تسجيل الدخولAmanda reconheceu Ernani em uma das mesas mais à frente. Assim que seus olhares se encontraram, ele fez um discreto aceno com a cabeça. Gabriel percebeu o gesto e, sob a mesa, pousou a mão sobre a dela. — Ele acenou para você. Foi da época em que você trabalhava no hotel? — perguntou, num tom tranquilo, embora a curiosidade estivesse evidente. Amanda apertou levemente os dedos dele. — Sim. Ana Bela pediu que ele viesse hoje. Depois do almoço, fui com ela conversar com ele. A lembrança daquele encontro ainda estava fresca em sua memória. Pouco depois, Ernani se aproximou. Com elegância, cumprimentou Amanda com um beijo respeitoso na mão. — Obrigado por ter me ouvido naquele momento tão difícil da minha vida — disse ele, com sinceridade. — Não precisa agradecer. Fico feliz que esteja aqui — respondeu Amanda. Ana Bela, ao lado dos dois, logo começou a falar sobre o café servido no evento e sobre as crianças atendidas pela fundação. Explicou que a presença de Ernani po
Na tarde seguinte, Enzo foi até o presídio acompanhado de um advogado. O ambiente era frio e silencioso, interrompido apenas pelo som metálico dos portões se abrindo e fechando e pelo eco dos passos dos agentes no corredor de concreto. Quando Aida entrou na sala de visitas, usando o uniforme da prisão, seus olhos cansados se iluminaram ao vê-lo. — Não acredito... Você voltou... e ainda trouxe um advogado. — disse, aproximando-se rapidamente. Por impulso, ela o abraçou. — Senhora, afaste-se. Sem contato físico. — advertiu um policial, em tom firme. Aida soltou Enzo e deu um passo para trás, abaixando a cabeça. — Eu não podia deixar você passar por isso sozinha. — respondeu Enzo, olhando-a com preocupação. O advogado pediu alguns minutos para conversar apenas com ela. Enzo concordou e saiu da sala. Assim que ficaram a sós, o advogado abriu uma pasta repleta de documentos. — Já analisei o seu caso com base nas informações que o Enzo me passou. Existe uma estratégia de defesa que
Ana Bela foi visitar Amanda naquela tarde de sexta-feira. O céu estava claro, e uma brisa suave entrava pelas janelas do apartamento, espalhando o aroma acolhedor de café recém-passado. Assim que a campainha tocou, Amanda correu para abrir a porta. — Finalmente veio me visitar no meu apartamento! — disse ela com um sorriso radiante, envolvendo a amiga em um abraço caloroso. — É verdade. Estava lhe devendo essa visita. E também queria lhe contar uma coisa antes que você descubra por alguma revista de fofocas. — respondeu Ana Bela, retribuindo o abraço. Amanda arqueou uma sobrancelha, curiosa. — Agora você me deixou intrigada. O que aconteceu? Ao entrar, Ana Bela sentiu o ambiente aconchegante. Sobre a bancada da cozinha havia uma cesta com pães ainda mornos, e o cheiro do café fresco tornava tudo ainda mais convidativo. — Primeiro venha tomar café comigo. Sente-se aqui. — convidou Amanda, puxando uma das cadeiras da bancada. Ana Bela sentou-se enquanto Amanda servia duas xícara
Naquela manhã, Amanda chegou à empresa mais cedo do que o habitual. A luz suave do sol atravessava as janelas de vidro do edifício, iluminando as mesas ainda silenciosas. Em suas mãos estava uma pasta organizada com todo o material que havia reunido nos últimos dias. Ao seu lado, Andrea observava os documentos espalhados sobre a mesa da sala de reuniões. — Como você conseguiu descobrir tudo isso? — perguntou, impressionada. Amanda fechou a pasta e respirou fundo. — Com a ajuda de um antigo amigo da escola. Hoje ela vai responder por tudo o que fez. Um sorriso satisfeito surgiu em seus lábios. Andrea balançou a cabeça em admiração. — Eu sabia que você não deixaria isso passar. Amanda sorriu, mas sua atenção foi desviada para Gabriel, que cruzava o corredor do outro lado do vidro. Por um instante, seu coração apertou. — "A única coisa que ainda me incomoda é o jeito estranho dele nos últimos dias..." — pensou. — "Tentei explicar que Jonas estava me ajudando na investigação, m
Alguns dias depois do casamento, Rubens decidiu visitar Otávio. A tarde estava agradável. O céu azul era cortado por algumas nuvens brancas, e uma brisa suave balançava as copas das árvores da praça próxima ao condomínio. Depois de tomarem um café rápido, os dois resolveram caminhar pelas alamedas arborizadas do bairro. Por alguns minutos, conversaram sobre trabalho e assuntos triviais. Mas Rubens parecia distraído. As mãos estavam nos bolsos e seu olhar permanecia perdido à frente. Otávio percebeu. — Como está a Cristina? — perguntou. — Fiquei assustado quando a vi passando mal na igreja. Rubens soltou um longo suspiro. — É justamente sobre isso que eu queria falar. Otávio arqueou uma sobrancelha. — Hum... — Eu não queria filhos. — Rubens passou a mão pelos cabelos. — Para ser sincero, essa ideia nunca passou pela minha cabeça. E agora a Cristina está grávida. Otávio permaneceu em silêncio por alguns segundos. — Ah. — "Ah?" É só isso que tem para dizer? Otávio deu um
Tudo estava pronto para a cerimônia. A igreja parecia saída de um sonho. Arranjos de lírios brancos adornavam o corredor central, espalhando um perfume suave pelo ambiente. Centenas de pequenas velas iluminavam discretamente o altar, enquanto a luz colorida dos vitrais desenhava reflexos sobre os bancos ocupados pelos convidados. No altar, Rubens aguardava. Vestido com um elegante terno escuro, mantinha as mãos unidas à frente do corpo, tentando esconder o nervosismo. O coração batia forte dentro do peito. Ao seu lado, o padre organizava os últimos detalhes da cerimônia. Josefa ocupava um dos primeiros lugares. Ao observar a igreja lotada e o altar decorado, uma lágrima silenciosa escorreu por seu rosto. A marcha nupcial começou. Todos se levantaram. Cristina surgiu na entrada da igreja. Por um instante, o mundo pareceu parar. O vestido branco caía com elegância sobre seu corpo, o véu delicado acompanhava seus passos e a coroa brilhava suavemente sob a luz dos lustres. Enqu







