LOGINO relógio da parede marcou exatamente vinte e uma horas. O escritório da delegacia estava mergulhado em uma penumbra silenciosa, iluminado apenas pela luz azulada da tela do computador e pelo reflexo da lua cheia na janela.O meu celular vibrou em cima da pilha de relatórios. Olhei para o visor e v
Abaixei os olhos para o interior da caixa. Em cima de um plástico rasgado, estava um peixe morto, com os olhos brancos e saltados, exalando um odor horrível de decomposição. Preso por um alfinete enferrujado na escama do animal, havia um bilhete de papel manchado.Puxei o bilhete com nojo e li em
O sol da madrugada ainda não tinha dado as caras quando atravessei as portas de vidro da delegacia com o maxilar trancado de raiva. O pátio operacional estava em polvorosa. Vários agentes corriam com pastas debaixo do braço, rádios chiavam alto nos corredores e o clima geral era de guerra declarad
Dois carros pretos sem placa tinham me fechado na curva. Os marginais atiravam sem parar contra a minha caminhonete. Sorte que a blindagem especial do veículo aguentou o primeiro impacto das balas pesadas.Girei o volante com violência, jogando a caminhonete para cima do sedã da esquerda. O barulh
Ele desligou a ligação com um movimento, com os dedos trêmulos apertando o aparelho contra a palma da mão.Eduardo se virou para mim, com o peito subindo e descendo descompassado, dividido entre o desespero da notícia e a culpa de ter que correr para socorrer a ex-mulher que acabou de sofrer um acid
Carol assentiu com a cabeça, abrindo um sorriso largo em meio às lágrimas.— Vamos, Carol querida? Preciso passar na farmácia.— Já vou, tia!Ela veio correndo me dar um último abraço apertado.— Não esquece de me ligar todo dia à noite, Joyce!— Pode deixar que eu ligo sim! Vai com Deus, meu amor.







