Masuk[ Joyce]O som da campainha da frente tocou.— Pode deixar que eu atendo, dona Clara! — avisei, indo em direção a porta.Girei a maçaneta da porta e a abri… me surpreendendo ao encontrar a Sra. Gomes na frente, com um sorriso meio tímido no rosto. Ela tinha sacolas nas mãos e então respirou fundo.
[Eduardo]A manhã mal tinha começado e eu já estava pronto, vestido com roupa comum, sentindo o curativo repuxar na lateral do corpo a cada vez que tentava puxar o ar com mais força.A porta do quarto abriu de repente. Era o Borges, comissário e delegado da capital, um parceiro antigo de operações
[Joyce]Ficar ali, apoiada na barra de ferro da cama com o corpo inteiro implorando por trégua, começou a cobrar o seu preço.Senti uma fisgada forte e aguda nas costas, seguida por um formigamento doloroso que desceu queimando pelas minhas pernas. A fraqueza acumulada dos últimos dias de desespero
— O senhor não pode se mexer! — Sai da frente... — rosnei, tentando afastar as mãos dela com o braço pesado. — Eu preciso sair daqui. — De jeito nenhum! O senhor acabou de sair de uma cirurgia delicadíssima! Se esses pontos abrirem, vai ter uma hemorragia interna grave! Deite agora! — Eu não dou
As horas seguintes se arrastaram como uma eternidade em câmera lenta, um verdadeiro suplício que parecia sugar todo o oxigênio da minha alma.Assim que a notícia se espalhou, o desespero tomou conta de todos nós. A Lorena passou mal ao receber o telefonema, com a pressão despencando por causa do su
A tarde caía devagar, pintando o céu de tons cinzentos e pesados. Eu estava na sala de estar, tentando me concentrar em um livro, mas as palavras pareciam apenas rabos de tinta sem sentido. O peito apertado não me dava sossego desde o momento em que o Eduardo havia entrado naquele carro rumo a São







