A Paixão Dominante do CEO

A Paixão Dominante do CEO

last updateLast Updated : 2023-12-09
By:  LuadMelCompleted
Language: Portuguese
goodnovel18goodnovel
10
3 ratings. 3 reviews
141Chapters
25.2Kviews
Read
Add to library

Share:  

Report
Overview
Catalog
SCAN CODE TO READ ON APP

* O Livro Esta Sendo Revisado * Nicolas Santinelli sempre soube exatamente o que queria. Aos vinte e nove anos, poderoso, milionário e acostumado a manter tudo sob controle, o CEO não perde tempo com romances — muito menos com mulheres capazes de complicar sua vida. Até encontrar Emelly. Aos dezoito anos, Emelly Fernandes esconde muito mais do que um sobrenome. Bailarina, intensa e determinada a construir uma vida longe da sombra de sua poderosa família, ela não esperava que uma noite em uma boate colocasse em seu caminho um homem onze anos mais velho, arrogante, irresistível e perigosamente capaz de despertar tudo o que ela nunca havia sentido. A atração é imediata. O desejo, impossível de controlar. E o que deveria ser apenas uma aproximação proibida rapidamente se transforma em noites intensas, segredos e um amor tão avassalador que ameaça destruir todas as barreiras entre eles. Mas Nicolas e Emelly escondem verdades capazes de mudar tudo. Quando suas identidades finalmente vêm à tona, o romance deixa de pertencer apenas aos dois. Famílias poderosas, negócios milionários, imprensa e uma diferença de idade que ninguém está disposto a ignorar transformam sua paixão em uma guerra. Nicolas acredita que amar Emelly talvez signifique deixá-la partir. Emelly está disposta a provar que ser jovem não significa não saber quem — e o que — deseja. Cinco anos depois, porém, o destino os coloca frente a frente novamente. O desejo continua vivo. O amor também. Mas Emelly não é mais a garota que Nicolas deixou para trás. E ela guarda um segredo capaz de mostrar ao homem que sempre tentou controlar tudo que algumas paixões simplesmente não aceitam um fim.

View More

Chapter 1

- 1 -

A fila da Seven Night dobrava o quarteirão naquela quinta-feira quente. Luzes de neon riscavam a fachada, graves eletrônicos faziam o asfalto vibrar e, do lado de fora, dezenas de pessoas discutiam com os seguranças por alguns minutos de vantagem na entrada.

Nicolas Santinelli parecia pertencer a outro cenário. Aos vinte e nove anos, usava um terno escuro sem gravata, os cabelos negros impecáveis e a expressão de quem já se arrependia de ter saído de casa. Executivo da principal empresa da família Santinelli, estava acostumado a salas silenciosas, horários controlados e pessoas que obedeciam quando ele falava. A boate, com seu excesso de perfume, álcool e corpos espremidos, era exatamente o tipo de caos que ele evitava.

— Pode me lembrar por que aceitei vir? — perguntou, aproximando-se de Rafael Farias para ser ouvido por cima da música.

Rafael abriu um sorriso despreocupado.

— Porque você trabalha demais, reclama demais e se diverte de menos.

— Eu me divirto em lugares onde consigo escutar meus próprios pensamentos.

— Esse é o problema. Você escuta seus pensamentos demais.

Rafael conhecia o segurança da porta e conseguiu fazê-los entrar sem enfrentar a fila. Nicolas lançou ao amigo um olhar de censura, mas seguiu adiante. Por dentro, a Seven Night era ainda mais intensa: luzes rápidas cortavam a escuridão, a pista estava tomada por estudantes da academia de dança da esquina e o balcão parecia não ter fim.

Depois de recusar duas investidas e reclamar pela terceira vez do lugar, Nicolas pediu uma dose tripla de uísque. Rafael apenas riu.

— Você precisa aprender a relaxar.

— E você precisa aprender a escolher lugares melhores.

A resposta seguinte morreu antes de chegar aos lábios.

Foi quando Nicolas a viu.

Ela estava alguns metros adiante, inclinada sobre o balcão para pedir duas garrafas de água. Vestia verde. O tecido acompanhava as curvas sem parecer escolhido para chamar atenção; ainda assim, chamou a dele de uma forma quase irritante. Os cabelos longos, escuros com mechas rosadas, caíam pelas costas. Quando ela sorriu para o garçom, Nicolas sentiu o ruído da boate recuar por um instante, como se tudo ao redor tivesse perdido importância.

Rafael acompanhou a direção do olhar e soltou um assobio baixo.

— Agora entendi por que você ficou mudo.

Nicolas ergueu o copo, tentando recuperar a indiferença.

— Não fiquei mudo.

— Claro que não.

O garçom percebeu o interesse dos dois.

— O nome dela é Emelly. Dança na academia da esquina. Vem aqui com os amigos, dança a noite inteira e vai embora com eles. Muita gente tenta alguma coisa. Ela costuma cortar todo mundo.

A informação deveria ter encerrado o assunto. Em vez disso, despertou em Nicolas uma curiosidade desconfortável.

Emelly se afastou com as águas nas mãos e desapareceu entre as pessoas. Nicolas tentou voltar a prestar atenção em Rafael, mas seus olhos continuavam procurando por aquele vestido verde.

Minutos depois, a pista se tornou um empurra-empurra. Gente entrava, gente tentava sair, e Nicolas já avançava em direção à porta quando um corpo foi lançado contra o dele.

Por reflexo, segurou a pessoa pela cintura.

O perfume delicado chegou antes do reconhecimento.

Emelly ergueu o rosto.

Os olhos verdes encontraram os negros de Nicolas, e ambos pararam.

Ela parecia tão surpresa quanto ele. As mãos estavam apoiadas nos braços dele, o peito subindo depressa pela falta de ar. Nicolas sentiu a tensão percorrer seu corpo numa descarga limpa, inesperada. Não foi apenas desejo. Foi a sensação incômoda de ter encontrado alguma coisa que ainda não sabia nomear.

Quando o fluxo de pessoas diminuiu, ele afrouxou imediatamente as mãos.

— Desculpa — Emelly disse, ajeitando o vestido. — Eu me desequilibrei.

— Você está bem?

Ela assentiu, ainda corada.

— Perdi minha amiga.

Nicolas olhou por cima do ombro dela, procurando alguém que parecesse acompanhá-la.

— Quer que eu chame um segurança?

— Não precisa. Ela deve estar tentando sair também.

Emelly deu um passo para trás. O afastamento pareceu maior do que realmente foi.

— Obrigada por não me deixar cair.

— Nicolas.

Ela piscou.

— O quê?

— Meu nome. Nicolas.

Um sorriso pequeno apareceu no rosto dela.

— Emelly.

Ele já sabia, mas não disse.

Antes que pudesse perguntar qualquer outra coisa, a multidão os separou novamente. Quando Nicolas conseguiu alcançar a rua, Rafael já estava perto da entrada conversando com o segurança. Ele deveria ter ido embora. Em vez disso, procurou Emelly entre os grupos espalhados pela calçada.

Encontrou-a alguns metros adiante, ao telefone.

— Raissa, onde você está? — ela dizia, irritada. — Como assim voltou para dentro?

Nicolas se aproximou sem querer assustá-la. Ainda assim, quando Emelly se virou e o viu, recuou um passo.

— Desculpa. Não queria te assustar.

Ela guardou o celular na bolsa.

— Minha amiga está vindo.

— Ótimo. Eu só queria ter certeza de que você não estava sozinha.

Emelly o estudou com mais atenção. De perto, ele parecia ainda mais sério: alto, ombros largos, olhos quase negros e uma postura que denunciava autoridade. Havia algo nele que a deixava alerta e, ao mesmo tempo, curiosa.

— Você sempre vigia desconhecidas na saída de boates?

O canto da boca dele se ergueu.

— Só as que quase derrubam meu uísque.

— Eu não derrubei nada.

— Quase.

— Então estamos quites.

A resposta o fez sorrir de verdade, e Emelly sentiu o próprio coração reagir de maneira ridícula.

— Emelly de quê? — ele perguntou.

A leveza desapareceu dos olhos dela.

— Só Emelly já está bom.

Nicolas percebeu a barreira e não insistiu.

— Certo. Só Emelly.

Raissa surgiu pouco depois, apressada, e parou ao perceber o homem diante da amiga.

— Ah... interrompi alguma coisa?

— Não — Emelly respondeu rápido demais.

Nicolas quase riu.

Raissa lançou à amiga um olhar cheio de perguntas, depois se despediu dele com simpatia. Emelly começou a acompanhá-la, mas, antes de entrar no estacionamento, olhou para trás.

Nicolas ainda estava no mesmo lugar.

Os dois sustentaram o olhar por um segundo a mais do que deveriam.

Foi o bastante para que nenhum deles dormisse em paz naquela noite.

-

-

Nicolas entrou em sua sala naquela manhã, sendo seguido pela sua renomada assistente e secretária.

— Senhor Santinelli, você terá uma reunião em 40 minutos com seu pai e dois advogados de sua família.

— Hm — Murmurou, sentando-se em sua cadeira confortável acolchoada de couro marrom.

— E em menos de 2 horas terá outra com os Farias.

— Ah essa, eu tenho uma surpresa para essa reunião — Sussurrou ele quase inaudível, mas o suportável para ela escutar.

— Quero que Rafael vá em meu lugar.

— O quê, senhor? Mas é uma reunião extremamente importante — Ruborizou ela, mas de raiva e medo de algo dar errado.

— Eu sei.

— Por isso espero que o senhor vá.

— Rafael é competente, sabe o que faz. — Ele disse dando um sorriso de canto capaz de encharcar a calcinha da secretaria e induzindo-a ao pecado profundo.

— Perdão, senhor Santinelli... — Ela se recompôs ajeitando o decote. — Mas ele é um idiota.

— Não completamente — A voz bonita e adorada de Emy preencheu o lugar, Nicolas a encarou com certo desejo e reverência, afinal era sua amiga e sócia há muito tempo.

Emy tinha seus certos encantos, mas Nicolas não a via como mulher o suficiente para levá-la a algo mais profundo do que uma amizade.

— Nós deixe a sós. Preciso falar com ele — Ordenou à mulher que deu uma última olhada para Nicolas balançando-se em sua cadeira de couro, e saiu rapidamente. — Não vou repetir— Ele a observou fechar a porta, seu olhar era sério desejando poder enforcá-la, odiava seu jeito de tratar seus subordinados.

— Não gosto que a trate assim.

— Pouco me importa — Ela apoiou-se sobre a mesa deixando Nicolas admirar seu decote explícito. — Não mande Rafael àquela reunião, precisamos dos Farias como sócios.

— Tenho dois Farias trabalhando para mim, é apenas para dizer sim à questão.

— Eu não trabalho para você, eu trabalho com você. É diferente — Ela sentou sobre a mesa deixando sua saia levantar um pouco. — Precisamos sair Nicolas, juntos. — Ofereceu-se como fazia todas as manhãs.

— Eu sei... — Ele sorriu. — Por isso tenho Rafael, que está atrasado. Filho da mãe! — disse o moreno empurrando a ruiva da mesa e começando a mexer nos papéis ali — Você tem algo para fazer não tem? — perguntou-lhe.

— Sim. — respondeu ela com raiva, mas saiu sem dizer uma única palavra a mais.

Mais uma vez sozinho naquela sala, as lembranças e a bela imagem da garota da noite passada veio com força em sua mente. Era bonita demais para ter sido deixada naquele lugar.

Expand
Next Chapter
Download

Latest chapter

More Chapters

To Readers

Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.


reviews

Terezinha Isabel Santana
Terezinha Isabel Santana
Muito bom o livro parabéns
2026-03-20 00:41:27
0
0
DiamondGreen Calun
DiamondGreen Calun
livro bom demais
2023-11-26 03:56:13
1
0
Irene Pereira
Irene Pereira
estou adorando. espero que a história continue tão boa como o começo. e a diferença de idade não atrapalhe eles ficaram em juntos....
2023-10-28 10:53:27
4
0
141 Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status