LOGINPor um momento, estive tão perto de cravar meus dentes na pele dela que podia sentir o gosto de sua garganta na minha língua até agora.Mas recuei no último segundo. Por medo, talvez, mas também por controle. E se ela estivesse me manipulando para marcá-la? Ela tinha deixado claro antes que não queria que eu a marcasse, mas talvez tivesse mudado de ideia.Talvez o pai dela a tivesse feito mudar de ideia, talvez ele tivesse forçado sua pequena espiã a se aproximar de mim.Ou talvez eu fosse apenas um tremendo covarde.— Não. Eu não a marquei. — Disse secamente.O alívio inundou as feições de Gabriel.— Bom. Isso é bom. Por um momento, achei que...— Gabriel, em vez de se preocupar com a minha vida pessoal, por que não vai chamar a Sophia? Tenho perguntas sobre o carro dela. — O olhei fixamente com dureza. Gabriel franziu a testa.— Você acha que foi roubado?Era o que eu queria acreditar. Que o carro de Sophia tinha sido levado por um criminoso qualquer, que ela não tinha nad
Ella & Alexander.Ponto de vista de Ella.A luz dourada do sol entrava pelas janelas do quarto quando acordei, aquecendo minha pele nua onde o lençol havia escorregado.Por um momento, apenas fiquei ali deitada, sorrindo como uma boba, com o corpo agradavelmente dolorido em lugares que nunca haviam doído antes. Uma onda de algo que eu só conseguia descrever como um reflexo tardio de excitação correu por mim, partindo da minha intimidade e irradiando para fora.Instintivamente, estiquei o braço, esperando encontrar Alexander deitado ao meu lado. A última coisa de que me lembrava era do corpo quente dele colado ao meu antes de eu cair no sono mais doce que tive em anos.Mas minha mão encontrou lençóis frios e esticados com perfeição.Abri os olhos contra a claridade do sol e vi que ele tinha ido embora. E então as lembranças da noite anterior voltaram em uma enxurrada. Primeiro veio o prazer da nossa primeira vez juntos, mas depois veio...Minha mão voou para o meu pescoço.Não h
Só então ele se afastou o suficiente para falar, com a boca úmida e brilhando com a minha própria umidade.— São apenas as pontas dos meus dedos e você já está toda arrepiada. — Ele provocou.Minhas bochechas esquentaram.— Você nunca... eu nunca...Ele inclinou a cabeça, afundando os dedos um pouco mais.— Você não falando sério de que nunca se tocou antes.— Já me toquei. — Admiti, e o calor no meu rosto estava à altura do calor entre as minhas pernas agora. — Mas já tem tempo, e é diferente quando não é a minha própria mão.A menção a eu me tocar pareceu acender algo em Alexander. Seus dedos deslizaram mais fundo, e eu quase gritei de novo, agarrando os lençóis.— Diga-me o que você gosta, em detalhes. — Ele sussurrou.Minha garganta se contraiu, mas, mais uma vez, o poder cru daquela voz foi o suficiente para me fazer obedecer, sem que ele precisasse sequer usar sua Voz de Alfa. Com a voz trêmula, respondi:— Gosto devagar, mas profundo. E de um dedo no meu clitóris.—
Ponto de vista de Ella.Os braços de Alexander eram quentes e seguros ao meu redor, os batimentos cardíacos dele constantes sob o meu ouvido. O ritmo calmo deles afastava o medo, a dúvida e tudo o que estava fora daquele quarto.— Como você soube onde me encontrar?— A Lilith conseguiu tirar uma foto do carro, eu o reconheci na mesma hora. Era o da Sophia. — Ele respondeu.Ergui a cabeça rapidamente para olhá-lo, o que fez tudo girar.— A Sophia contratou alguém para me sequestrar?Assim que disparei aquelas palavras, temi ter passado dos limites. Alexander ainda adorava a Sophia acima de tudo — ele não aceitaria bem uma acusação daquelas. Certamente diria que a Sophia não tinha nada a ver com aquilo. Talvez o carro dela tivesse sido roubado.— Eu não sei, mas vou descobrir. E se esse for o caso, garanto que ela será punida. — Ele respondeu.Pisquei, surpresa. Eu não esperava que ele sequer considerasse a minha afirmação, muito menos que prometesse puni-la.Por um momento, ape
— Preciso de um banho. — Murmurei.— Vou preparar um para você.— Alexander, eu posso—— Não. — Ele já estava se movendo em direção ao banheiro. — Não vou deixar você sozinha, lembra? Isso inclui quando estiver tomando banho.O calor inundou minhas bochechas.— Você não pode estar falando sério.— Completamente sério. — Ele abriu a torneira, ajustando a temperatura da água. — Você está machucada, dopada e traumatizada. Não vou correr nenhum risco.— Mas eu não posso... Você não pode simplesmente... — Lutei para encontrar as palavras. A ideia de Alexander me ver nua e vulnerável na banheira — de novo — fez meu coração disparar por motivos que não tinham nada a ver com medo.— Ella. — Ele se virou para me encarar, e havia algo naqueles olhos verdes que me fez perder o fôlego. — Eu já te vi nua antes, lembra? Estamos quites.A referência àquela noite na banheira, semanas atrás, fez meu rosto arder ainda mais, mas eu não podia negar a lógica. Ainda assim, aquilo parecia dife
Alexander & Ella.Ponto de vista de Alexander.O aroma da Ella me atingiu como um trem de carga no instante em que a puxei para os meus braços.Cereja e baunilha, mas muito mais forte agora. O medo que antes se misturava a ele já começava a se dissipar, substituído por outra coisa. Algo que fez meu lobo enlouquecer."Marque-a", rosnou ele. "Ela é nossa. Está bem aqui. Marque-a agora."O impulso foi tão avassalador que eu quase cedi. Cada instinto meu berrava para que eu cravasse os dentes na curva delicada do pescoço dela, selando de vez o vínculo que deveria ter sido consumado anos atrás. Minhas presas chegaram a se projetar ligeiramente, pressionando com suas pontas afiadas contra o meu lábio inferior.Mas forcei as presas a recuarem. Não, eu não iria marcá-la. Especialmente não ali e naquele momento, no meio de um celeiro abandonado na floresta, com um cadáver esfriando bem ao nosso lado e sirenes ecoando ao longe.— Alexander? Ele está mesmo morto? — A voz de Ella soou abafa
Ponto de vista de Ella.A reação dele, o tom de raiva em sua voz, me surpreendeu ainda mais. Ele não estava rindo ou zombando de mim, nem parecia chateado. Apenas... furioso ou frustrado.— Eu não entendo! Você me odeia, Alexander. Se sou eu quem vai assumir a culpa, protegendo a sua reputação de
Ponto de vista de Ella.Invadi o escritório espaçoso, e o aroma de livros antigos, mogno e couro imediatamente me envolveu. Mas havia outros dois cheiros ali também: bourbon e fumaça de lenha, o perfume de Alexander, meu companheiro e marido — por enquanto. E algo mais doce, floral.Sophia.Vi o
Ponto de vista de Ella.— Luna, você... tem apenas um ano de vida. — A Dra. Evelyn retirou os óculos lentamente, mantendo o olhar fixo no chão. — Sua loba entrou em estado de dormência.Eu não conseguia processar as palavras dela.— Minha loba... está dormente? — Balbuciei. — Certamente deve ha
Meu pai.Eu não o via pessoalmente há meses, mas ele não me abraçou nem sorriu como um pai normal faria. Em vez disso, ele agarrou meu pulso e me puxou levemente para o lado.— O que você está vestindo, Ella? — Ele sibilou. — Esse tipo de vestido não combina com uma Luna.Quando ele começou a ti