Share

Capítulo 02

Author: Reademi
last update publish date: 2026-08-02 23:37:50

— Tenho dinheiro para que você possa gastar e desgastar.

Se recomponha Agatha Nadja. Seu objetivo não é ser tentada por bens matérias.

Mas meu sonho de ser rica.....

— Senhor Haltman. — olhei para criança que estava entretida com um livro de sudoku.

Em que momento ele conseguiu aquele livro?

— Continuando. Eu quero esclarecer que entre nós não existe nenhuma relação.

— Não diga palavras desanimadoras na frente do nosso filho.

Nosso filho?

Ugh quanta audácia.

— Com todo devido respeito. — falei baixo tentando não chamar atenção do Nikolas. — Eu não te conheço.

O homem de antes voltou com uma garrafa de vinho e serviu-nos.

Alexander segurou na taça e balançou-a levemente.

— Sabes por que pedi este vinho?

— Tenho cara de quem tem uma bola de cristal?

Murmurei revirando os olhos, ele pareceu não ouvir e, se ouviu, fingiu ignorância.

— Fiore Eterno significa amor eterno, o amor que nunca sera efémero. Um amor digno de ser vivido.

— Por que esta me contando isso? Eu nem quero saber.

— São criadas somente 8 garrafas desde vinho á cada 5 anos. Ele é recente, mas é um dos melhores vinhos que já provei, o melhor que Dionísio já desenvolveu. O que o amor não faz.

Ele estava falando de Dionísio, o Deus grego dos vinhos ou o Dionísio que não conheço fabricante de vinhos?

— Cara onde você quer chegar com toda essa história?

— 21 de Setembro de 2021, aeroporto internacional de Botswana.

Essa data não me era estranha...

— Esse foi o dia que eu me mudei para estudar em Nova York.

— Esse foi o dia em que te conheci.

Essa história havia a muito deixado de ser um caso para os Winchester e, passado a ser um caso para o FBI.

— Eu não me lembro de você.

— Não precisa se lembrar.

Peguei na taça e virei toda de uma vez.

Onde eu havia me colocado?

Tudo culpa da tentação. Maldita tentação e o sonho de ser rica.

— Vamos jantar.

— Acho melhor eu ir.

Me levantei e peguei minha bolsa.

— Você pode ir, mas nenhum taxi passa por aqui.

Ele tinha razão, daqui para minha casa eram vários quilómetros, e a pé eu morreria de exaustão antes de alcançar metade da jornada.

Desisti da ideia e me sentei com um sorriso falso.

Enquanto esperávamos pela nossa comida, para ignorar seu olhar persistente me foquei completamente em seu filho e foi assim até o final do jantar.

Nikolas andava na frente saltitando e nós lado a lado em um silêncio constrangedor.

Quando chegamos ao lado de fora algo inusitado aconteceu.

Alexander de repente ajoelhousse em minha frente abriu uma caixinha veludo. Nela continha um anel encrustado de diamantes.

Quase cai para trás, porem ele segurou minha mão e antes que eu pudesse me afastar, ele já havia colocado o anel em meu dedo, e cabia perfeitamente até demais como se tivesse sido feito sob medida.

— Ficou maluco? — o empurrei.

— Coopera comigo, mein liebe.

Mein Liebe! Mein liebe.

Se ele estiver me insultando eu mato ele.

Vários flashes me cegaram, foi como ser acordada com uma bomba de fotons. Cobri meu rosto com a minha bolsa e senti alguém se agarrando a minha perna.

Alexander me cobriu e sem pensar duas vezes o abracei. Ele me protegeu até que eu estivesse segura dentro do carro.

Olhei pro banco de trás e vi que Nikolas estava junto de nós, respirei mais aliviada.

— Você está bem? — perguntou.

Acenei que sim e olhei pela janela e pude ver os seguranças contendo os paparazzis.

— O que foi isso?

— Anunciamento do nosso noivado.

— Sabes que mais... — respirei esgotada. — Somente me leva ate a cafetaria.

Depois desse dia caótico, uma boa noite de sono será um mimo.

— Hoje é ação de graça, será difícil encontrar um taxi disponível.

— Da para parar de dizer o óbvio, agradeceria! — revirei os olhos. — Eu não vou compartilhar meu endereço contigo.

Ele parece aquele tipo de homem que você se arrependerá de ter conhecido.

Um maníaco.

— Não tem nada que eu não saiba sobre você. — Ele sorriu de canto. — Seu aniversário, o nome de sua mãe, com o que ela trabalha, em quais turnos, sua conta bancária, seu numero de telefone. Adam, Anne e Harry, ate a Mariah.

Meu coração travou.

— Para o carro! — ordenei.

Nikolas que estava dormindo se moveu mas logo voltou a fechar os olhos.

— Eu mandei você parar o carro. — falei mais firme e com voz baixa.

— Eu não sou um estranho, sou seu noivo. — seu olhar caiu em meu dedo anelar.

Eu havia completamente esquecido desse pequeno grande detalhe.

— Alexander pare o carro se não...

— Se não o que, mein liebe? — Ele desacelerou. — Vai ligar para polícia?

— Eu vou, não estou blefando.

— E vai falar o que? Que seu noivo te sequestrou?

— Você é louco.

— Você não deveria dizer isso de seu noivo.

— Mamãe? — Nick chamou meio grogue.

— Volte a dormir querido, eu só estou conversando com seu pai. — falei.

Após longos minutos me sentindo sufocada, ele estacionou bem em frente ao meu prédio.

— Se você aparecer de novo em minha frente não responderei pelas minhas ações.

— Você fica linda quando esta brava.

— Babaca!

— Eu ouvi isso querida.

— Era para você ouvir mesmo.

Desci do carro e comecei a andar apressadamente até a portaria.

— Vai sem me dar um beijo querida?

A ultima coisa que fiz antes de entrar foi mandar o dedo do meio para ele.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • Agatha Minha Doce Obsessão    Capítulo 10

    A mão dele estava bem ali, ao meu alcance e eu sentia uma descarga eletrica incomum toda vez que olhava para ele.Por alguma razão supernatural eu queria tocar em sua mão, só tocar e ficar assim. Me remexi e lentamente aproximei minha mão da sua, estava quase, mas ele se virou para mim e rapidamente puxei meu braço de volta.— Está tudo bem? — perguntou. Estava tudo bem, não estava? Se estava, por que eu sentia como se meu coração fosse explodir toda vez que ele estava perto de mim? — Está sim. Por que não estaria? Está tudo perfeitamente, concretamente, absolutamente, inimaginavelmente bem!Ele sorriu mantendo seus olhos presos a estrada. Bati em seus ombros e o carro perdeu direção por alguns segundos. — Está tentando se matar e me levar junto no processo? — Quem está tentando se matar o quê! — falei alto demais, quase gritando. — Você que está rindo, do que esta rindo, tenho cara de palhaça? — Você fica fofa quando esta nervosa. — Ele apertou minha bochecha. — Senhorita todas

  • Agatha Minha Doce Obsessão    Capítulo 09

    Eram exatamente dez e quarenta e três da manhã quando meu nome foi anunciado. Lembro-me da hora porque, naquele instante, olhei para o relógio que tinha no pulso, como se precisasse de uma confirmação de que aquele momento era real, precisava de algo que me mantivisse vinculada a realidade. Quatro anos. Quatro anos inteiros da minha vida resumidos numa cerimónia, num diploma e no som de centenas de pessoas a aplaudirem dentro de um auditório.A felicidade era tão grande que não cabiam no meu simples corpo frágil e mortal, e com ela, não existiam palavras para expressá-la.— Senhorita Nadja. Meu nome. Era realmente o meu nome que eles estavam chamando.Por um segundo, não me mexi.Não porque não tivesse escutado, mas porque ouvir aquelas palavras em voz alta era diferente de imaginá-las durante as noites em que estudava até os olhos arderem, alimentada pela esperança desde dia.Doutora.Eu tinha conseguido. Sorri!Me levantei, alisei a beca preta sobre os joelhos e respirei fundo.

  • Agatha Minha Doce Obsessão    Capítulo 08

    — Vai se mudar pro apartamento que comprei para ti? Foi a primeira coisa que ele disse após longos minutos de silêncio. O sol já longo havia se deitado e lugar a noite, escura e melancólico, sem nem uma estrela ou se quer a lua para brilhar. A neve cobria maior parte de Nova York, a cidade não precisava de um céu estrelado ou uma lua naquele momento, ela brilhava por si só, luzes e decorações de natal espalhadas em todo canto, porém eu só notava o quão o céu parecia triste. Talvez por que eu estava!Olhei para o homem do outro lado do caro, ele parecia calmo, sereno. Aquela era a primeira vez que eu o via assim. — Por que me trouxe ao central park? Não que o lugar fosse ruim, o problema era eu. Eu não queria ter que enfrentar uma multidão, e nessa época do ano, o central park era um dos lugares mais lotados.— Só queria te animar.— Agradeço pelo esforço, mas eu só quero ir para casa!— Que casa? A do Adam?Ele tinha toda razão. Que casa?Eu não tinha uma casa nessa cidade, tinh

  • Agatha Minha Doce Obsessão    Capítulo 07

    A manhã seguinte havia chegado muito mais cedo, ou talvez eu não tivesse dormido o suficiente a noite passada. Um, ninguém merece virar a noite escutando o que não deveria, me senti uma intrusa. Dois, a simples hipótese de que Hale possa estar de volta arrepiava até o último pelo do meu corpo.No período da manhã, peguei carona da Gabi ate a faculdade, dessa vez a supervisora havia finalmente aceite o meu trabalho e o mais importante era que a minha defesa estava marcada. Aquele era o último passo antes da minha graduação. Após sair da faculdade, passei em vários lugares na esperança de que pelo menos um fosse conseguir tirar aquela maldita aliança do meu dedo mas não é que nada funcionava.Cansada antes mesmo do meio dia, tive que ir para cafetaria, lascada, mas nunca faltando ao trabalho. Parte da minha vida depende daquele mísero salário. O sol sa mostrava sinais de estar se pondo quando a cafetaria começou a esvaziar, dessa vez não seria eu fechando, gracasa Deus. 15 minutos

  • Agatha Minha Doce Obsessão    Capítulo 06

    — Eu preciso de um lugar para ficar!Adam encarou minha pequena mala e me olhou confuso. — Ficar? Ele coçou a cabeça e por um instante notei que seus olhos se voltaram para o interior e pareceram exitar. — Se você estiver ocupado posso arranjar outro lugar. Eu não estava mais me sentindo segura no meu pequeno cubico que estava caindo aos pedaços. Aos pedaços era exagero, mas não era lá grande coisa. Porem, desde que Alexander comentou que havia um homem sondando minha casa eu não conseguia mais descansar. E se ele estivesse de volta?— Entre por favor, não vou deixar minha irmãzinha desamparada. Ele deu espaço para que eu entrasse, segurei na alça da mala e fui entrando. A casa continuava quase a mesma, porem parecia que havia ganho um pouco mais de cor e nela estava impregnado uma nova fragrância. Doce e suave.— O que aconteceu? — Ele perguntou. Pela força do hábito me joguei no sofa co.o se aquela fosse minha casa. Mas ageitei a postura tão rapido quanto me joguei. —

  • Agatha Minha Doce Obsessão    Capítulo 05

    Sabe aquela sensação de ter dormido mais do que o normal? Bem, essa era a sensação que eu estava tendo. Meu alarme deveria ter tocado horas atrás, pelo menos era o que deveria ter acontecido, a não ser que ainda fosse de madrugada, o que não era.Tateei pela cama em busca do celular até encontrá-lo. Ainda embebida pela sonolência, busquei pelas horas. — Puta merda!Meu corpo pulou na frente, porem minha alma ainda precisava de se conectar ao dia de hoje. Corri apressada pelo quarto ainda com o celular na mão. Não era suposto eu ter dormido tanto, eu deveria ter acordado duas horas atrás. A minha supervisora irá me matar!Após voltas sem rumo nem remos, sai correndo do quarto com o intuito de ir pro banheiro. Algo chamou minha atenção antes que eu alcancase alcansa-se a porta do banheiro. Recuei de costas e dei de cara com o Haltman e o seu filho, confinados no pequeno buraco que era a minha cozinha. O que ele estava fazendo aqui? Ah, lembrei. Mas por que a minha casa estava c

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status