INICIAR SESIÓNSabe aquela sensação de ter dormido mais do que o normal?
Bem, essa era a sensação que eu estava tendo. Meu alarme deveria ter tocado horas atrás, pelo menos era o que deveria ter acontecido, a não ser que ainda fosse de madrugada, o que não era. Tateei pela cama em busca do celular até encontrá-lo. Ainda embebida pela sonolência, busquei pelas horas. — Puta merda! Meu corpo pulou na frente, porem minha alma ainda precisava de se conectar ao dia de hoje. Corri apressada pelo quarto ainda com o celular na mão. Não era suposto eu ter dormido tanto, eu deveria ter acordado duas horas atrás. A minha supervisora irá me matar! Após voltas sem rumo nem remos, sai correndo do quarto com o intuito de ir pro banheiro. Algo chamou minha atenção antes que eu alcancase alcansa-se a porta do banheiro. Recuei de costas e dei de cara com o Haltman e o seu filho, confinados no pequeno buraco que era a minha cozinha. O que ele estava fazendo aqui? Ah, lembrei. Mas por que a minha casa estava cheirando a queimado? — Mamãe. — Nikolas correu e abraçou minhas pernas. — Eu e o papai tentamos preparar um café da manhã gostoso para você, porém a gente não sabe cozinhar e acabou fazendo uma bagunça na sua cozinha, a senhora perdoa a gente? Fiquei sem reação, não só pelo abraço como também pela naturalidade que aquela criança agia comigo. Eu não era a mãe dele, mas sempre que eu tentava explicar aquilo para ele, as palavras se fechavam em minha garganta. — Se serve de consolo eu encomendei o café da manhã, está uma delícia! — Alexander disse. Ele deixou algo sobre a mesa que não dei a importância de perguntar o que era, depois ele caminhou ate mim, e beijou minha testa com carinho, como se aquilo fosse rotineiro. — Falo com você depois, agora eu não tenho tempo! Afastei Nikolas de mim e sem mais delongas me enfiei no banheiro, em menos de 10 minutos eu já estava de banho feito e voando pro quarto, nos outros 5 minutos eu já estava pronta. — Para onde você vai? — perguntou Alexander. — Tenho assuntos importantes por tratar nessa manhã, após terminar por aqui, limpe tudo e saía. O sorriso no rosto de seu filho foi morrendo aos poucos, o que me fez repensar, mas aquele não era meu problema, tinha coisas mais importantes com as quais me preocupar do que um homem sociopata e seu filho. — Papai, você prometeu que a mamãe iria gostar de mim. — sua voz saiu quebrada e carregada de decepção. Ele desceu da cadeira e correu até mim, dessa vez ele se segurou as minhas pernas desesperado, como se sua vida dependesse disso. — Nikolas eu preciso sair! — Não me abandona, por favor mamãe... Ele suplicou com as mãos juntas e os olhos cheios de lágrimas. Alexander se levantou e disse algo em alemão ao garoto, algo que eu não entendi. Mas, pelo jeito que o seu filho reagiu, deu a perceber que ele não estava de acordo. — Eu prometo ser uma criança melhor, eu prometo mamãe. Não me abandona. Eu estava mais que atrasada, contudo tentar fazer com que uma criança de 5 anos aja conscientemente era uma tarefa impossível. — Vem cá. — estendi os braços para ele. — Eu não vou te abandonar, prometo. — Promete? Assenti que sim. Mas a minha promessa seria igual a do pai natal, daria à ele uma alegria efémera. — Promessa de mindinho? Ainda bem que não estamos na França antiga, se não me mindinho estaria condenado. — Promessa de mindinho! — Venha se alimentar, você passou a noite inquieta, precisa de energia. — Eu? Passei a noite inquieta? — Deixa para lá. — Ele puxou uma cadeira e apontou — Mademoiselle... — Tenho que ir a faculdade, não posso faltar. — Falei com a sua supervisora, e o quadro de direção. Não precisa ir para a faculdade hoje. Ele fez o quê? Precisava realmente me sentar e assimilar aquela informação. Nem mesmo no meu pior, eu nunca faltei a uma aula, e hoje alguém estava me dizendo que eu poderia faltar? Gente rica é mesmo sem noção. Segurei na mão do Nick e o acompanhei de volta ao seu lugar. — E o que exatamente você disse? — Não tem nada que eu possa conseguir com o dinheiro, mas eu disse a eles que hoje não seria possível para você devido a gravidez. — Gravidez? — Eu vou ter uma irmãzinha? — Ou irmaozinho. — Alexander completou. — Agora sentesse, ficar com fome faz mal pro bebê. Ele gargalhou e quase quis pular em seu pescoço, arrancar sua cabeça e fazer uma bola de golfe. — Não tem quase nada que o dinheiro não possa realizar mein liebe. — Você é inacreditável. — Eu acredito em mim, acredito veemente que um dia serei seu. — precisamos conversar... — olhei pro Nikolas e continuei — a sós. — Depois que acabar, lembresse de lavar as mãos, se não a mamãe zanga! — disse ele pro filho. — Eu vou ser um bom garoto, assim a mamãe não ficará zangada e não irá embora nunca mais. Eh, a mamãe não irá. Não irá é uma ova. Eu desaparecerei. Alexander me acompanhou ate meu quarto, sempre na minha trás. — Se vai me dizer para desaparecer da sua vida, poupe o fôlego. — Você... — me virei tão rapidamente que nem notei o quão próximo ele estava de mim. Tudo aconteceu tão rápido, num segundo eu estava caindo, no outro segurando seu braço, de seguida o puxando junto para mim, meu corpo colidiu com o do colchão e o dele com o meu e, para completar com a cereja no topo do bolo nossos lábios se encostaram. Meu cérebro desligou, minha respiração se tornou pesada, o ar ficou ralo e escasso. Um arrepio percorreu pela minha espinha ate o limiar das minhas falanges. Era algo novo, um sentimento nunca esperienciado. Como diria meu grande e velho amigo Dracula "o zing". — Se quiser continuar conheço um hotel excelente. — Pervertido! O afastei tão rápido e me levantei ficando em pé. Alexander passou o polegar pelos lábios e seus lábios se curvaram em um sorriso idiota. Ele estava parecendo uma garota apaixonada. — Uhm, bem. — cortei o clima — Está na hora de colocar um fim definitivo nessa sua psicose. — Fim? — Ele se levantou e passou os dedos pelos cabelos. — Definitivo? Assenti. Alexander soltou uma risada nasal e se aproximou de mim lentamente, igual um predador. — Agatha. Agatha. Agatha! Recuei a cada passo dele até que minhas costas tocaram a parede. Ótimo, eu estava encurralada. — Desde o primeiro dia em que eu te vi, você passou a ser parte do meu mundo e eu do seu. — Você é louco! — Louco por você. — Acariciou minha bochecha com o polegar. — Louco ao ponto de te esperar por 4 longos anos, louco ao ponto de ser amigo de todos os teus amigos, louco ao ponto de te amar mais que a minha própria vida. — Isso não é amor Alexander. — Se não é amor, então não sei o que é. Porque tudo que eu mais anseio é você. Cada dia longe de você aranca um pedaço de mim, do nosso filho. — Ele não é... — Não diga que ele não é seu. Desde que ele nasceu, você tem sido a mãe dele, a única que ele reconhece. — O que você quer de mim Alexander? — Quero você, quero ser seu. A quem eu estava tentando enganar, eu havia perdido controle da situação a muito tempo, as coisas já haviam escalado, escalado tanto que eu estava ficando sem opções. Só me restava jogar o jogo dele. Se não pode contra eles, junta-te a eles. — Vamos começar do zero. — estendi minha mão. — Oi, sou a Agatha. — Prazer, Agatha. — Seu rosto se iluminou, ele segurou em minha mão e deixou um beijo nela. — Sou Alexander.A manhã seguinte havia chegado muito mais cedo, ou talvez eu não tivesse dormido o suficiente a noite passada. Um, ninguém merece virar a noite escutando o que não deveria, me senti uma intrusa. Dois, a simples hipótese de que Hale possa estar de volta arrepiava até o último pelo do meu corpo.No período da manhã, peguei carona da Gabi ate a faculdade, dessa vez a supervisora havia finalmente aceite o meu trabalho e o mais importante era que a minha defesa estava marcada. Aquele era o último passo antes da minha graduação. Após sair da faculdade, passei em vários lugares na esperança de que pelo menos um fosse conseguir tirar aquela maldita aliança do meu dedo mas não é que nada funcionava.Cansada antes mesmo do meio dia, tive que ir para cafetaria, lascada, mas nunca faltando ao trabalho. Parte da minha vida depende daquele mísero salário. O sol sa mostrava sinais de estar se pondo quando a cafetaria começou a esvaziar, dessa vez não seria eu fechando, gracasa Deus. 15 minutos
— Eu preciso de um lugar para ficar!Adam encarou minha pequena mala e me olhou confuso. — Ficar? Ele coçou a cabeça e por um instante notei que seus olhos se voltaram para o interior e pareceram exitar. — Se você estiver ocupado posso arranjar outro lugar. Eu não estava mais me sentindo segura no meu pequeno cubico que estava caindo aos pedaços. Aos pedaços era exagero, mas não era lá grande coisa. Porem, desde que Alexander comentou que havia um homem sondando minha casa eu não conseguia mais descansar. E se ele estivesse de volta?— Entre por favor, não vou deixar minha irmãzinha desamparada. Ele deu espaço para que eu entrasse, segurei na alça da mala e fui entrando. A casa continuava quase a mesma, porem parecia que havia ganho um pouco mais de cor e nela estava impregnado uma nova fragrância. Doce e suave.— O que aconteceu? — Ele perguntou. Pela força do hábito me joguei no sofa co.o se aquela fosse minha casa. Mas ageitei a postura tão rapido quanto me joguei. —
Sabe aquela sensação de ter dormido mais do que o normal? Bem, essa era a sensação que eu estava tendo. Meu alarme deveria ter tocado horas atrás, pelo menos era o que deveria ter acontecido, a não ser que ainda fosse de madrugada, o que não era.Tateei pela cama em busca do celular até encontrá-lo. Ainda embebida pela sonolência, busquei pelas horas. — Puta merda!Meu corpo pulou na frente, porem minha alma ainda precisava de se conectar ao dia de hoje. Corri apressada pelo quarto ainda com o celular na mão. Não era suposto eu ter dormido tanto, eu deveria ter acordado duas horas atrás. A minha supervisora irá me matar!Após voltas sem rumo nem remos, sai correndo do quarto com o intuito de ir pro banheiro. Algo chamou minha atenção antes que eu alcancase alcansa-se a porta do banheiro. Recuei de costas e dei de cara com o Haltman e o seu filho, confinados no pequeno buraco que era a minha cozinha. O que ele estava fazendo aqui? Ah, lembrei. Mas por que a minha casa estava c
Me digam por que eu estava correndo? Acho que qualquer um na minha situação também correria. Quando acordei nessa manhã e me preparei para sair de casa, não imaginei que teria um nincho de paparazzis aguardando a minha descida. Vou ter que colar essa experiência como uma das piores na lista da minha vida. Segurei a bolsa com força, não so a alça, naquele momento era tudo ou nada. Preferia virar uma campeã de atletismo a ter que ser pega por um bando de lunáticos. Nem eu fui tão louca quando fui para a comicon e pude ver Jensen Ackles a vivo e a cores. E olha que eu surtei.Mas não fiquei importunando a vida do homem.— Agatha? Alguém chamou por mim, mas nem se quer me atrevi a olhar para trás. Vai que os paparazzis e fãs louca do Haltman me pegassem.— Garota, do que você está fugindo? Olhei pro lado e vi Harry, o namorado da minha melhor amiga me seguindo em sua moto. Acelerei os passos, porem travei quando meu cérebro processou quem ele era. — Está fugindo do quê?— Te expl
A parte mais difícil do inverno, era acordar. Ninguém merecia levantar da cama com o clima la fora querendo congelar cada gota de agua das nossas células. Mas a droga do celular não parava de tocar. Rich girl da Gwen Stefani, continuava repetindo e, repetindo. Puxei a coberta, cobrindo até a cabeça na esperança de que o celular parasse de tocar, mas quem quer que estivesse ligando, era persistente. E só havia uma pessoa no mundo que adorava me incomodar em plena madrugada. — O que você quer? — Resmunguei finalmente atendendo o celular. — Não sabe que horas são não? — Agatha Nadja! Isso é jeito de atender sua mãe? — Mãe? Minha alma voltou tão rápido ao meu corpo quanto um trovão atinge a superfície terrestre. — Me desculpa. — murmurei escondendo o rosto na coberta. — Achei que fosse a Anne. Coisas para morrer antes de fazer, atender sem ver quem esta ligando. — Vai casar e a última a saber sou eu? — Mãe do que a senhora esta falando? — Desci da cama e calcei as min
— Tenho dinheiro para que você possa gastar e desgastar. Se recomponha Agatha Nadja. Seu objetivo não é ser tentada por bens matérias. Mas meu sonho de ser rica..... — Senhor Haltman. — olhei para criança que estava entretida com um livro de sudoku. Em que momento ele conseguiu aquele livro? — Continuando. Eu quero esclarecer que entre nós não existe nenhuma relação. — Não diga palavras desanimadoras na frente do nosso filho. Nosso filho? Ugh quanta audácia. — Com todo devido respeito. — falei baixo tentando não chamar atenção do Nikolas. — Eu não te conheço. O homem de antes voltou com uma garrafa de vinho e serviu-nos. Alexander segurou na taça e balançou-a levemente. — Sabes por que pedi este vinho? — Tenho cara de quem tem uma bola de cristal? Murmurei revirando os olhos, ele pareceu não ouvir e, se ouviu, fingiu ignorância. — Fiore Eterno significa amor eterno, o amor que nunca sera efémero. Um amor digno de ser vivido. — Por que esta me contando isso?







