MasukEra um filhote de gato minúsculo, todo encolhido, molhado da grama e tremendo de frio.Joyce girou a cadeira de rodas depressa, vindo até perto da porta com os olhos arregalados de surpresa.— Um gatinho! — exclamou ela, a voz saindo cheia de ternura.— De onde raios saiu esse bicho? — murmurei, coç
Ela desviou o rosto rapidamente, empurrando as rodas da cadeira um centímetro para trás para criar espaço entre nós.— Eduardo, para com isso... — pediu ela, com a voz embargada e nervosa. — Por favor, não brinca com uma coisa dessas. Nós dois não devíamos ficar fazendo isso.Dei um passo à frente,
Ela pegou o frasco de remédio e um pedaço de algodão, abrindo a tampa com as mãos um pouco trêmulas.— Não vai começar a chorar quando arder, ouviu bem? — provocou, tentando quebrar a tensão entre nós.Dei uma risada rouca, me inclinando na direção dela.— Vou tentar ser bem corajoso para não passar
Ela estava sentada na cadeira de rodas, com uma coberta macia cobrindo as pernas e um livro aberto no colo.Ao ouvir o barulho das minhas botas no chão, ela ergueu os olhos castanhos devagar. Quando me viu parado no meio da sala, a sua expressão se transformou em pura preocupação.— Eduardo? — cham
As duas me fuzilaram com os olhos por mais dois segundos e deram meia-volta, saindo batendo os pés e puxando a porta com raiva até ela estalar no batente.Quando a tranca finalmente fechou e o silêncio voltou a reinar no quarto, soltei um suspiro longo e pesado.Eu não fazia a menor ideia se tinha c
— Cala essa boca, sua ingrata! — gritou a tia Odete, dando mais dois passos para perto de mim e batendo a mão espalmada na madeira da minha mesinha. — Você esqueceu quem manda nessa história toda?! Se você abrir esse bico sujo para aquele policial sobre qualquer coisa, eu faço uma ligação agora mesm







