INICIAR SESIÓNA parte mais difícil do inverno, era acordar. Ninguém merecia levantar da cama com o clima la fora querendo congelar cada gota de agua das nossas células.
Mas a droga do celular não parava de tocar. Rich girl da Gwen Stefani, continuava repetindo e, repetindo. Puxei a coberta, cobrindo até a cabeça na esperança de que o celular parasse de tocar, mas quem quer que estivesse ligando, era persistente. E só havia uma pessoa no mundo que adorava me incomodar em plena madrugada. — O que você quer? — Resmunguei finalmente atendendo o celular. — Não sabe que horas são não? — Agatha Nadja! Isso é jeito de atender sua mãe? — Mãe? Minha alma voltou tão rápido ao meu corpo quanto um trovão atinge a superfície terrestre. — Me desculpa. — murmurei escondendo o rosto na coberta. — Achei que fosse a Anne. Coisas para morrer antes de fazer, atender sem ver quem esta ligando. — Vai casar e a última a saber sou eu? — Mãe do que a senhora esta falando? — Desci da cama e calcei as minhas pantufas — Que casamento? Me espreguiçei, esticando os braços e cocei o pescoço. — O seu claro, de quem mais séria? — Mãe a senhora sabe que horas são? Abri a porta do banheiro e sentei-me na pia, não havia percebido que minha bexiga quase estava explodindo até aquele momento. — Você esta acordada, então as horas não importam. — Mãe... da para senhora ter mais um pouco de compaixão, sua filha precisa de descansar. — Vai descansar depois que me esclareceres sobre o seu noivado! — Mãe eu não sei do que a senhora esta falando. Me limpei e voltei pro quarto, para minha cama quentinha e confortável. — Não adianta esconder, filha ingrata. Lá vem. Dona Amanda e seus dramas. Se eu estivesse em casa, ela estaria puxando minha orelha por algo que eu nem se quer tenho noção. — Por que escondeu seu namoro de mim? — Pela última vez, eu não tenho nenhum namorado, muito menos um noivo. Irritada, movimentei o braço mal e acabei batendo na cabeceira. Soltei um urro de dor e soprei os dedos. Meus olhos focaram em algo brilhante. Comecei a juntar um mais um e, os pontos foram se conectando. — ALEXANDER VON HALTMAN! Todo o sono e cansaço desapareceu do meu corpo naquele exato instante. — Ele é um bom homem, não precisava esconder seu relacionamento. Eu não iria desaprovar. Espera ai ele o que? — Mãe de onde a senhora conheceu Alexander? Perguntei confusa, dessa vez me sentando para analisar melhor os factos. — Ele esteve aqui na Páscoa com o Nikolas, me apaixonei pelo garoto. Deu para ver que vocês se amam, e ele te ama. Meu coração pareceu subir pela garganta. Quem ama quem? Eu, amar Alexander? Tudo nele indica que ele é um maníaco. De homens psicopatas ja tive a minha dose nessa vida e não quero mais. — Mãe como você pode receber estranhos em casa, e se ele machucasse a senhora? Minha preocupação era genuína. Ate aquele momento, eu não havia percebido a gravidade da situação. — Conversamos por celular antes de ele vir para cá. O Alex me contou que você decidiu manter o relacionamento no sigilo por causa da faculdade, mas agora que você vai graduar vocês decidiram se casar. — Eu não... — Querida eu sei que parte do seu medo veio de mim. Eu te protegi demais... Meu medo não veio dela. Veio de não ter escutado o que ela dizia. Se eu tivesse escutado e, ficado longe de homens ricos não precisaria de tentar apagar o passado. Minha mãe sempre esteve certa. Eu que fui tola, ingénua, e achei ter encontrado o amor da minha vida, porem, aquele foi o maior erro de toda minha vida. — Mãe. — minha voz saiu arranhada e as lágrimas molharam minhas bochechas. — Não chore querida, eu gosto do Alex, e estou muito feliz por você ter encontrado alguém que realmente te ame de verdade, agora posso ficar mais relaxada. Você tem alguém para te proteger. Alguém para me proteger? Ugh... Quanto mais eu sofria, mais calada eu ficava. Se eu contasse à ela tudo que esta em meu coração, tudo o que aconteceu comigo nesses 4 anos, ela ficaria triste? Choraria? Se sentiria culpada? Eu não conheço Alexander. Eu não amo Alexander. Eu odeio Alexander. Eu quero matar Jefferson Hale. — Querida, falamos depois, preciso trabalhar. Beijos! — Beijos... Limpei as lágrimas e encarei o anel em meu dedo. Tentei puxar com toda força, mas foi em vão. Nada funcionava. Na noite passada tentei de tudo, menos cortar meu dedo. Não entendia qual era a finalidade do Alexander com tudo isso, mas eu não seria um peão em seu jogo. Tomei coragem para fazer o que eu não fiz quando estava com o Hale. — Adam... Desabei em choros. Não era só pelo Alexander. Era por tudo. Por todos aqueles anos. — Por que esta chorando? Conheci Adam por acaso e acabámos nos tornando bons amigos, foi algo instantâneo, ele era como um irmão que eu nunca tive. — Eu quero abrir um processo contra Alexander Von Haltman. — Falei firme. — Quero ele bem longe de mim. — Por que quer abrir um processo contra seu noivo? — Noivo? — aquela palavra tinha um gosto amargo. — Ele é um stalker. Quero mais que ele morra. — Chamar seu noivo de stalker está tudo bem. Não nego, eu realmente andei te observando. Agora desejar a minha morte... É feio, até para você, liebling. Meu corpo gelou e travou. — Alexander! Não era uma pergunta, era uma afirmação. Eu estava falando com Adam a segundos atrás. Afastei o celular do ouvido e olhei para o ecrã, o nome de Adam ainda estava visível. Será que estou tendo alucinações auditivas? — Adam? — Alexander, mein Liebe. — Vo-Você... O que você fez com o meu amigo? — Amigo? Não se preocupa, liebling, eu não fiz nada com o seu irmão. Até porque qualquer familiar seu é meu também, e ele está saindo com a minha irmã. Eu sabia que Adam estava saindo com alguém, uma garota Alemã. Mas nunca imaginária que essa garota fosse irmã do Alexander. — Fica longe dos meus amigos. Fica longe da minha mãe. Fica longe de mim! — Eu adorei a minha sogra. Ela é mais gentil que você, senhora Haltman. — Guarde esse título para alguma coitada burra que vá se apaixonar por você. — Se auto amaldiçoando, liebling? — Marque as minhas palavras, Alexander Haltman. Eu prefiro andar sobre brasas à me entregar para você! — Eu sou seu Agatha, tal como você ainda será minha. Cortei a ligação, me joguei na cama e fiquei olhando para o teto sem saber o que fazer. A notícia número um em todos os sites de fofoca era o meu suposto noivado com o empresário Alexander Haltman. E o pior nem era a notícia em si, mas a repercussão que ela havia causado. Era minha palavra contra a de Alexander Von Haltman e inúmeras magazines. Para o mundo, deixei de ser uma zé ninguém há noiva de um dos homens mais ricos do mundo. Uma notificação entrou me tirando dos devaneios. Era a confirmação de uma transação. Confirmado, você acabou de receber 1 000 000 Euros. Ironia do destino. Quando desejei ser rica, não foi assim que pedi.A manhã seguinte havia chegado muito mais cedo, ou talvez eu não tivesse dormido o suficiente a noite passada. Um, ninguém merece virar a noite escutando o que não deveria, me senti uma intrusa. Dois, a simples hipótese de que Hale possa estar de volta arrepiava até o último pelo do meu corpo.No período da manhã, peguei carona da Gabi ate a faculdade, dessa vez a supervisora havia finalmente aceite o meu trabalho e o mais importante era que a minha defesa estava marcada. Aquele era o último passo antes da minha graduação. Após sair da faculdade, passei em vários lugares na esperança de que pelo menos um fosse conseguir tirar aquela maldita aliança do meu dedo mas não é que nada funcionava.Cansada antes mesmo do meio dia, tive que ir para cafetaria, lascada, mas nunca faltando ao trabalho. Parte da minha vida depende daquele mísero salário. O sol sa mostrava sinais de estar se pondo quando a cafetaria começou a esvaziar, dessa vez não seria eu fechando, gracasa Deus. 15 minutos
— Eu preciso de um lugar para ficar!Adam encarou minha pequena mala e me olhou confuso. — Ficar? Ele coçou a cabeça e por um instante notei que seus olhos se voltaram para o interior e pareceram exitar. — Se você estiver ocupado posso arranjar outro lugar. Eu não estava mais me sentindo segura no meu pequeno cubico que estava caindo aos pedaços. Aos pedaços era exagero, mas não era lá grande coisa. Porem, desde que Alexander comentou que havia um homem sondando minha casa eu não conseguia mais descansar. E se ele estivesse de volta?— Entre por favor, não vou deixar minha irmãzinha desamparada. Ele deu espaço para que eu entrasse, segurei na alça da mala e fui entrando. A casa continuava quase a mesma, porem parecia que havia ganho um pouco mais de cor e nela estava impregnado uma nova fragrância. Doce e suave.— O que aconteceu? — Ele perguntou. Pela força do hábito me joguei no sofa co.o se aquela fosse minha casa. Mas ageitei a postura tão rapido quanto me joguei. —
Sabe aquela sensação de ter dormido mais do que o normal? Bem, essa era a sensação que eu estava tendo. Meu alarme deveria ter tocado horas atrás, pelo menos era o que deveria ter acontecido, a não ser que ainda fosse de madrugada, o que não era.Tateei pela cama em busca do celular até encontrá-lo. Ainda embebida pela sonolência, busquei pelas horas. — Puta merda!Meu corpo pulou na frente, porem minha alma ainda precisava de se conectar ao dia de hoje. Corri apressada pelo quarto ainda com o celular na mão. Não era suposto eu ter dormido tanto, eu deveria ter acordado duas horas atrás. A minha supervisora irá me matar!Após voltas sem rumo nem remos, sai correndo do quarto com o intuito de ir pro banheiro. Algo chamou minha atenção antes que eu alcancase alcansa-se a porta do banheiro. Recuei de costas e dei de cara com o Haltman e o seu filho, confinados no pequeno buraco que era a minha cozinha. O que ele estava fazendo aqui? Ah, lembrei. Mas por que a minha casa estava c
Me digam por que eu estava correndo? Acho que qualquer um na minha situação também correria. Quando acordei nessa manhã e me preparei para sair de casa, não imaginei que teria um nincho de paparazzis aguardando a minha descida. Vou ter que colar essa experiência como uma das piores na lista da minha vida. Segurei a bolsa com força, não so a alça, naquele momento era tudo ou nada. Preferia virar uma campeã de atletismo a ter que ser pega por um bando de lunáticos. Nem eu fui tão louca quando fui para a comicon e pude ver Jensen Ackles a vivo e a cores. E olha que eu surtei.Mas não fiquei importunando a vida do homem.— Agatha? Alguém chamou por mim, mas nem se quer me atrevi a olhar para trás. Vai que os paparazzis e fãs louca do Haltman me pegassem.— Garota, do que você está fugindo? Olhei pro lado e vi Harry, o namorado da minha melhor amiga me seguindo em sua moto. Acelerei os passos, porem travei quando meu cérebro processou quem ele era. — Está fugindo do quê?— Te expl
A parte mais difícil do inverno, era acordar. Ninguém merecia levantar da cama com o clima la fora querendo congelar cada gota de agua das nossas células. Mas a droga do celular não parava de tocar. Rich girl da Gwen Stefani, continuava repetindo e, repetindo. Puxei a coberta, cobrindo até a cabeça na esperança de que o celular parasse de tocar, mas quem quer que estivesse ligando, era persistente. E só havia uma pessoa no mundo que adorava me incomodar em plena madrugada. — O que você quer? — Resmunguei finalmente atendendo o celular. — Não sabe que horas são não? — Agatha Nadja! Isso é jeito de atender sua mãe? — Mãe? Minha alma voltou tão rápido ao meu corpo quanto um trovão atinge a superfície terrestre. — Me desculpa. — murmurei escondendo o rosto na coberta. — Achei que fosse a Anne. Coisas para morrer antes de fazer, atender sem ver quem esta ligando. — Vai casar e a última a saber sou eu? — Mãe do que a senhora esta falando? — Desci da cama e calcei as min
— Tenho dinheiro para que você possa gastar e desgastar. Se recomponha Agatha Nadja. Seu objetivo não é ser tentada por bens matérias. Mas meu sonho de ser rica..... — Senhor Haltman. — olhei para criança que estava entretida com um livro de sudoku. Em que momento ele conseguiu aquele livro? — Continuando. Eu quero esclarecer que entre nós não existe nenhuma relação. — Não diga palavras desanimadoras na frente do nosso filho. Nosso filho? Ugh quanta audácia. — Com todo devido respeito. — falei baixo tentando não chamar atenção do Nikolas. — Eu não te conheço. O homem de antes voltou com uma garrafa de vinho e serviu-nos. Alexander segurou na taça e balançou-a levemente. — Sabes por que pedi este vinho? — Tenho cara de quem tem uma bola de cristal? Murmurei revirando os olhos, ele pareceu não ouvir e, se ouviu, fingiu ignorância. — Fiore Eterno significa amor eterno, o amor que nunca sera efémero. Um amor digno de ser vivido. — Por que esta me contando isso?







