Mag-log inMas Giovanna já tinha marcado com Daniel para as dez da manhã daquele dia. Ele confirmou tudo direitinho, e, antes de sair de casa, ela ainda fez questão de mandar mensagem lembrando.Só que Daniel simplesmente não deu sinal nenhum.— Ah, ele já levantou.Ayla assentiu e logo os recebeu, levando todos para dentro.— O Daniel está se arrumando. Já vem.Ela falou com um leve embaraço e, em seguida, voltou o olhar para os dois que estavam ao lado de Giovanna.— Vó, e eles são...?— Vou te apresentar. Este aqui é um grande amigo meu, o Dr. Eden, diretor do Instituto Internacional de Estudos em Psicologia. Hoje ele também leciona na Academia Médica de Eldoria e trabalha como consultor em psicologia clínica em alguns hospitais.— E esta moça é a assistente dele, além de aluna.Bastou ouvir a apresentação para Ayla entender tudo.Daniel já tinha comentado com ela que começaria um acompanhamento psicológico.Só que, quando disse isso, Ayla percebeu bem a expressão que passou pelo rosto dele. U
— Já está tarde. Estou com sono, vou voltar.Depois de hesitar por alguns segundos, Rebeca se levantou e foi embora. Por mais que Bruno a chamasse, ela não olhou para trás....No começo da manhã seguinte, Ayla mal tinha acabado de despertar quando percebeu Daniel olhando para ela.— Por que acordou tão cedo? Não quer dormir mais um pouco?— Não consigo.A voz de Daniel saiu baixa. Apoiado no cotovelo ao lado dela, ele deixava os cabelos soltos de Ayla roçarem em seu braço, num contato que fazia cócegas leves.Ayla abriu mais os olhos, sem entender, e ficou olhando para ele, esperando que continuasse.— Quando eu penso que faltam só quatro dias para você ir embora, não consigo desperdiçar nem um minuto.Na semana seguinte, Ayla deixaria Astério. Seria apenas uma visita ao avô, por pouco tempo, mas Daniel era egoísta o bastante para não querer dividir com ninguém nem mais um instante dela.— Ah, para... eu não vou sumir, eu vou voltar...Ayla nem terminou de falar. Daniel já tinha pousa
— Sr. Bruno... — Rebeca ainda tentou resistir. — Isso entre a gente... realmente não fica muito apropriado.— E o que é que tem de impróprio? Considera que está me retribuindo. Ou vai me dizer que quer mesmo ficar me devendo um favor?Enquanto falava, Bruno foi até o sofá e se deitou de bruços. A curva da lombar afundou levemente, desenhando uma linha que, por si só, já dava margem a pensamentos indevidos.Aquela postura dele, tão natural, tão segura de que ela acabaria cedendo, deixou Rebeca ainda mais irritada.Ela ficou parada onde estava, sem se mover, enquanto a cabeça trabalhava depressa, procurando uma forma de escapar.Bruno esperou alguns segundos sem ouvir nada. Então virou o rosto e lançou um olhar para ela.— Relaxa. Eu já falei que não vou encostar em você. Mesmo que você quisesse virar minha mulher, eu ainda acharia problemático demais.Só depois de ouvir aquilo Rebeca se aproximou.Parou ao lado dele, mexeu os dedos, respirou fundo e pousou a mão na lombar dele.— Ai...
Ao ver a expressão séria do garoto, Bruno sorriu de canto e passou a mão na cabeça dele.De repente, achou que não era nada ruim ser tratado daquela forma, como alguém em quem se podia confiar. Ser tão claramente necessário a alguém... tinha lá o seu gosto.Muito mais do que viver calculando os outros o tempo inteiro.— Minha irmã! — Vinícius apontou para Rebeca na mesma hora.— Sr. Bruno, aquilo que a gente falou agora há pouco foi no desespero, acabou saindo do jeito errado. Na verdade, não era por dinheiro. A gente só ficou preocupado com o nosso filho...— Isso, isso. Fique tranquilo. Se o Vinícius é seu conhecido, como é que a gente iria dificultar a vida dele.A essa altura, o casal também tentou encontrar um jeito de recuar sem perder completamente a pose.Bruno, porém, só lançou um olhar frio para os dois.Em seguida, foi até o professor e se inclinou para dizer algo ao pé do ouvido dele.O homem ficou vermelho na hora e assentiu logo depois.— Entendi.— Vamos.Depois disso, B
Rebeca olhou para Bruno. Um meio sorriso surgiu nos lábios dele. Então ele tirou a carteira de dentro do paletó.— Quanto foi o hospital?— Quatro mil reais... — O professor respondeu na mesma hora.Ao ouvir isso, Bruno puxou uma porção de notas e as lançou no chão, aos pés do casal.— Você...!Os dois quase explodiram.Aquilo era humilhação pura.— Já que vocês não quiseram os trinta mil, então vão receber só o custo do hospital. Nem um centavo a mais. Se aparecer qualquer problema com o seu filho depois, falem comigo. Meu nome é Bruno Fonseca.Depois de dizer isso, como se ainda fosse pouco, ele também jogou o próprio cartão de visitas no chão.A mãe já não aguentava mais.— Você faz ideia de quem nós somos? Fala assim com a gente porque acha que pode? Quer ver se continua vivendo em paz em Itamanu? E esse garoto aí, eu garanto que pode esquecer o vestibular!Ao ouvir aquilo, Vinícius se assustou e instintivamente olhou para Rebeca.Só que Rebeca já não estava mais nervosa.Bruno não
Ela ainda lançou mais um olhar para o rosto bonito e delicado de Rebeca. Não era difícil entender por que uma moça como ela andava ao lado de um homem tão claramente rico, tão acima do comum.— Trezentos mil...Rebeca ainda ia retrucar, mas Bruno tragou fundo o cigarro e soltou a fumaça direto no rosto da mulher.— Trezentos mil não é muito mesmo. Deve dar para comprar a vida do seu filho.A mulher tossiu algumas vezes, arregalando os olhos. O marido dela logo avançou no tom:— Olha a sua boca!Bruno riu.— Minha boca está limpíssima. Escovo os dentes várias vezes por dia. Quem está fedendo aqui são vocês, e de longe. E outra coisa, como vocês conseguem ser tão miseráveis? Têm a chance de arrancar dinheiro de alguém e pedem só trezentos mil? Nem o bife que o meu cachorro arranca sai tão barato assim.Rebeca ficou surpresa. Ela realmente não esperava que Bruno estivesse do lado dela.Aquilo não ajudava em nada a resolver a situação, mas era bom demais de ouvir.Como esperado, o casal fi
Selina lançou um olhar para Elena. Elena manteve a cabeça baixa e não disse uma palavra para impedir, era evidente que pensava exatamente o mesmo.— Não precisa chegar a esse ponto... A Ayla... — Gustavo fez uma pausa, a voz falhando por um instante. — Eu acho que ela não vai brigar comigo até o fim
— Desde que você ache que fez o certo, não precisa se importar com o que os outros pensam.A voz de Ayla saiu baixa, mas firme.O olhar pousado sobre Daniel tinha a leveza de um fim de tarde — era acolhimento puro.Ao ouvir aquelas palavras, a expressão carregada de Daniel começou a se abrir, pouco
Daniel soltou uma risada baixa. O polegar passou pelo canto da boca dela, esfregando com um pouco mais de força.— Se eu consigo ou não te proteger... — A Voz desceu, lenta. — Você pode testar. Testar se eu não consigo limpar tudo ao seu redor, deixar você intocável, sem que nem um fio de cabelo sof
— Eu...— Peça desculpas à Bianca. Vocês são da mesma família. No futuro, precisam se comunicar melhor.Elena interrompeu Selina com a voz mais baixa, mas firme, sem margem para discussão.Selina já estava casada com a família Siqueira há metade da vida. Sempre fora conhecida por sua força e por não







