A Substituta

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last updateปรับปรุงล่าสุด : 2026-10-31
โดย:  Histoire อัปเดตเมื่อครู่นี้
ภาษา: Portuguese
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A Substituta No dia do seu casamento, a irmã gêmea dela desaparece. Para evitar um escândalo que arruinaria a família, Camélia é forçada a tomar o lugar dela diante do altar. Ninguém deve descobrir a verdade. Só que o seu novo marido parece já saber que ela não é a mulher que ele deveria ter desposado.

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บทที่ 1

Capítulo

Capítulo 1

Camélia

Seguro o véu entre os dedos e não respiro mais.

O tecido é de uma leveza impossível, musselina de seda bordada com minúsculas pérolas de nácar que captam a luz da manhã e a devolvem em reflexos trêmulos nas paredes da suíte. Minhas mãos não foram feitas para tocar algo tão precioso. Minhas mãos estão manchadas de tinta, de carvão, desses pigmentos que se incrustam sob as unhas e nunca saem por completo. Eu deveria estar verificando as flores, me certificando de que o champanhe está na temperatura certa, desaparecendo no cenário como sempre fiz. Mas Lilia me entregou o véu há dez minutos, dizendo que eu seria a guardiã oficial desse objeto sagrado até a cerimônia, e eu não soube dizer não.

Eu nunca sei dizer não à minha irmã.

A propriedade vinícola se estende atrás das janelas imensas da suíte, um oceano de vinhedos que ondula sob a brisa de junho, de um verde tão profundo que em alguns pontos parece quase negro. Os ciprestes montam guarda ao longo das alamedas de cascalho branco, retos e sombrios como sentinelas. O céu é daquele azul tenso que só se vê na Provença, um azul que esmaga tudo, que torna tudo belo demais, perfeito demais, esmagador demais. As fachadas de pedra dourada do castelo absorvem a luz e a restituem em calor suave, e as roseiras trepadeiras que correm ao longo dos muros estão em plena explosão, cascatas de rosas pálidas e rosas púrpuras que perfumam o ar até a vertigem.

Tudo é suntuoso. Tudo foi pensado para ser fotografado, admirado, invejado. É o casamento Deveraux / Saint-Clair, a aliança de duas dinastias, o evento social do ano. As revistas de celebridades já acampam diante dos portões. Os garçons de luvas brancas terminam de arrumar as mesas sob o grande toldo de vidro. O champanhe espera em baldes de prata, as orquestras afinam seus instrumentos, os floristas espeta as últimas rosas nas composições monumentais. E eu, seguro o véu, de pé num canto da suíte, invisível no meio de todo esse esplendor.

Lilia está diante do espelho de corpo inteiro, e está deslumbrante.

O vestido é uma criação sob medida, um vestido justo de renda antiga e cetim marfim que abraça seu corpo como uma segunda pele antes de se abrir numa cauda interminável, um rio de tecido que serpenteia pelo parquet encerado. O decote mergulha o suficiente para ser elegante, não o bastante para ser vulgar, e as mangas longas de renda transparente desenham seus braços como uma tatuagem de flores. Ela ainda não colocou o véu, e seus cabelos loiros, de um loiro de mel que eu nunca tive, caem em ondas suaves sobre seus ombros nus. Ela está maquiada com uma perfeição que apaga toda imperfeição, mas seus olhos brilham com um fulgor que a maquiagem não pode criar. Um fulgor que eu não conheço nela.

Ela está alegre demais. Ela está elétrica demais.

Conheço minha irmã desde sempre. Desde antes do nosso nascimento, desde aquele ventre compartilhado onde nossos corações batiam a alguns centímetros um do outro. Conheço cada nuance de sua voz, cada inflexão de seu riso, cada sombra que atravessa seu olhar. E esta manhã, há algo errado. Algo que vibra nela como uma corda esticada demais, uma frequência que ninguém mais percebe, mas que me perfura as têmporas. Ela ri alto demais das piadas da cabeleireira. Ela se move rápido demais, como se tivesse bebido café demais, como se quisesse esgotar o corpo para não ter de pensar. Ela não cruzou meu olhar uma única vez desde que entrei nesta sala.

— Camélia, me passa o véu.

Sua voz é clara, imperiosa, aquela que ela usa desde a infância para me dar ordens. Avanço, o tecido precioso entre as mãos, e o estendo a ela sem uma palavra. Nossos dedos se roçam. Os dela estão gelados. Em pleno mês de junho, neste quarto aquecido pelo sol que entra em torrentes, seus dedos estão gelados.

— Você está com frio? — pergunto baixinho.

Ela não responde. Fixa o véu, depois o espelho, depois seu reflexo no espelho. Seu rosto é uma máscara de perfeição que se fissura imperceptivelmente, um verniz de porcelana que racha nas bordas. Suas maçãs do rosto, rosadas demais sob a maquiagem. Suas pupilas, dilatadas demais apesar da claridade ofuscante que banha o quarto. Suas mãos que alisam o tecido do vestido num gesto nervoso, incessante, compulsivo.

— É o nervosismo — diz ela por fim. — O nervosismo normal de um dia de casamento.

Sua voz é aguda demais, rápida demais. As palavras se atropelam como se ela quisesse despachá-las antes que a traiam. Eu gostaria de acreditar nela. Gostaria de conseguir me convencer de que estou projetando, de que estou nervosa por ela, de que minha ansiedade crônica transforma uma alegria legítima em ameaça invisível. Mas conheço minha irmã. Lilia nunca tem nervosismo. Lilia entra numa sala como uma rainha sobe a um trono, com a certeza de que tudo lhe é devido. Lilia não treme. Lilia não olha para a janela a cada trinta segundos.

E eu, seguro o véu, e não digo nada, porque nunca soube dizer o que via.

A camareira se ocupa ao redor da cauda, ajustando as dobras, alisando as plumas invisíveis. A cabeleireira guarda seus pentes e frascos com gestos lentos e precisos. O relógio sobre a lareira conta os minutos com uma lentidão de tortura, seu tique-taque regular martelando o silêncio. O cheiro do perfume de Lilia enche o quarto, um perfume inebriante de tuberosa e baunilha, seu perfume de conquista, aquele que ela usa nos dias em que quer que o mundo inteiro se vire à sua passagem. É forte demais. Arde nos olhos. Esconde outra coisa, talvez, um cheiro de suor, de medo.

Fico ali, de pé, o véu entre as mãos, e olho para ela.

Ela gira pelo quarto como um felino em jaula. A cauda do vestido varre o parquet num farfalhar de seda, e seus pés descalços deixam marcas invisíveis na madeira encerada. Ela para diante da janela, põe uma mão no vidro, e seus dedos se abrem contra o vidro. Ela olha os vinhedos, as colinas, o céu azul demais.

Não sei que estou olhando para minha irmã pela última vez. Não sei nada. Sou Camélia. A gêmea da sombra. A que segura o véu, a que espera, a que ama em segredo um homem que nunca olhou para ela. Ninguém sabe. Ninguém jamais saberá que, sob meu silêncio, sob meu apagamento, sob meu sorriso tímido de irmã mais nova, existe esse segredo que me consome há dois anos.

Cassian.

Seu nome é uma queimadura no meu peito. Nunca o pronuncio. Nunca olho para ele. Mantenho sempre distância, na sombra de Lilia, na sombra do casal perfeito que eles formam, e escondo meu amor como se esconde uma doença vergonhosa. Ele nunca me viu. Ele nunca me verá. Em menos de uma hora, ele se casará com minha irmã, e eu estarei na plateia, sorrindo, aplaudindo, morrendo um pouco mais a cada instante.

Os sinos da capela ainda não tocam. O mundo continua girando, despreocupado, magnífico. E eu fico ali, no meio deste quarto belo demais, fixando as costas de minha irmã, que olha pela janela como se já procurasse um caminho para fugir.

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ความคิดเห็น

Marcia M
Marcia M
livro é bom, mas estão postando capítulos repetidos
2026-10-18 06:13:41
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