Abandonada No Altar

Abandonada No Altar

last updateLast Updated : 2025-11-01
By:  Autora NBCompleted
Language: Portuguese
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No dia do seu casamento, Elena Vasquez D'Amato vê seu mundo ruir quando seu noivo hesita no altar... e desiste. Humilhada diante de todos, ela descobre que o primeiro amor dele - agora de volta e solteira - ainda tem mais poder do que ela imaginava. Ferida, mas orgulhosa, Elena decide aceitar o acordo antigo feito entre suas famílias biológicas: casar-se com Leonhart Moreau, um homem reservado, imponente e absolutamente irresistível. O que começa como um pacto entre clãs se transforma em uma nova chance de recomeço - onde a mulher rejeitada se torna, enfim, a mais desejada. Plágio é crime! Por Nayara Barbosa.

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Chapter 1

Prólogo

O "sim" que nunca veio

Elena Vasquez D'Amato

> "Dizem que o dia do seu casamento é o mais feliz da sua vida.

Bem, não foi o meu caso."

O vestido estava perfeito. O buquê, feito com as flores favoritas da minha avó, era uma homenagem silenciosa que só eu entendia. O salão parecia ter saído direto de um conto de fadas - desses que sempre terminam com o felizes para sempre.

Mas nenhum conto de fadas começa com o noivo hesitando no altar.

Arthur olhou para mim com aqueles olhos azuis que, um dia, me fizeram acreditar em promessas. Mas naquele momento... eles estavam vazios. E foi aí que eu soube.

A culpa tinha nome e sobrenome: Valentina Leclerc. Primeiro amor dele. Reapareceu na semana do casamento, sorrindo nas redes sociais com a legenda "de volta e solteira". É claro que ele viu. E é claro que hesitou.

- Eu... me desculpe, Elena. Mas eu não posso - ele disse, e o mundo parou.

Tudo ficou em silêncio. E no meio dos olhares, das bocas abertas, dos flashes dos celulares, tudo que eu consegui fazer foi respirar fundo, pegar meu celular e sair pela porta lateral do altar como quem foge de uma cena já escrita por outra pessoa.

Do lado de fora, o céu estava limpo. Liguei para o número que me disseram para usar caso um dia eu mudasse de ideia.

Atenderam no terceiro toque.

- Alô?

- Aqui é Elena Vasquez D'Amato. - Elena...? - a voz da mulher do outro lado soou entre surpresa e expectativa. - Pode avisar ao senhor Marco e à senhora Giuliana que aceito o acordo. - Tem certeza?

Olhei para o vestido impecável, agora manchado pelo chão sujo da calçada. Dei um pequeno sorriso.

- Tenho. Estou pronta para me casar com o filho dos seus amigos.

Desliguei o celular logo após escutar um "ok". Estava destruída, sabia disso, mas não iria derrubar lágrimas, gritar, xingar, não iria fazer nada, só iria juntar o pouco de dignidade que me restava e iria embora.

Certeza que em segundos todas aquelas fotos e vídeos estariam em todos os sites de fofocas de New York, e o melhor a fazer seria ir para Florença, ficar longe de todos os olhares e dedos que iriam me apontar, me julgar ou sentir pena de mim.

Cresci em New York, com meus pais adotivos e meu irmão, que me acharam pequena em um bordel, sim fui traficada, pouco antes de completar dezoito anos, meus pais biológicos me encontraram, mas eles não vieram com amor e carinho, vieram com obrigações e deveres, queriam me levar à força e me casar, e eu neguei e mandei eles embora, pouco mais de um ano depois, meus pais adotivos morreram, me deixando só com Diego, meu irmão mais velho.

E cá estou eu, após toda essa humilhação, indo correndo igual uma cachorrinha para a família que disse que não iria nem morta. As coisas mudam, não é mesmo?

O avião decolou poucas horas depois. Não voltei para casa. Não arrumei as malas. Apenas pedi para que me buscassem no aeroporto. Cheguei a Florença com um vestido de noiva sujo, salto quebrado e a alma despedaçada. Uma assistente do clã D'Amato esperava com uma limusine. Ela não disse uma palavra, e eu agradeci por isso.

O palácio da família D'Amato era exatamente como me lembrava: imponente, frio, cheio de quadros com ancestrais de expressão vazia. Giuliana veio me receber. Usava um robe de seda vinho, olhos firmes, sorriso contido.

- Elena. Você voltou. -

- Digamos que a vida tem um senso de humor cruel.

Ela assentiu, como se esperasse aquela resposta.

- Suba, descanse. Amanhã você conhecerá seu noivo. -

- Que romântico. - ironizei.

O quarto estava impecável. Camas com dossel, paredes de pedra, uma lareira acesa. Eu me joguei sobre os lençóis, tentando não pensar no rosto de Arthur, na forma como ele disse "eu não posso", como se fosse ele o ferido.

No dia seguinte, me vesti como uma verdadeira filha da aristocracia: vestido creme, cabelo preso em coque, maquiagem leve. Quando desci as escadas, Marco já esperava, ao lado de um homem alto, com presença quase ameaçadora. Cabelos pretos curtos, barba por fazer, olhos cinzentos e frios. Era Leonhart Moreau.

- Elena. Este é Leonhart. Ele será seu marido. -

Leonhart estendeu a mão. Apertei a dele. Firme. Direta.

- Sinto muito pelas circunstâncias. - ele disse, voz baixa, a entonação carregada de sotaque francês.

- Eu também. Mas já estive em altares piores.

Ele sorriu, de forma tímida, quase imperceptível. Marco e Giuliana se entreolharam. Eles não esperavam que eu fosse tão direta. Mal sabiam eles: não havia mais nada a perder.

Já fui rejeitada. Agora, era hora de ser desejada.

Leonhart me observava com uma expressão indecifrável, como se já estivesse me estudando, classificando e avaliando cada parte de mim. Era isso que eu havia me tornado? Um acordo estratégico entre famílias? Um peão numa jogada silenciosa de poder?

Talvez sempre tivesse sido.

- Temos uma semana para os preparativos. - Giuliana anunciou, tomando um gole de chá como se estivesse falando da previsão do tempo. - Nada muito grande, mas digno do sobrenome de vocês dois.

Deuses, mal havia me livrado de um altar e já estava sendo empurrada para outro. Só que dessa vez não havia escolha. Eu aceitei. Eu liguei. Eu assinei, mesmo que com meu silêncio.

- Vocês terão liberdade - disse Marco, como se estivesse oferecendo um presente. - Mas esperamos que sejam... respeitosos quanto ao nome da família. Um divórcio público, escândalos ou cenas dramáticas não serão bem-vindas.

Eu ri. Baixo, quase um sussurro amargo.

- Não se preocupem. Aprendi ontem o que é uma cena dramática. Não pretendo repetir.

Leonhart finalmente falou, com aquela voz grave que parecia embalsamar os pensamentos.

- Elena, você quer conversar em particular?

Assenti, por educação - ou exaustão. Seguimos até o jardim dos fundos, cercado de colunas de mármore cobertas por trepadeiras floridas. O ar ali era mais fresco. Mais... respirável.

- Você não é o que eu esperava - ele disse, de repente.

- Nem você. - retruquei, cruzando os braços. - Achei que seria mais velho, ou mais arrogante.

Ele deu um leve sorriso. Tão discreto quanto tudo nele.

- Também achei que você seria mimada.

- Eu fui. Mas a vida resolveu me educar à força.

O silêncio entre nós não era desconfortável. Era... tático. Ambos analisando o terreno antes de qualquer passo.

- Não precisamos fingir nada quando estivermos a sós - ele disse por fim. - Podemos manter nossas vidas separadas, se assim preferir. Mas em público, seremos o casal perfeito. Você terá sua liberdade, Elena. Só preciso da sua lealdade.

- Lealdade? - repeti.

- Discrição. Alinhamento. Lealdade.

Ele não pediu amor. Nem carinho. Nem sequer afeto. Pediu algo que se pode construir, negociar, medir.

Talvez... talvez isso fosse melhor. Pelo menos, eu saberia onde estava pisando.

- Fechado, então. - estendi a mão novamente.

Ele a apertou. Selamos nosso destino em um aperto firme, como sócios de um acordo.

A partir daquele momento, Elena Vasquez D'Amato não existia mais apenas como a garota abandonada no altar. Eu seria esposa de Leonhart Moreau. E com isso, vinha algo novo.

Controle.

Algo que a pequena menina do bordel jamais teve. Algo que a jovem humilhada diante de um altar também desconhecia. Mas agora, em um castelo de pedra na Toscana, com um estranho que falava em lealdade e não em paixão, eu teria um tipo diferente de poder.

Não seria mais a mulher que chorou em silêncio. Eu seria a mulher que riu por último.

Naquela noite, me despi do vestido sujo. Do passado recente. Do nome Vasquez. E quando me encarei no espelho, decidi que, se a vida queria fazer de mim um instrumento, eu aprenderia a tocar a melodia. Mas no meu tom. No meu tempo.

Leonhart e eu dormiríamos em quartos separados, por enquanto. Ele me deixava espaço, e eu respeitava isso. Havia algo nele - uma sombra atrás dos olhos, talvez um passado tão manchado quanto o meu - que me impedia de julgá-lo.

Ele também parecia quebrado. Só que controlado. Enquanto eu era ainda fogo, ele era gelo.

Um dia, um de nós dois derreteria. Ou queimaria.

Não sei quando peguei no sono. Só lembro da última imagem no espelho. A noiva abandonada tinha sumido. Agora havia outra mulher ali.

E essa mulher, finalmente, tinha planos.

{...}

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Josefina Queiroz
Josefina Queiroz
amei a estória. apesar de algumas trocas de personagens pela autora. lindo livro para se ler, recomendo a leitura.
2026-02-25 20:33:35
4
0
Gleisa Motta
Gleisa Motta
gostei bastante mais no final a autora confundiu os irmãos Clóvis era irmão de Leon e Diego irmão de Elena.A Amelie nunca foi abandonada no altar sua dor foi a morte do pai um luto difícil de superar.
2026-02-20 03:55:54
2
0
Maria Helena Esteves
Maria Helena Esteves
parabéns a autora, uma história de amor verdadeiro do início ao fim.
2026-01-26 11:40:45
5
0
Cláudia Moraes
Cláudia Moraes
oi autora cadê os capítulos do livro????
2025-10-29 02:26:39
0
0
Geni Rodrigues
Geni Rodrigues
Será que vai ter fim?
2025-10-20 23:38:44
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