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Cap. 3:  DIVORÇA - PARTE II 

Author: M. Díaz
last update publish date: 2022-12-16 09:48:51

Cap. 3:  DIVORÇA - PARTE II 

Isabel entrava no portão de sua casa quando viu seus pais chegarem até ela.

Iker del Castillo, quando ele estava a dois passos dela, gritou em seu rosto, enquanto alongava seu braço:

—O negócio da família está acabado pelo teu adultério! —y ¡Paff!— Ele deu um tapa nela.

Isabel foi atingida com tanta força pela mão do Pai que foi mandada embora e caiu sentada no chão. Chocada, ela não teve tempo de reagir, então sua mãe agarrou seu pai para impedi-lo de continuar batendo nela.

—Por favor, Iker, acalme-se, isso pode afetar sua saúde.

—Nesta casa não serás recebida, nem tampouco és nossa filha, desde este momento, não queremos ter notícias tuas.Isabel se levantó llorando, su madre se acercó a ella.

—Filha, como podias fazer-nos algo assim? Nem pensaste em ti mesma. Você é uma vergonha para nós.

—Mãe, você não pode acreditar que eu fiz tal horror. Vocês me criaram, aprendi com vocês a ser honesta, sincera, não sou uma qualquer e vocês sabem disso.

—Tudo o acusa e seu pai é muito severo nisso. Ele não vai recuar, desculpe.

A Isabel levantou-se, levou a mala e foi-se embora.  Ele parou no meio da rua, sem saber para onde ir, olhou para a rua solitária, seus olhos se encheram de lágrimas. 

Ela se curvou em seu choro, e estava ancorada ao chão, chorando nos mares, lembrando-se das palavras horríveis que ouviu de todos, quando ela percebeu que alguém estava correndo em direção a ela. Ela olhou para cima, mas foi incapaz de distinguir o rosto que ela se aproximou e pegou pelo braço para ajudá-la a levantar-se.

—Isabel, Isabel, amiga, venham, não podem ficar aí, vamos, levantem-se... Aqueles sacanas! Venha... Vamos para minha casa.

Isabel olhou para cima e mal conseguiu reconhecer, através das lágrimas, o rosto de Brizna, sua única amiga da escola e vizinha do lugar. Isabel levantou-se como pôde e caminhou ao seu lado, Brizna pegou a mala e arrastou-a para sua casa.

Já na noite Brizna disse-lhe:

—Meus pais estão bem com você ficar nesta casa até que você se estabilize. Eles, assim como eu, acreditam em você, Isabel…

—Graças Brizna. Isabel aguçou seus olhos, sentiu o consolo de sua amiga e de seus pais, algo que não obteve nem dos dela.

Na manhã seguinte, já na segunda-feira, ele recebeu uma mensagem de Ricardo, tão impessoal quanto ele.

—Vai ao escritório do doutor Granados, já o documento do divórcio está pronto, só tens que assiná-lo, eu já o fiz, como compreenderás não quero nem tropeçar contigo.

Depois de alguns segundos, outra mensagem entrou em seu celular. 

“Espero que concorde com tudo, já que há um acordo pré-nupcial e foi isso que foi estipulado lá, espero que não tente obter mais dinheiro do meu sobrenome Del Hoyo”.

O coração dele bateu muito rápido. Ficou tão humilhada com as palavras do Ricardo.

«Então achas que estive contigo pelo teu dinheiro, pela tua posição? Quão pouco me conheces Ricardo del Hoyo»

Isabel mudou-se às pressas e pegou um táxi.  Foi para onde o advogado assinou os papéis do divórcio. Ele não queria aceitar nada que viesse do sobrenome do buraco.

O advogado ligou para Ricardo e o informou sobre o ocorrido. Ricardo ficou surpreso com a notícia, enquanto o ouvia refletia e negava. 

Daí, voltou-se para os mesmos pensamentos que muitas vezes se repetiam em sua cabeça.

«Por que é que Isabel  fez uma coisa destas? Por que é que ela não me pediu para descobrir o que aconteceu naquela noite?  Ela nem sequer me perguntou sobre os vídeos ou nada sobre isso. E se foi apenas um truque de alguém para magoar as pessoas  Del Hoyo?  Nessa noite, aquele homem apenas disse que já a conhecia e que eles estavam de acordo para aquela noite. Vi-a a falar com ele um pouco sedutora, mas ela é tão simpática quando atende um convidado, quando perguntam ao homem o que ele sabia sobre ela, ele nem sequer sabia o seu apelido, se ele a tivesse conhecido poderiam ter falado francês, ela fala perfeitamente».

Ele balanouou a cabeça, ainda tinha dúvidas e ainda assim…

Naquela noite, Ricardo, ao chegar em casa, chamou Maita para seu quarto.

Isabel voltou a surpreender os do Hoyo e não só deixou todos os grandes roupeiros de designers famosos e sapatos de marcas que ela usava para representar em todos os eventos sociais, reunião ou apresentação à imprensa ou mídia, ele também deixou seu joalheiro na sua totalidade, até mesmo seu anel de casamento, tudo o que representava luxo e riqueza e que obteve deles naqueles três anos de casamento.

—Maita, trazer duas senhoras para manter todas estas coisas no armário do quarto ocupado por Isabel, E as jóias são deixadas aqui, vou mantê-las no cofre esta noite. Ah, esse quarto está hermeticamente fechado e as chaves, original e cópia, ele dá-mos pessoalmente

—Assim seja, Sr. Ricardo —Maita olhou para ele com tristeza — Sr. Ricardo, vou deixar esta casa amanhã.

—O que queres dizer com "vais embora"?

—Não posso trabalhar com outra senhora, apenas com a Sra. Isabel. Por isso, vou sair desta casa. Isso deixa Blanca.

—Mas ela não sabe preparar minhas refeições. Não Maita. Não me faça isso!

—Ela me contratou e com ela trabalhou muito bem, Menina Eneida não faz ideia de como gerir a casa, ela só grita e ordena incessantemente. A Sra. Mara já não está lá, por isso, vou-me embora amanhã cedo.

Ricardo grimaced com os lábios horizontalmente.

—Lamento, Sr. Ricardo, mas há pessoas que não notamos quando estão por perto, mas notamos que o vaneceram, e eu não digo isso por mim mesmo precisamente —Maita jogou essas palavras fora com algum desconforto e saiu da sala.

Ricardo caiu pesadamente em sua cama.

«Poderá ser, como diz Maita, que estou a começar a sentir a tua ausência, Isabel?»

Ricardo, nessa noite, pegou no seu carro e saiu a correr.

Regressou tarde da noite do bar, Eneida fez-se de parva e quando o viu chegar foi para o seu quarto, ele tinha deixado a porta aberta, ela viu-o com a caixa de jóias de Isabel nas mãos, ele estava a olhar para um estrangulador com uma cara franzida. Ele deu-lha no dia em que trocaram os anéis de noivado.

— Irmãozinho, sempre gostei desse estrangulador, dás-mo de presente? — Ela tentou pegar-lhe na mão, Richard olhou para ela com olhos brilhantes, e apertou-lhe a mão—. Nem pense em tirar nada daqui. Isto pertence a Isabel, e só ela pode utilizá-lo.

Os olhos da Eneida mudaram para ódio. Ele não podia proferir uma palavra e por isso saiu da sala.

«Só ela pode usá-los? Ainda estás a pensar em voltar para ela?»

Ricardo moveu o pingente entre os dedos enquanto pensava nela:

«Ele nem sequer levou nada do que lhe dei, até deixou aqui a sua aliança de casamento, nem sequer aceitou a compensação....»

 Ricardo veio a pensar, quando o seu casamento se tornou demasiado frio, que Isabel só estava com ele para manter a posição da sua família, para os seus pais, para que continuassem a ser parceiros da família Del Hoyo. Mas com isso ele entendeu que nela, certamente, haveria outra motivação...

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