เข้าสู่ระบบCapítulo quatro
— Venha comigo — disse Lucas enquanto descia em direção a outro cômodo. Ele abriu a porta. Os funcionários se curvaram assim que ele chegou. Eu o segui. Percebi que o quarto já estava mobiliado, mas perfeitamente organizado. — Vamos dividir este quarto — anunciou ele enquanto eu prendia um suspiro de surpresa. — Pensei que teria meu próprio quarto — soltei. — Meu avô tem olhos em todos os lugares. Ele não vai demorar a perceber que não estamos realmente juntos. Eu sabia que ele tinha razão, mas dividir um quarto com um desconhecido ainda me deixava desconfortável. — Não se preocupe. Respeitarei seus limites e não tocarei em você. Na frente do meu avô, só precisaremos desempenhar o papel de um casal de verdade. Assenti. — Perfeito. — Liberei uma parte do guarda-roupa e algumas gavetas para que você possa guardar suas coisas — declarou ele. Comecei a guardar meus pertences pessoais enquanto ele permanecia ali, observando-me. Comecei a me sentir cada vez mais desconfortável. — É tudo o que você tem? — perguntou ele. — Sim. Eu sabia que ele estava acostumado a usar roupas de alta qualidade, mas aquelas roupas representavam tudo o que eu tinha de melhor. — Você não acha que deveria renovar seu guarda-roupa? Meus olhos se arregalaram de surpresa. Ele estava tentando me insultar? — Aqui está meu cartão. Use-o para comprar roupas novas — disse ele, tirando a carteira antes de me entregar um cartão preto sem limite. — Não será necessário, Lucas — respondi. — Pegue e use. Considere isso uma forma de agradecer pela sua ajuda hoje na prefeitura. — Ainda precisamos discutir os termos do nosso casamento, mas primeiro se acomode. Peguei o cartão e o olhei por alguns segundos. Ele se dirigiu à porta. — Você pode pedir ao motorista para levá-la aonde quiser… Vou trabalhar — disse ele, sem me dar tempo de responder. Suspirei e me deixei cair na cama, olhando para o cartão entre meus dedos. Afinal, talvez não fosse uma má ideia comprar algumas coisas para mim. Ao descer, encontrei uma das empregadas. — Senhora, o jantar está pronto — informou ela. — Meu nome é Diana… por favor, simplesmente me chame de Diana — disse, achando estranho ser chamada de “senhora”. — Sinto muito, mas não posso fazer isso. O senhor Bernard ficaria furioso comigo. Deixei que ela fizesse como quisesse e fui para a sala de jantar. Fiquei surpresa ao descobrir a refeição que já me esperava. Lucas havia saído para trabalhar, e eu me perguntava quando ele voltaria. Ele estava sempre tão ocupado? Se fosse esse o caso, eu correria o risco de não vê-lo com frequência. Eu não sabia se deveria ficar feliz ou decepcionada com isso. O cartão bancário que ele me dera não parava de me lembrar da minha nova situação. A refeição que saboreei foi a melhor que havia comido em muito tempo. Levantei-me da mesa e observei os empregados retirarem cada prato até o último. — Gostaria de comprar algumas coisas pessoais — declarei. — Lucas me disse que um dos motoristas poderia me levar — esclareci. Ela apenas assentiu. — Vou pedir que preparem o carro — respondeu a empregada, inclinando-se antes de se afastar. O trajeto até o shopping transcorreu sem problemas. Quando entrei, senti uma confiança que nunca havia conhecido antes, como se aquele lugar me pertencesse. Um lugar que eu sempre admirara de longe… e agora eu entrava nele sabendo que poderia comprar praticamente tudo o que quisesse. Tudo isso graças ao meu marido… Lucas. Comecei a comprar tudo o que me agradava. Pela primeira vez, não ter que olhar para as etiquetas de preço me proporcionou uma sensação maravilhosa. Meu telefone, guardado na bolsa, tocou. Tirei-o e o levei ao ouvido. — Alô, Diana. Reconheci aquela voz imediatamente. Era David. Um arrepio percorreu meu corpo apesar de mim mesma. — Alô, David — respondi, sentindo as lágrimas subirem novamente aos meus olhos. Todas as lembranças daquele dia passaram pela minha mente. — Por que todo mundo está falando sobre seu casamento com o bilionário Lucas Bernard? Uma pontada de decepção tomou conta de mim. Pensei que ele estivesse ligando para me implorar por perdão, mas rapidamente percebi que o único motivo de sua ligação era ter descoberto sobre meu casamento. — Como você sabe? — perguntei, sentindo a raiva crescer dentro de mim. — Suas fotos e seus nomes estão aparecendo em todos os jornais e na internet — acrescentou ele. — Como você o conheceu? — O que isso tem a ver com você? — respondi, deixando minhas emoções assumirem o controle. — Eu só quero saber — disse ele em voz mais baixa. — Isso não é mais da sua conta desde que você partiu com Ophelia… Decidi seguir em frente e me casei com ele. Está com ciúmes? — murmurei. — Você me traiu e me abandonou, então nunca mais me ligue — gritei. Eu havia percebido os sinais quando apresentei Ophelia a David. Estávamos juntos, mas minha necessidade de ser amada me levou a fechar os olhos para tudo aquilo. Meu punho se fechou de raiva enquanto eu me certificava de deixar minha mensagem bem clara antes de desligar e bloquear definitivamente seu número. Eu me perguntei por que havia perdido meu tempo respondendo às suas perguntas. Eu me odiava por ainda sentir alguma coisa por aquele homem que havia me traído. Eu estava casada com um desconhecido e, embora nossas interações ainda fossem limitadas, ele já havia me tratado melhor do que David durante todos aqueles anos perdidos ao lado dele. Eu não tinha mais vontade de fazer compras. Então saí do shopping. O trajeto de volta para a mansão terminou rapidamente, e um dos funcionários me ajudou a carregar minhas sacolas. Entrei no meu quarto e fui diretamente para o banheiro para tomar um banho.Capítulo Vinte e NoveEle voltou para casa ansioso para me ver. Quando chegou, não conseguiu me encontrar.Ele olhou para o relógio e percebeu que já estava tarde. Era muito mais tarde do que o horário em que eu deveria ter voltado para casa.Ele pegou o celular para me ligar. Atendi no primeiro toque.—Onde você está? —perguntou ele.—Na casa de uma amiga —respondi.Ele pareceu insatisfeito do outro lado da ligação e desligou.Tentei ligar para ele novamente, mas Ashley me interrompeu.—Quem ligou? —perguntou ela.—Lucas… Preciso ir vê-lo.—Está bem —disse ela, olhando para mim.—Que assunto é tão urgente, Diana?Revirei os olhos. Não era apenas porque ele sentia minha falta e queria me ver o quanto antes.—Você precisa se acalmar, querida… Se apressar nunca é uma coisa boa.Assenti distraidamente. Minha mente já estava em outro lugar.Levantei-me e saí. Ashley veio comigo para que eu não precisasse me preocupar.Peguei o carro e voltei para casa, onde o encontrei esperando por mim.
Capítulo Vinte e OitoLucas chegou cedo. Annabel já estava trabalhando no projeto.Ele passou por ela, cumprimentando-a, e depois entrou em seu escritório.Ele se sentou e tentou se concentrar no trabalho, mas seus pensamentos voltaram para Diana.Droga… por mais que tentasse, não conseguia parar de pensar nela.Ele sorriu levemente ao perceber que ela se lembrava de cada pequeno detalhe sobre ele.E até mesmo do fato de que, recentemente, ela havia demonstrado interesse em sua vida amorosa.Enquanto ele ainda estava perdido em pensamentos, Annabel entrou. Ela desabotoou a camisa, deixando o peito à mostra.Os olhos de Lucas se arregalaram de surpresa ao vê-la aparecer daquela maneira e sorrir para ele.—Eu sei que você sentiu minha falta, Lucas —disse ela, sentando-se sobre a mesa.Lucas engoliu em seco com dificuldade.Ela começou a deslizar a mão sobre o peito dele e tentou desabotoar sua camisa, mas ele a impediu.—Não… eu não vou fazer isso.—Por quê… Lucas… você sabe que quer… p
Capítulo vinte e seteLucas voltou para casa tarde e entrou em seu quarto particular.Fiquei sozinha na sala, andando sem rumo, sem outra escolha a não ser começar a planejar a expansão da minha empresa, como ele havia me aconselhado.Assim que terminei, fui até seu quarto particular para informá-lo.Ao chegar, encontrei-o conversando com alguém.Virei-me e voltei lentamente para o meu quarto. Lágrimas escorriam pelas minhas bochechas.Apertei o plano de negócios contra o peito ao chegar ao meu quarto. Deitei-me na cama e acabei adormecendo.Na manhã seguinte, acordei e percebi que o plano de negócios não estava mais comigo.Ele estava colocado no centro da mesa.Levantei-me e o peguei. Enquanto o relia, ouvi passos.“Foi brilhante... quando você começa as operações?”, perguntou ele.“Muito em breve”, murmurei.Ele não disse mais nada e se virou para sair.Minhas palavras o fizeram parar.“Com quem você estava falando ontem?”, perguntei.“Foi uma reunião de negócios”, respondeu ele an
Capítulo vinte e seisMinha mente divagou para a maneira como ela agia, uma maneira que dizia mais do que as palavras poderiam descrever.O que realmente estava acontecendo era que ele não estava me contando tudo. Eu tinha o direito de saber.Saber, pelo menos uma vez, onde eu me encontrava. Saber o que ele pretendia fazer comigo quando eu não fosse mais útil para ele.Ele hesitou antes de falar.Senti minha garganta apertar.“Viu? Esse é exatamente o problema. Você se recusa a me deixar entrar.”“Estou tentando”, disse ele em voz baixa.“Tentar não é suficiente quando você continua fechando a porta para mim”, respondi.Lucas soltou um suspiro lento, seu olhar baixando para as mãos.“Não sei como explicar isso sem piorar as coisas”, admitiu ele.Soltei uma respiração trêmula.Então ele ergueu os olhos para mim, algo cru atravessando seu olhar — algo que eu nunca tinha visto antes.“Não é sobre ela”, disse ele suavemente.Meu peito apertou.“Então por que tenho a impressão de que é?”“
Capítulo vinte e cincoLucas não respondeu à minha pergunta. Ele simplesmente se virou e adormeceu. Eu estava fervendo de raiva sem saber o que fazer.Por que ele me tratava como se eu não significasse nada?Perdida em meus pensamentos, acabei adormecendo.Na manhã seguinte, acordei e percebi que ele já havia ido trabalhar. Suspirei profundamente, mil e um pensamentos passando pela minha mente.Eu não conseguia mais suportar aquilo e decidi aceitar o fato de que havia cometido um erro enorme.Peguei meu telefone para ligar para minha amiga de infância. Ela era a única pessoa que poderia me entender.Ela atendeu no primeiro toque.«Alô, Ashley…», disse com a voz quebrada, entre soluços contidos.«Alô, Diana… está tudo bem?», perguntou ela.«Não… cometi um erro», respondi.Ashley fez uma pausa antes de falar.«O que realmente aconteceu?»Contei tudo a ela enquanto ela ouvia calmamente.«Não consigo acreditar que David tenha feito isso com você… e por que você guardou tudo isso para si?»
Capítulo vinte e quatroAcordei no dia seguinte e o vi entrar no quarto com uma bandeja.Meus olhos se arregalaram de surpresa, minha mandíbula se abriu ligeiramente ao vê-lo fazer aquilo.«Espere… isso é para mim?», perguntei enquanto ele a colocava ao meu lado.«Sim», respondeu ele suavemente.Mas a maneira como seu olhar permaneceu sobre mim por uma fração de segundo a mais do que o necessário dizia algo completamente diferente.Engoli em seco, sem saber o que fazer com aquele olhar.Ele se endireitou, colocando as mãos nos bolsos como se precisasse se agarrar a alguma coisa.«Você deveria comer antes que esfrie.»Seu tom era calmo, mas havia uma distância… como se já tivesse decidido até onde estava disposto a ir.Ele me observou enquanto eu saboreava a refeição. Meu estômago começou a borbulhar.Então, simplesmente assim, ele se levantou e foi embora, com um sorriso congelado no rosto, preparando-se para ir trabalhar.Levantei-me da cama, mil e um pensamentos passando pela minha







