mudar tudo. Quando suas identidades finalmente vêm à tona, o romance deixa de pertencer apenas aos dois. Famílias poderosas, negócios milionários, imprensa e uma diferença de idade que ninguém está disposto a ignorar transformam sua paixão em uma guerra. Nicolas acredita que amar Emelly talvez signifique deixá-la partir. Emelly está disposta a provar que ser jovem não significa não saber quem — e o que — deseja. Cinco anos depois, porém, o destino os coloca frente a frente novamente. O desejo continua vivo. O amor também. Mas Emelly não é mais a garota que Nicolas deixou para trás. E ela guarda um segredo capaz de mostrar ao homem que sempre tentou controlar tudo que algumas paixões simplesmente não aceitam um fim.
View MoreA fila da Seven Night dobrava o quarteirão naquela quinta-feira quente. Luzes de neon riscavam a fachada, graves eletrônicos faziam o asfalto vibrar e, do lado de fora, dezenas de pessoas discutiam com os seguranças por alguns minutos de vantagem na entrada.
Nicolas Santinelli parecia pertencer a outro cenário. Aos vinte e nove anos, usava um terno escuro sem gravata, os cabelos negros impecáveis e a expressão de quem já se arrependia de ter saído de casa. Executivo da principal empresa da família Santinelli, estava acostumado a salas silenciosas, horários controlados e pessoas que obedeciam quando ele falava. A boate, com seu excesso de perfume, álcool e corpos espremidos, era exatamente o tipo de caos que ele evitava.
— Pode me lembrar por que aceitei vir? — perguntou, aproximando-se de Rafael Farias para ser ouvido por cima da música.
Rafael abriu um sorriso despreocupado.
— Porque você trabalha demais, reclama demais e se diverte de menos.
— Eu me divirto em lugares onde consigo escutar meus próprios pensamentos.
— Esse é o problema. Você escuta seus pensamentos demais.
Rafael conhecia o segurança da porta e conseguiu fazê-los entrar sem enfrentar a fila. Nicolas lançou ao amigo um olhar de censura, mas seguiu adiante. Por dentro, a Seven Night era ainda mais intensa: luzes rápidas cortavam a escuridão, a pista estava tomada por estudantes da academia de dança da esquina e o balcão parecia não ter fim.
Depois de recusar duas investidas e reclamar pela terceira vez do lugar, Nicolas pediu uma dose tripla de uísque. Rafael apenas riu.
— Você precisa aprender a relaxar.
— E você precisa aprender a escolher lugares melhores.
A resposta seguinte morreu antes de chegar aos lábios.
Foi quando Nicolas a viu.
Ela estava alguns metros adiante, inclinada sobre o balcão para pedir duas garrafas de água. Vestia verde. O tecido acompanhava as curvas sem parecer escolhido para chamar atenção; ainda assim, chamou a dele de uma forma quase irritante. Os cabelos longos, escuros com mechas rosadas, caíam pelas costas. Quando ela sorriu para o garçom, Nicolas sentiu o ruído da boate recuar por um instante, como se tudo ao redor tivesse perdido importância.
Rafael acompanhou a direção do olhar e soltou um assobio baixo.
— Agora entendi por que você ficou mudo.
Nicolas ergueu o copo, tentando recuperar a indiferença.
— Não fiquei mudo.
— Claro que não.
O garçom percebeu o interesse dos dois.
— O nome dela é Emelly. Dança na academia da esquina. Vem aqui com os amigos, dança a noite inteira e vai embora com eles. Muita gente tenta alguma coisa. Ela costuma cortar todo mundo.
A informação deveria ter encerrado o assunto. Em vez disso, despertou em Nicolas uma curiosidade desconfortável.
Emelly se afastou com as águas nas mãos e desapareceu entre as pessoas. Nicolas tentou voltar a prestar atenção em Rafael, mas seus olhos continuavam procurando por aquele vestido verde.
Minutos depois, a pista se tornou um empurra-empurra. Gente entrava, gente tentava sair, e Nicolas já avançava em direção à porta quando um corpo foi lançado contra o dele.
Por reflexo, segurou a pessoa pela cintura.
O perfume delicado chegou antes do reconhecimento.
Emelly ergueu o rosto.
Os olhos verdes encontraram os negros de Nicolas, e ambos pararam.
Ela parecia tão surpresa quanto ele. As mãos estavam apoiadas nos braços dele, o peito subindo depressa pela falta de ar. Nicolas sentiu a tensão percorrer seu corpo numa descarga limpa, inesperada. Não foi apenas desejo. Foi a sensação incômoda de ter encontrado alguma coisa que ainda não sabia nomear.
Quando o fluxo de pessoas diminuiu, ele afrouxou imediatamente as mãos.
— Desculpa — Emelly disse, ajeitando o vestido. — Eu me desequilibrei.
— Você está bem?
Ela assentiu, ainda corada.
— Perdi minha amiga.
Nicolas olhou por cima do ombro dela, procurando alguém que parecesse acompanhá-la.
— Quer que eu chame um segurança?
— Não precisa. Ela deve estar tentando sair também.
Emelly deu um passo para trás. O afastamento pareceu maior do que realmente foi.
— Obrigada por não me deixar cair.
— Nicolas.
Ela piscou.
— O quê?
— Meu nome. Nicolas.
Um sorriso pequeno apareceu no rosto dela.
— Emelly.
Ele já sabia, mas não disse.
Antes que pudesse perguntar qualquer outra coisa, a multidão os separou novamente. Quando Nicolas conseguiu alcançar a rua, Rafael já estava perto da entrada conversando com o segurança. Ele deveria ter ido embora. Em vez disso, procurou Emelly entre os grupos espalhados pela calçada.
Encontrou-a alguns metros adiante, ao telefone.
— Raissa, onde você está? — ela dizia, irritada. — Como assim voltou para dentro?
Nicolas se aproximou sem querer assustá-la. Ainda assim, quando Emelly se virou e o viu, recuou um passo.
— Desculpa. Não queria te assustar.
Ela guardou o celular na bolsa.
— Minha amiga está vindo.
— Ótimo. Eu só queria ter certeza de que você não estava sozinha.
Emelly o estudou com mais atenção. De perto, ele parecia ainda mais sério: alto, ombros largos, olhos quase negros e uma postura que denunciava autoridade. Havia algo nele que a deixava alerta e, ao mesmo tempo, curiosa.
— Você sempre vigia desconhecidas na saída de boates?
O canto da boca dele se ergueu.
— Só as que quase derrubam meu uísque.
— Eu não derrubei nada.
— Quase.
— Então estamos quites.
A resposta o fez sorrir de verdade, e Emelly sentiu o próprio coração reagir de maneira ridícula.
— Emelly de quê? — ele perguntou.
A leveza desapareceu dos olhos dela.
— Só Emelly já está bom.
Nicolas percebeu a barreira e não insistiu.
— Certo. Só Emelly.
Raissa surgiu pouco depois, apressada, e parou ao perceber o homem diante da amiga.
— Ah... interrompi alguma coisa?
— Não — Emelly respondeu rápido demais.
Nicolas quase riu.
Raissa lançou à amiga um olhar cheio de perguntas, depois se despediu dele com simpatia. Emelly começou a acompanhá-la, mas, antes de entrar no estacionamento, olhou para trás.
Nicolas ainda estava no mesmo lugar.
Os dois sustentaram o olhar por um segundo a mais do que deveriam.
Foi o bastante para que nenhum deles dormisse em paz naquela noite.
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Nicolas entrou em sua sala naquela manhã, sendo seguido pela sua renomada assistente e secretária.
— Senhor Santinelli, você terá uma reunião em 40 minutos com seu pai e dois advogados de sua família.
— Hm — Murmurou, sentando-se em sua cadeira confortável acolchoada de couro marrom.
— E em menos de 2 horas terá outra com os Farias.
— Ah essa, eu tenho uma surpresa para essa reunião — Sussurrou ele quase inaudível, mas o suportável para ela escutar.
— Quero que Rafael vá em meu lugar.
— O quê, senhor? Mas é uma reunião extremamente importante — Ruborizou ela, mas de raiva e medo de algo dar errado.
— Eu sei.
— Por isso espero que o senhor vá.
— Rafael é competente, sabe o que faz. — Ele disse dando um sorriso de canto capaz de encharcar a calcinha da secretaria e induzindo-a ao pecado profundo.
— Perdão, senhor Santinelli... — Ela se recompôs ajeitando o decote. — Mas ele é um idiota.
— Não completamente — A voz bonita e adorada de Emy preencheu o lugar, Nicolas a encarou com certo desejo e reverência, afinal era sua amiga e sócia há muito tempo.
Emy tinha seus certos encantos, mas Nicolas não a via como mulher o suficiente para levá-la a algo mais profundo do que uma amizade.
— Nós deixe a sós. Preciso falar com ele — Ordenou à mulher que deu uma última olhada para Nicolas balançando-se em sua cadeira de couro, e saiu rapidamente. — Não vou repetir— Ele a observou fechar a porta, seu olhar era sério desejando poder enforcá-la, odiava seu jeito de tratar seus subordinados.
— Não gosto que a trate assim.
— Pouco me importa — Ela apoiou-se sobre a mesa deixando Nicolas admirar seu decote explícito. — Não mande Rafael àquela reunião, precisamos dos Farias como sócios.
— Tenho dois Farias trabalhando para mim, é apenas para dizer sim à questão.
— Eu não trabalho para você, eu trabalho com você. É diferente — Ela sentou sobre a mesa deixando sua saia levantar um pouco. — Precisamos sair Nicolas, juntos. — Ofereceu-se como fazia todas as manhãs.
— Eu sei... — Ele sorriu. — Por isso tenho Rafael, que está atrasado. Filho da mãe! — disse o moreno empurrando a ruiva da mesa e começando a mexer nos papéis ali — Você tem algo para fazer não tem? — perguntou-lhe.
— Sim. — respondeu ela com raiva, mas saiu sem dizer uma única palavra a mais.
Mais uma vez sozinho naquela sala, as lembranças e a bela imagem da garota da noite passada veio com força em sua mente. Era bonita demais para ter sido deixada naquele lugar.
Quando as modelos estavam totalmente prontas, Emelly pediu para que todas sorriram, e que quando chegassem em Austrália, uma grande surpresa as esperavam, uma boa e outra ruim, deixou todas ansiosas, vibradas, e apaixonadas ainda mais. Emelly pegou o noivo e a filha saindo dos bastidores e foram sentar em seus lugares, porque a noite era das joias do império Parsos, os tecidos formosos dos Santinelli, a textura das cores da maquiagem de Renato, e claro, os modelos desenhados e usados de Guilder.Quando a música começou a soar no interior, Eva apareceu com um sorriso no rosto, o vestido solto por todo corpo com alcinhas finas, a maquiagem leve e o cabelo amarrado no topo como uma tranca congelada, o sorriso de orelha a orelha. Luara levantou da cadeira batendo palmas sem parar, Eva havia feito à menina prometer que bateria palmas quando entrassem, e assim como apostado, ela estava, e todas que entrava ela fazia o mesmo, animada, feliz com tudo aquilo.As cores, as pessoas, e todas as mo
Emelly entrou no apartamento olhando ao redor, Luara ainda estava em seu colo, olhou para a cozinha ouvindo socos serem desferidos, tinha que ajudar Nicolas, mas primeiro esconderia Luara... Luara não podia ficar sozinha, Emelly olhou para a porta aberta, ambos lutavam no chão, olhou de volta para o apartamento correndo para perto das janelas e encarou as portas do quarto de Nicolas, correu até ali entrando, olhou ao redor procurando algum esconderijo e ouviu o barulho de garrafas quebrando, eles estavam dentro do apartamento.— Mas que droga! — Emelly correu até a cama e colocou Luara em pé — Querida, eu quero que fique aqui, escondida, entendeu? — Luara não expressou nada, seus olhos estavam cheios de lágrimas, segurou os ombros de Emelly e fez um bico enorme — Querida não chore, eu preciso ajudar o papai. — Emelly tentou ir, mas Luara ainda a segurava — nada vai acontecer com você, fique aqui, não saia daqui.Luara a soltou por dois segundos e Emelly se afastou, saiu do quarto fecha
Na volta para o apartamento de Nicolas, Emelly passou pela academia de Maria, visitou-a com um sorriso enorme, prometeu voltar é claro, e disse que o tempo era curto para tudo que queria contar. Trocaram e-mails e celulares, e com um aceno, Emelly voltou para o carro e seguiu para o apartamento do Santinelli. Uma mensagem tinha chegado ao celular, afirmando que a família já estava quase reunida, faltava apenas a mãe naquela casa. Emelly se apressou e chegou logo. Deu as chaves para o manobrista e subiu correndo para o apartamento. Ao sair do elevador, sentiu-se nostálgica, lembrou-se da chave de Nicolas na bolsa e abaixou a cabeça para busca-la, parou em frente à mesma e girou a chave para abrir, porém... Uma voz familiar a deixou paralisada, e mesmo sem olhar na direção, ela sussurrou a pessoa que rezou para que nunca mais encontrasse...— Fernando?— Emelly...— A voz ele podia lhe causar arrepios por todo corpo, não entendia como, ou o porquê daquele homem ir parar justamente em um
— Eu não preciso da ajuda de vocês há muito tempo. Desde quando me mudei para aquele apartamento com Nicolly e Raissa que se tornou a minha família. — Vanessa abaixou a cabeça — Não tente me colocar como a mulher mais monstruosa de todo o universo, porque não sou, e nunca serei.— Eu entendo, agora, o que foi tudo isso. O porquê de nunca ter nos dito sobre Luara, ou qualquer coisa da sua vida — Mario falou ainda sentado em sua cadeira, de cabeça baixa e, pensativo. — Isso tudo foi um castigo, um castigo que tínhamos que passar pelo mal que fizemos.— Eu não quero esse castigo. — Vanessa voltou a falar, Mario a olhou, calando-a na mesma hora.— Não se trata do que nós querermos ou não, ele foi dado pela nossa filha, uma filha que não demos tanto valor, ou atenção como ela merecia. — Emelly sorriu. Pelo menos um deles já havia entendido. — Mas Emelly, com essa distância ou não, com o castigo ou não, eu quero lembra-la que ainda é a nossa única filha, e que um dia, irá herdar tudo isso. T


















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