ANMELDENPonto de Vista de Alexander.Lilith não estava se movendo.— Não! — Caí de joelhos ao lado dela na grama. O rosto de Lucien estava vermelho e manchado pelo choro e pelo calor do fogo, mas ele estava vivo. Estava respirando e bem.Mas quanto a Lilith...— Não. — Sussurrei. Estendi minha mão livre e pressionei os dedos em seu pescoço, procurando por um pulso. Não senti nada além da carne queimada que esfriava rapidamente. — Não, não, não.Antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo, outro paramédico se aproximou rapidamente e caiu de joelhos ao meu lado. Ele imediatamente começou a checar os sinais vitais dela, mas eu já sabia, podia ver claramente em seu rosto. O modo como sua boca se contraiu em uma linha fina, e em como ela olhou para mim e balançou a cabeça.— Sinto muito. — Disse ele baixinho. — Ela está...Ele não precisava terminar. Eu não queria que terminasse.Lucien ainda chorava em meus braços, e eu o segurei com mais força, enterrando meu rosto em seus
— Ella, por favor. Deixe-nos explicar. — Tony deu um passo à frente.— Explicar o quê? Que vocês têm mentido para mim esse tempo todo? Que nunca se importaram de verdade em me ajudar ou a qualquer outra pessoa, e que só queriam me usar para ter a filha de vocês de volta?— Isso não é verdade. — Disse Anthony, mas sua voz falhou. — Nós nos importamos com você. Mas você está certa. Nós... nós mentimos. Sobre o procedimento e o propósito dele.Eu queria gritar com eles. Queria me transformar e despedaçar este laboratório inteiro. Mas as palavras de Maria ecoavam em minha mente. ''Por favor, não fique brava com eles'', ela disse. ''Eles estão em luto. O luto faz as pessoas cometerem atos desesperados.''Respirei fundo, tremendo:— A Maria não queria voltar.Ambos congelaram.— Ela me disse. Disse que viveu a vida dela e que, embora tenha sido curta e dolorosa, foi a vida dela. Ela não queria roubar o corpo de outra pessoa, e sim descansar. — Continuei.Anthony fez um som que foi
Ponto de Vista de Ella.A mão de Maria deslizou da minha.— Diga aos meus pais que eu os amo e que eu os perdoo. — Sussurrou ela pela última vez.Antes que eu pudesse responder, ela soltou meu braço completamente. Gritei e tentei alcançá-la, mas era tarde demais. Ela já estava caindo para trás, seu corpo se inclinando sobre a borda do penhasco, com os braços estendidos para os lados.Mas ela não caiu no mar.Em vez disso, sua forma começou a brilhar, suave e dourada, como a luz do sol rompendo as nuvens de tempestade em turbilhão acima. A luz tornou-se cada vez mais intensa até que precisei cobrir os olhos. Quando olhei novamente, Maria não estava mais caindo. Ela estava se dissolvendo em milhares de minúsculas partículas que giravam no ar como pirilampos.As partículas se moveram na minha direção. Tentei dar um passo para trás, mas meus pés não se mexeram. O puxão do mar abaixo havia parado. Tudo parou, exceto por aquelas partículas brilhantes.Elas tocaram minha pele, e um cal
— Então desbloqueiem!— Senhora, eu entendo que esteja transtornada, mas não podemos arriscar a vida dos nossos homens quando o prédio pode desabar a qualquer momento. É o protocolo.— Protocolo? É o meu neto que está lá dentro! — A voz de Lilith falhou.— Sinto muito. Não há nada que possamos fazer.Ele se virou, voltando a falar no rádio. Lilith permaneceu ali, encarando a casa em chamas. Encarando a janela do segundo andar onde ficava o quarto de Lucien.Protocolo. Eles iam deixá-lo morrer por causa de um protocolo.Não mesmo. Ela não deixaria isso acontecer.Lilith se transformou no meio do passo e disparou a correr. Atrás dela, alguém gritou para que parasse, mas ela não parou. Saltou através da entrada e invadiu a casa em chamas.O calor a atingiu imediatamente; era tão intenso agora que parecia que seu pelo pegaria fogo. A fumaça sufocava seus pulmões. Ela mal conseguia enxergar, mas conhecia aquela casa como a palma da mão. Poderia caminhar por ela de olhos fechados, m
Ponto de Vista em terceira pessoa.O cheiro a atingiu no instante em que ela deu um passo para dentro.Fumaça.Lilith congelou no hall de entrada e apurou o olfato. Era definitivamente fumaça o cheiro que ela estava sentindo. A casa estava silenciosa, exceto por um fraco som de estalidos vindo de algum lugar acima. Ela olhou para a escadaria. Fumaça cinzenta escorria do segundo andar, se acumulando contra o teto.— Olá? Ella? Alexander? — Ela chamou, mas não houve resposta.Lilith se moveu em direção às escadas, com a mão já alcançando o corrimão. Foi quando ouviu passos pesados e apressados acima dela. Um momento depois, Hunter apareceu no topo do patamar, com o rosto tomado pelo pânico.— Saia daqui! — Gritou ele.— O que— — Antes que Lilith pudesse responder, ele já estava descendo as escadas correndo. Ele se chocou contra ela no meio do caminho, segurando-a pelos ombros e girando ela.— Precisamos ir. Agora. — Disse ele.— O que está acontecendo? — Lilith tentou se soltar
— À deriva para onde?Ele não respondeu.— PARA ONDE? — Rugi.— Nós não sabemos! Talvez para lugar nenhum. Talvez ela esteja... ela esteja apenas perdida. — Gritou Tony de volta. Agarrei-o pela frente da camisa e o prensuei contra a parede.— Você disse que isso era seguro. Disse que podia restaurar o vínculo de companheiros dela!— Esse não... — Os olhos de Tony se arregalaram. — Não era esse o propósito do procedimento.Congelei:— O quê?Anthony deu um passo à frente, erguendo as mãos em um gesto apaziguador:— Alexander, por favor. Solte ele.— Responda à porra da pergunta. — Não soltei Tony. — Para que servia este procedimento?Tony olhou para Anthony. Anthony olhou para o chão. E então, lentamente, hesitantes, eles me contaram.Contaram sobre Maria. Sobre como tentavam trazê-la de volta há anos. Sobre como acharam que o renascimento de Ella, combinado com o poder do cristal, tornaria possível transferir a alma de Maria para o corpo de Ella.Contaram que tinham
Ponto de vista de Ella.— Cale a boca. — Sussurrou Alexander.Interrompi meus passos abruptamente, franzindo a testa. — O quê?Alexander balançou a cabeça, quase como se não tivesse tido a intenção de dizer aquelas palavras em voz alta. — Nada. — Disse ele. Ao lado dele, o rosto de Gabriel aver
Ponto de vista de Ella.Deixei Gabriel e Sophia parados no jardim. Não me virei para olhar para eles, embora pudesse sentir suas expressões de choque. O pensamento de que dois dos maiores estorvos da minha vida estavam boquiabertos com minhas ações trouxe um sorriso ao meu rosto.Agora, eu só tinh
Ponto de vista de Ella.A reação dele, o tom de raiva em sua voz, me surpreendeu ainda mais. Ele não estava rindo ou zombando de mim, nem parecia chateado. Apenas... furioso ou frustrado.— Eu não entendo! Você me odeia, Alexander. Se sou eu quem vai assumir a culpa, protegendo a sua reputação de
Ponto de vista de Ella.Eu não pude evitar. Aquele maldito vínculo, aquela forma física perfeita dele — tudo fazia meu corpo reagir de maneiras que eu não queria, criando uma pulsação entre minhas pernas que eu não conseguia conter devido à forma como ele mantinha minhas coxas abertas.Ele só prec







