LOGINCAPÍTULO 118Prefiro não falarDeise— Tenho certeza de que isso é uma emboscada para o Wesley. Eu não consigo acreditar que minha mãe aceitou o tio Hugo me envolver em uma emboscada. Se eu souber que Fernando está mentindo para mim, ele vai pagar caro. Consegui convencer Fernando a tirar o Paulo disso. Se Nic souber que Paulo está envolvido nessa sujeira toda, ela não o perdoará, nem eu acho que conseguirei perdoar eles, dera Nic. Nunca imaginei ser envolvida em uma sujeira dessas. Pior, estou como cúmplice de um foragido. Vou ter que descobrir o que está acontecendo o mais rápido possível. Tenho que arrumar uma forma de salvar Wesley, proteger Nic e sair viva disso. Vou ter que agir como se não soubesse de nada. Fernando, minha mãe e tio Hugo, me aguardem, isso vai ter volta.— Amanhã eu levarei Nic e Deise para comprar roupas. Passe todos os seus números para Nic, eu comprarei como se fosse para mim. Guarde esse dinheiro, é para o caso de uma emergência. Vou comprar um carro zero p
CAPÍTULO 117Ele não confiaFernando— Vocês ficaram malucas? Duas princesinhas da alta sociedade servindo churrasco no aniversário? Melhor fazermos a festa em uma chácara e chamar uns cantores sertanejos para animar a festa.Deise, eu aceito me casar com você em uma pizzaria, agora o nosso casamento tem que ser uma festa inesquecível, mas eu escolho os pratos que vão ser servidos. Se deixar você escolher, é capaz de servir baião de dois e feijão tropeiro.Todos começam a rir.— Fernando, para de ser exagerado, seria ótimo fazer um casamento caipira.— Ficou maluca? Nem invente. Você estará linda vestida de branco, com seu avô Joel te levando para me entregar no altar. Será uma festa inesquecível!— Tudo bem, Fernando, vamos realizar o seu sonho de noiva.— Você não tem um sonho de se casar e ter uma festa linda, com várias madrinhas e damas de honra?— Fernando, se o noivo for você, eu nem preciso de festa. Um jantar para a nossa família e amigos é suficiente. Eu te amo!A simplicida
CAPÍTULO 116Prefiro não falar sobre issoFernandoNic conversou com Wesley, ela não quis contar o que aconteceu, estamos todos em alerta. Ela pediu para nós continuarmos trabalhando e vivendo como se nada tivesse acontecido. Nic está aprontando. Como viver como se nada tivesse acontecido com ela correndo perigo?— Estamos todos na minha sala. Carlos, volta da escola.— Nic está bem. Ela e Wesley conversaram, eu e Deise escutamos toda a conversa. Nic colocou o telefone no viva-voz. Ela contou para ele que viveu um inferno depois que ele foi preso, que os caras do morro pegaram ela, bateram, deram choques e colocaram uma arma na cabeça dela. Se tia Eliana não invadisse o barraco, ela teria morrido, e por isso ela tem medo. Ela também falou que os caras colocaram uma arma na cabeça da tia Eliana e a bala não saiu. Que o gerente do morro conversou com tia Eliana e acabou dando outra chance para as duas. Ela falou para ele confiar nela, que a história é grande, mas que ela vai explicar tu
CAPÍTULO 115Ele não confia em ninguémFernandoPassamos o final de semana no Espírito Santo, posso dizer que foi a melhor viagem da minha vida e tudo porque Deise estava comigo. A minha menina me surpreendeu mais uma vez. Quando chegamos no apartamento dela, fiquei encantado, é enorme, lindo, um dúplex. Moraria lá sem problema nenhum. Enquanto meu pai e tia Eliana faziam o jantar, Deise nos mostrou o apartamento. Nic ficou surpresa de como o apartamento era parecido com a casa de Deise em São Paulo. Isso me deixou triste, eu não conheci a casa e por minha culpa minha Marrentinha a perdeu. Deise explicou para nós que seus pais usaram a mesma planta do apartamento para fazer a casa, eles contrataram uma arquiteta que fez as alterações. A casa dela deveria ser linda porque esse apartamento é perfeito. Como eu queria voltar no tempo e corrigir as burradas que fiz, mas infelizmente não é possível. Tia Eliana chamou nós para jantarmos, estava tudo uma delícia. Ela e meu pai cozinham muito
CAPÍTULO 114O fim de semana passouDeise— Deise, meu amor, por que você mudou de ideia e resolveu conversar comigo?— Eu passei a noite chorando, eu não queria te perder. Aí me lembrei que muitas vezes meu pai estava nervoso, estressado, e minha mãe o acalmava e sempre ia ajudar ele. Uma vez ele quebrou um copo na mão, minha mãe se aproximou, abraçou ele e disse que iria colocar um desenho para eu e Pedro assistirmos e que iria ajudar ele no escritório. Meu pai beijou ela e foi em direção ao escritório. Minha mãe colocou o desenho para nós e disse que meu pai estava nervoso com o trabalho e ela iria ajudar ele a se acalmar. Ela nos deu algumas coisas para comer e ficamos assistindo.Ela entrou no escritório e ficou lá dentro com meu pai umas duas horas. Quando saíram, ela falou que ia tomar banho e voltava para fazer o jantar. Meu pai disse para ela tomar banho de banheira e relaxar, que ele ia comprar pizza. Eu perguntei se ele tinha conseguido resolver o problema da empresa e ele
CAPÍTULO 113Me desculpe, eu sei que fui infantilFernandoLigo para o Fernando.— Alô... Fernando, você está ocupado? Precisamos conversar.— Princesa, para você eu nunca estou ocupado. Estou terminando de assinar uns documentos, daqui a pouco chego aí.Termino de ler os documentos e assino, deixo na minha mesa e aviso Aline que não volto mais hoje.— Boa tarde, tia Eliana, a senhora não foi para a empresa hoje?— Boa tarde, Fernando. Eu não podia deixar Deise sozinha, ela chorou muito depois que vocês brigaram.— Fernando, tenho certeza de que essa briga não foi por causa da TPM. Deise não é assim, ela tem crises de humor, mas ela nunca desconta em ninguém. A maioria das vezes ela fica quieta ou toma um remédio e vai dormir. Como te falei, é só não provocar ela, e também é só nos primeiros dias; nos outros, ela fica bem.— Filho, tente se lembrar se você fez alguma coisa que possa deixar Deise insegura.— Papai, eu vou conversar com ela agora. Se tiver alguma coisa, vamos resolver.







