LOGINA Noiva Vendida do CEO Valentina Rossi tinha dois objetivos: formar-se em Arquitetura e manter a família longe do submundo. Mas quando uma dívida mortal ameaça destruir tudo, seus próprios pais cometem a maior das traições: entregam a filha como moeda de troca para Dante Vane, o CEO mais frio e implacável de New Haven. Dante não busca um romance; ele quer uma posse estratégica para vingar um crime do passado que quase destruiu sua linhagem. Para Valentina, ele é o monstro que comprou sua liberdade. Para Dante, ela é um troféu de vingança que recusa se curvar. Forçada a viver sob o mesmo teto e aturar as chantagens da elite e de uma ex-namorada psicótica, Valentina promete que ele terá seu corpo por contrato, mas jamais sua mente ou submissão. Presos em uma rotina de aparências, o ódio mútuo colide diariamente com uma atração física incontrolável e perigosa. Entre festas de gala e segredos sombrios da máfia, a linha entre o desprezo e o desejo se apaga no escuro do quarto. Em um jogo onde o sexo é usado como arma de controle e cada toque vira um vício avassalador, a maior reviravolta acontece quando o caçador descobre que se tornou refém da própria mulher que tentou destruir. Ela foi vendida por um preço. Ele pagará com a própria vida. Quer ajustar algum detalhe no tom ou no foco do conflito antes de começarmos o texto dos capítulos?
View MoreNarradora: Valentina Rossi
O som constante do salto alto contra o piso de mármore italiano do The Grand Vane Hotel era o único ritmo que mantinha minha cabeça no lugar. Eram quase duas da manhã. Minhas pernas queimavam depois de um turno duplo na recepção, mas eu não podia me dar ao luxo de reclamar. Cada hora extra acumulada naquele hotel de seis estrelas significava um tijolo a mais na minha mensalidade da faculdade de Arquitetura — e a garantia de que meu irmão caçula teria o que comer. Enquanto organizava os relatórios de check-in da madrugada, o display do meu celular sobre o balcão acendeu. Pai. Ignorei a primeira ligação. Na terceira tentativa consecutiva, o nó no meu estômago apertou. Meu pai não ligava a essa hora a menos que estivesse bêbado ou em apuros. Atendi, me escondendo atrás da coluna do saguão monumental. — Pai? Eu ainda estou no trabalho, não posso— — Valentina... — a voz dele veio trêmula, abafada pelo som de vento e respiração descontrolada. — Eles estiveram aqui. Os homens da cobrança. Eles deram até o amanhecer, filha. Se a gente não pagar... eles disseram que vão queimar a oficina com seu irmão dentro. Senti todo o sangue fugir do meu rosto. A temperatura do meu corpo despencou. — Do que você está falando?! — sussurrei com raiva e desespero, agarrando o balcão. — Quanto você deve dessa vez, Marco? — Oitocentos mil... no total, com os juros da máfia, bateu um milhão. Valentina, me ajuda, por favor! Um milhão de dólares. Uma quantia absurda, mortal, impossível para um dono de oficina falida na periferia de New Haven. Cortei a ligação antes que eu começasse a gritar ali mesmo. Entreguei o crachá na recepção sob o olhar curioso do supervisor e saí para a noite fria da metrópole. Meu coração batia tão forte contra as costelas que parecia prestes a explodir. Peguei o primeiro táxi. O trajeto até o nosso bairro parecia durar uma eternidade. Conforme o carro se aproximava da nossa rua decadente, o reflexo de luzes vermelhas e azuis piscando contra as janelas das casas acendeu todos os meus alarmes. Havia duas viaturas da polícia estacionadas na porta da minha casa. Saltei do táxi antes mesmo que ele parasse completamente, correndo pela calçada esburacada. A fita amarela de isolamento balançava com o vento frio. — Senhorita, você não pode passar! — um policial tentou me barrar no portão. — É a minha casa! — empurrei o braço dele com toda a força que me restava. — Me deixa passar! Incursei pela porta da frente. A sala estava completamente revirada. Porta-retratos quebrados no chão, móveis destruídos, marcas de botas sujas no tapete velho. Minha mãe chorava convulsivamente no sofá, amparada por um policial, enquanto meu pai encarava o nada com o rosto pálido e as mãos trêmulas. — Mãe! Pai! O que aconteceu aqui?! — gritei, olhando ao redor em pânico, procurando a única pessoa que importava. — Onde está o Leo?! Onde está o meu irmão?! Minha mãe ergueu os olhos vermelhos para mim, a voz sumindo em um solluço esganiçado: — Eles levaram ele, Valentina... Eles disseram que só devolvem o Leo quando a dívida da família Vane for paga. O ar sumiu dos meus pulmões. O nome ecoou na minha mente como um golpe fatal. Vane. O mesmo nome estampado em letras de ouro no hotel onde eu acabara de dobrar o turno. Eu não sabia como, mas a minha família tinha acabado de ser vendida para o pior tipo de monstro de New Haven.Fogo na Tempestade parte 2:Olha para mim — Dante ordenou, a voz grave tremendo de desejo represado enquanto desfazia o cinto da sua calça com impaciência.Ergui os olhos, encontrando a tempestade cinzenta do olhar dele. Não havia ternura. Havia uma fome primitiva, um incêndio alimentado por semanas de jogos de poder e atração proibida.Ele não usou preliminares doces. Dante se alinhou e me invadiu de uma só vez, preenchendo-me por completo com uma estocada funda e impiedosa.Um grito agudo arranhou a minha garganta. Apertei os ombros dele com toda a minha força, sentindo a dor inicial ser consumida quase instantaneamente por um calor avassalador que me fez arquear as costas. O impacto do seu corpo contra o meu fazia a bancada de granito ranger.— Você é minha, Valentina... — ele rosnou no meu ouvido, impondo um ritmo ritmo pesado, rápido e dominador. Cada estocada dele parecia marcar a minha carne por dentro, exigindo uma submissão que eu lutava para não entregar, mas que meu corpo a
Narradora: Valentina Rossi A porta da cobertura do The Grand Vane Hotel se fechou atrás de nós com um clique pesado e definitivo. O som ecoou pelo amplo espaço de luxo como uma sentença de prisão. Ali, no ponto mais alto de New Haven, a festa tinha acabado. O teatro das aparências tinha chegado ao fim. Tirei os saltos com violência, jogando-os de qualquer jeito no piso de mármore, e caminhei a passos largos em direção ao banheiro da suíte master. — Valentina — a voz de Dante veio gélida, cortando o silêncio do ambiente enquanto ele tirava a jaqueta do terno e desfazia o nó da gravata. — Aonde você pensa que vai? Não respondi. Entrei no banheiro espaçoso, bati a porta pesada de madeira e rodei a chave na fechadura. O clique do trincilho foi meu único alívio temporário. Minhas mãos tremiam incontrolavelmente. Olhei ao redor em pânico até que meus olhos pousaram sobre a bancada de granito. Ao lado da pia, havia um estojo de barbear elegante. Sem pensar duas vezes, abri a caixa e
Narradora: Valentina RossiO salão de festas do The Grand Vane Hotel estava irreconhecível. Lustres de cristal gigantescos iluminavam centenas de convidados vestidos em trajes de gala, enquanto garçons serviam champanhe francês em taças reluzentes. Tudo ali exalava um luxo obsceno — o mesmo luxo que, até semanas atrás, eu limpava até as madrugadas para pagar as minhas contas.A ironia era um golpe amargo. A antiga funcionária da recepção agora ostentava a aliança de ouro branco mais cara da noite.— Sorria, Valentina — a voz de Dante ressoou ao pé da minha orelha, grave e imperiosa.Sua mão envolveu a curva da minha cintura com uma firmeza possessiva, nos mantendo colados enquanto flashes de fotógrafos da imprensa social disparavam na nossa direção. Ele exibia um sorriso impecável e calculado para as câmeras, a imagem perfeita do noivo apaixonado e poderoso.— A minha mandíbula está doendo de tanto fingir — murmurei entre os dentes, mantendo um sorriso falso congelado no rosto enquant
Narradora: Valentina RossiAs portas duplas de carvalho maciço da Catedral de San Marcos pareciam a entrada para o meu próprio funeral. O som do órgão de tubos ecoou pelo espaço monumental, dando início à marcha nupcial.Três semanas se passaram como um sopro gelado. Três semanas em que fui moldada, vestida e exibida para a imprensa como a noiva perfeita. O vestido de noiva em meus ombros — uma peça sob medida de alta-costura cravejada de minúsculos cristais — pesava toneladas. O véu de renda cobria meu rosto como uma mortalha, escondendo a palidez da minha pele e o vazio nos meus olhos.Meu pai não estava ao meu lado para me conduzir pelo corredor. Eu mesma havia proibido a presença dele e da minha mãe na cerimônia; preferia caminhar sozinha a ser empurrada ao altar pelo homem que negociara minha vida por duzentos mil dólares.Apertei o buquê de orquídeas brancas até os nós dos meus dedos ficarem brancos e dei o primeiro passo sobre o tapete aveludado.Os sussurros da elite de New Ha












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