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Capítulo Vinte e Três

Autor: S.R.Silva
last update Fecha de publicación: 2026-10-12 10:41:11

Depois do café da manhã, João Pedro se despediu com um beijo no rosto e a promessa de me esperar para o nosso jantar. Assim que a porta se fechou, voltei para a varanda, levando comigo o maço de cigarros e a tranquilidade de uma manhã sem compromissos urgentes.

Acendi um cigarro e me apoiei no parapeito, observando o movimento da rua enquanto organizava mentalmente as tarefas que precisaria resolver naquela semana. A Aurea Design continuava exigindo bastante da minha atenção, principalmente com
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Último capítulo

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Oitenta e Cinco

    — Porque estou trabalhando, cuidando da minha vida e tentando aproveitar um pouco a minha liberdade. Isso não é suficiente?— É claro que é. Mas uma companhia também faz bem.Olhei para ela, surpresa com a resposta.— Desde quando a senhora virou especialista em relacionamentos?— Desde que percebi que minha neta está ficando velha e não me dá um bisneto!Levei a mão ao rosto, soltando uma gargalhada.— Vovó, eu ainda tenho uma vida inteira pela frente!— E eu tenho pressa, minha filha. Não quero morrer sem conhecer um bisneto.— Não começa com esse papo!A expressão dela suavizou, e minha avó apertou meus dedos.— Estou brincando, menina. Quero ver você feliz. Só isso.Aquelas palavras me fizeram sorrir de maneira mais tranquila. Sabia que Dona Romena não estava preocupada apenas com casamento ou com a ideia de aumentar a família. Como toda avó, desejava que eu encontrasse alguém que me tratasse bem, que estivesse ao meu lado e que não me fizesse esquecer o quanto eu era importante.

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Oitenta e Quatro

    Samyra AquilaDepois de uma manhã relativamente tranquila na empresa, decidi aproveitar a tarde para visitar minha avó. Fazia alguns dias que não aparecia por lá, e, embora conversássemos por telefone quase todos os dias, nada substituía um abraço de Dona Romena e suas reclamações sobre absolutamente tudo.Minha avó era uma mulher maravilhosa, mas tinha uma personalidade bastante peculiar. Gostava de ter razão, detestava ser contrariada e possuía uma capacidade impressionante de transformar situações simples em verdadeiros acontecimentos históricos. A cuidadora responsável por acompanhá-la já havia aprendido a lidar com suas manias, embora, de vez em quando, as duas protagonizassem discussões que me faziam questionar quem realmente precisava de mais paciência naquela casa.Assim que estacionei e entrei, ouvi vozes alteradas vindas da sala.— Eu já disse que não quero isso! Será que é tão difícil entender?Fechei os olhos por um instante e soltei um longo suspiro.Pronto. Nem precisava

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Oitenta e Três

    Samyra AquilaMinha amiga estava ali, olhando para mim com uma expressão de quem ainda não conseguia acreditar no que eu estava prestes a fazer mais uma vez.— Kim, não me olha assim. Você sabe que não tenho escolha.Kimberly me encarou, e tive a nítida impressão de que estava julgando até a minha alma. Conhecia aquela expressão. Era a mesma que ela fazia quando eu tomava uma decisão questionável e, mesmo assim, insistia em acreditar que estava fazendo a coisa certa.— Não tem escolha? É claro que tem, mulher! Acaba logo com isso, conta a verdade para o avô do Matthew e deixa que ele se vire para explicar essa palhaçada. O que não pode é você ficar à mercê dele. Ou será que está gostando?Amava Kimberly, de verdade, mas havia momentos em que as palavras dela acertavam de uma maneira inexplicável. Eram tão certeiras que simplesmente não sabia o que responder. Minha amiga tinha um talento especial para colocar diante dos meus olhos verdades que eu preferia ignorar.Desviei o olhar, tent

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Oitenta e Dois

    Olhei para os meus dedos e depois para ele. Um sorriso surgiu no meu rosto. — Soquei um filho da puta. Matthew ergueu as sobrancelhas. — Como é? — Você ouviu perfeitamente. Dei um soco em um sujeito que não sabia aceitar uma recusa. Infelizmente, minha mão acabou sofrendo as consequências da minha boa ação. Ele me encarou por alguns segundos, como se estivesse tentando decidir se eu estava brincando. — Você brigou com alguém? — Não, Matthew. Estava participando de uma competição de boxe clandestina. É claro que briguei! Ele passou a mão pelo rosto, soltando um suspiro. — Samyra... — O quê? Quer que eu faça um relatório detalhado? Posso pedir para Verônica preparar uma apresentação com fotos, se preferir. — Você continua impossível. — E você continua aparecendo na minha empresa sem avisar. Estamos quites. Matthew puxou uma das cadeiras diante da minha mesa e se sentou. Observei sua expressão mudar, ficando um pouco mais séria, e percebi que ele não havia atrave

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Oitenta e Um

    Samyra AquilaAcordei na manhã seguinte com a sensação de que havia sido atropelada por um caminhão. Minha cabeça estava pesada, minhas pernas reclamavam da noite anterior e minha mão direita parecia ter participado de uma luta de boxe profissional.Assim que me sentei na cama, olhei para os dedos inchados e soltei um suspiro.— Parabéns, Samyra. Uma noite de diversão e você conseguiu voltar para casa com a mão parecendo uma luva de beisebol.A lembrança dos dois idiotas na boate me fez revirar os olhos. Não me arrependia de ter acertado aquele soco, nem por um segundo, mas começava a considerar que talvez tivesse sido uma boa ideia pensar um pouco mais antes de fechar a mão com tanta força.Depois de tomar banho e me arrumar, fui para a empresa. Tinha algumas reuniões e documentos esperando por mim, e não pretendia deixar que uma noite desagradável atrapalhasse minha rotina.Assim que entrei na sala, minha assistente levantou os olhos do computador e sorriu.— Bom dia, Samyra! — Bom

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Oitenta

    Meu corpo ficou tenso antes mesmo de me virar. Os dois homens estavam no corredor, um de cada lado, com expressões que não tinham mais nada de divertidas. O sorriso convencido do primeiro havia se transformado em uma careta irritada.— Saiam da frente — ordenei, tentando passar por eles.Um dos homens se deslocou para bloquear o caminho, enquanto o outro se aproximou de Kimberly.— Calma, princesa. A gente só quer conversar com vocês.— Já dissemos que não queremos conversar — respondeu ela, recuando um passo. — Deixem a gente passar.— Vocês estão fazendo um drama desnecessário — retrucou o homem que me encarava. — Demos atenção, elogiamos vocês e recebemos patada em troca.Soltei uma risada curta, sem humor.— Atenção não solicitada não é presente. Agora, saiam da nossa frente.Tentei passar pelo espaço entre os dois, mas um deles agarrou meu braço. Puxei-o imediatamente, sentindo a raiva substituir o desconforto.— Tire a mão de mim!— Para de se fazer de difícil — rosnou ele, aper

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