APÓS SER TRAÍDA, TORNEI MEU CHEFE MEU ACOMPANHANTE PROIBIDO

APÓS SER TRAÍDA, TORNEI MEU CHEFE MEU ACOMPANHANTE PROIBIDO

last update最終更新日 : 2026-10-24
作家:  Ana Victória連載中
言語: Portuguese
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概要

POV em Primeira Pessoa

CEO

Herdeiro/Herdeira

Arrogante

Traição

Para se vingar da humilhação que sofreu com seu ex- namorado, Mabel decide entregar sua primeira vez a seu chefe Apolo Buarque, após ter recebido uma proposta feita por ele. Tentando bancar a mulher experiente e fria, ela exige uma noite inesquecível, sem imaginar que o executivo descobriu seu segredo no primeiro toque. Apolo é lindo, poderoso e acostumado a ter todas as mulheres aos seus pés. Por isso, fica fascinado quando sua reservada secretária exige uma experiência inesquecível. Aceitando o desafio, e disposto a ensinar à Mabel como o jogo do desejo realmente funciona. O que era para ser apenas uma noite de provocação se transforma em um vício perigoso Mas o que nenhum dos dois esperava era que apenas uma noite juntos mudaria as regras para sempre.

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第1話

O HOMEM QUE EU NÃO DEVERIA DESEJAR

MABEL - CAPÍTULO 01

Eu nunca deveria ter estado naquele lugar naquela noite. Só queria recuperar uma coisa que havia esquecido, mas acabei descobrindo , sem querer, um lado proibido do meu chefe.

HORAS ANTES...

Tudo o que eu queria , era pedir demissão!

O brilho incômodo do monitor era a única luz que iluminava a minha mesa naquele fim de noite. Meus olhos ardiam de cansaço enquanto ajustava, pela quinta vez, o alinhamento de um gráfico na apresentação da Buarque Logistics, a gigante do setor de transporte e soluções logísticas globais onde trabalho há três anos. Eu me tornei indispensável naquele lugar servindo ao antigo CEO Augusto Buarque, um homem paciente e respeitoso. Mas tudo mudou há cerca de um ano, quando seu filho Apolo Buarque assumiu a cadeira da presidência.

Apolo era alto, de uma beleza acentuada e perigosa, mas completamente cruel.

Para mim, não passava de um cara arrogante e convencido que usava o poder para pisotear os outros.

Pelos corredores, os boatos sobre suas escapadinhas com diversas mulheres eram constantes. E para completar meu péssimo humor naquela noite, o ser desprezível me mandou refazer a apresentação de PowerPoint quatro vezes porque, segundo ele, "ainda faltava excelência".

Peguei o celular e mandei uma mensagem para o meu namorado, Patrick.

“Amor, vou atrasar. Preciso ficar no escritório até mais tarde refazendo um material importante para a reunião do chefe amanhã. Prometo te recompensar no fim de semana. Te amo.’’

A resposta demorou alguns minutos.

"Tá."

Só isso.

Tá.

Nem um "se cuida", nem um "te espero", nem sequer um coração.

Olhei para a tela por alguns segundos antes de guardar o celular.

Inclinei a cabeça para trás na cadeira do escritório, soltando um suspiro pesado.

Eu me sentia um pouco culpada por não ter tanto tempo para ele ultimamente. As horas extras tinham se tornado frequentes, principalmente por causa das despesas médicas da minha mãe, mas também porque eu queria guardar algum dinheiro e construir uma vida melhor ao lado dele.

Já tinha aberto mão de passeios, noites com minhas amigas e até de algumas coisas que queria comprar para conseguir ajudar em casa e manter nossas contas em dia. Patrick também tinha feito seus esforços no passado, e eu acreditava que aquela fase era apenas temporária.

Cerca de uma hora depois finalmente conclui o arquivo.

Desliguei o computador, respirei fundo, sentindo os ombros pesados. Ajeitando a bolsa em meus ombros , logo saio.

Já no corredor, indo em direção ao elevador, me lembrei de que havia deixado minha agenda sobre a mesa de Apolo, mais cedo.

Praguejei em silêncio e voltei.

A luz da recepção estava apagada, mas ao me aproximar da diretoria, ouvi sons abafados. Ruídos compassados, gemidos baixos e a respiração pesada que não deixava margem para dúvidas. A porta da sala de Apolo estava entreaberta. Tentei dar meia-volta, mas meus pés pareceram fincar no chão.

Movida por uma curiosidade involuntária, olhei pela fresta.

Apolo estava encostado na mesa de madeira nobre, com uma mulher entregue ao seu domínio. Ele estava sem paletó, com a camisa entreaberta revelando o peitoral definido e as costas que se moviam em um ritmo firme, sem pressa, exalando um controle absoluto e uma intensidade quase brutal.

Senti um arrepio incômodo percorrer minha espinha. Aquele homem ridículo, que eu detestava, tinha um corpo irretocável. E, por um segundo terrível, minha mente traidora me pregou uma peça: comecei a imaginar como seria sentir aquela força toda direcionada a mim. 

Minhas mãos começaram a suar.

O choque de ver Apolo naquela posição, somado à invasão daquele pensamento proibido, fez meus dedos fraquejarem.

O som do couro batendo contra o piso ecoou no corredor silencioso.

— Gosta disso , não é? Safada! — Apolo murmurou em um grunhido aumentando a velocidade de suas investidas.

— Por favor , não pare Apolo! — a mulher choramingou totalmente preenchida por ele.

A alça da minha bolsa deslizou pelo meu ombro fazendo barulho.

— Quem está aí? — a voz grave do meu chefe ressoou cortando o ar, imediatamente interrompendo o que fazia.

O pânico tomou conta de mim.

Agarrei a bolsa do chão de qualquer jeito e corri em direção às escadas de emergência, sem olhar para trás, com o coração quase saindo pela boca até alcançar a rua.

Peguei um táxi, ainda trêmula com a respiração descontrolada.

Não, Mabel!

Recriminei a mim mesma em um grito silencioso de pânico moral.

Você tem um namorado.

O Patrick te ama e esteve com você nos piores momentos. Você nunca faria uma traição com ele, nem mesmo em pensamento.

Me sentindo culpada , comprei a sobremesa favorita dele no caminho, ansiosa para fazer uma surpresa e consertar o distanciamento das últimas semanas.

Como terminei tudo mais rápido do que o previsto após o susto, cheguei em casa bem antes do horário que tinha avisado a Patrick.

Tudo o que eu queria , era apenas voltar para casa, abraçar meu namorado e pedir desculpas por estar tão ausente. Eu precisava ver o rosto dele para me reancorar na nossa história.

Abri a porta do apartamento em silêncio, o sorriso já desenhado no meu rosto cansado, querendo apenas um banho gelado para tirar aquela noite da cabeça e pedir desculpas a Patrick.

Mas, ao caminhar pelo corredor, ouvi barulhos vindos do nosso quarto.

A porta estava escancarada.

Meu sorriso se desfez no mesmo segundo.

Patrick estava na nossa cama, tendo relações sexuais com a Lívia, sua colega de trabalho.

O impacto visual me paralisou por um instante.

Toda a poeira de desculpas, as noites "de trabalho até mais tarde" e o desinteresse dele caíram por terra.

Ele nunca esteve ocupado demais.

Ele simplesmente não me desejava mais.

Ao notar minha presença, Patrick deu um pulo da cama, pálido como um fantasma, tentando cobrir o corpo às pressas com o lençol.

— Mabel?! O que você tá fazendo aqui agora?! Você disse que só ía chegar de madrugada! — gritou ele, desorientado, no meio do caos.

Lívia, por outro lado, nem se deu ao trabalho de se cobrir direito. Ela se sentou na cama, arrumou o cabelo desalinhado e soltou uma risadinha debochada, me encarando de cima a baixo com puro desprezo.

— Ah, por favor, Patrick, para de drama — disse Lívia, com a voz carregada de sarcasmo. — Já estava na hora de ela descobrir, não acha? Mabel, querida, você achava mesmo que um homem como ele se satisfaria com uma sem graça como você? Ele precisava de uma mulher de verdade.

A fúria subiu pelo meu peito como uma labareda de fogo. Sem pensar duas vezes, caminhei a passos firmes até a cama, me aproximei de Lívia e desferi um tapa estalado e certeiro no rosto dela.

Sua cabeça virou com o impacto, e o deboche sumiu no mesmo instante.

— Calada! — esbravejei, apontando para a porta. — Junta os teus trapos e some da minha casa agora, sua escória, antes que eu tire você daqui arrastada pelo cabelo!

Atordoada e com a marca vermelha da minha mão estampada no rosto, Lívia pegou as roupas do chão com as mãos trêmulas, me lançou um olhar raivoso, vestiu-se de qualquer jeito e saiu correndo do apartamento sem olhar para trás.

— Mabel, por favor, me escuta! Não é o que você tá pensando, foi um erro, eu posso explicar! — Patrick começou a se aproximar, tropeçando no lençol que mantinha enrolado na cintura.

— Não encosta em mim! — gritei, tomada por uma raiva avassaladora. — "Explicar"?! Você me fez de otária dentro da minha própria casa!

Ele tentou segurar meu braço, mas eu avancei sobre ele, empurrando-o com toda a força que tinha. Fui empurrando e dando chutes nas pernas dele, empurrando-o à ponta-pés pelo corredor em direção à saída.

— Mabel, para! Eu tô sem roupa! — ele implorava, tentando se segurar no batente da porta.

— Azar o seu! Suma da minha vida!

Dei um último empurrão com o pé no peito dele, projetando-o para fora do apartamento, coberto apenas por aquele lençol. Bati a porta com tanta força que o prédio inteiro deve ter escutado e passei a chave, trancando-o do lado de fora enquanto ele esmurrava a madeira e gritava meu nome.

E em um estado de pura adrenalina, caminhei direto até o closet. Peguei todas as roupas dele das gavetas e dos cabides, passei pelo quarto e ajuntei os sapatos jogados, as peças que estavam pelo chão e até o próprio lençol da cama.

Fui até a janela da sala, abri-a de par em par e comecei a arremessar tudo para fora.

Roupas, gravatas, sapatos e tecidos voaram pelo ar, caindo diretamente na rua, três andares abaixo.

Quando não sobrou absolutamente nada dele naquele apartamento, fechei a janela.

O silêncio da casa vazia caiu sobre mim como um golpe esmagador.

Toda a raiva que me sustentava começou a se esvair, dando lugar a uma dor dilacerante.

Encostei as costas na parede e fui escorregando devagar até me sentar no chão frio.

Ajoelhada ali, no meio da sala, finalmente deixei as lágrimas rolarem sem controle, soluçando baixinho no escuro.

Naquela noite, alguma coisa em mim havia quebrado.

Mas outra coisa também havia nascido.

Uma promessa...

De que nunca mais um homem vai me fazer de tola , outra vez.

Com os olhos doendo de tanto chorar saí do meu torpor com meu celular apitando com nova notificação , tive a certeza de que era Patrick tentando se comunicar com suas mentiras esfarrapadas.

Estava pronta para  manda-lo a merda!

Retirei o aparelho de dentro da bolsa , e ao ver que era uma mensagem do meu chefe Apolo Buarque.

Congelei.

Nervosamente li.

"Achei sua agenda na minha sala, Mabel. Foi isso que veio pegar?''

Levei a mão para cima da minha boca horrorizada.

Merda dupla!

Ele sabe que o vi com a mulher!

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