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Aprendendo a Ser Dominada
Aprendendo a Ser Dominada
Author: Galáxia

Capítulo 1

Author: Galáxia
O ônibus estava lotado, superlotado, e o homem atrás de mim, não sei se de propósito, ficava colado em mim com força.

Era um cara corpulento. Seu corpo pesado roçava minhas costas de vez em quando e um cheiro forte de suor invadia meu nariz.

Aquele cheiro de homem rude me excitava. Soou o aviso de partida e, quando o ônibus arrancou, o homem se encostou nas minhas costas. Não lhe bastou encostar seu corpo robusto no meu; ele empurrou o quadril para frente e, em um segundo, ficou colado na minha bunda carnuda e macia.

Naquele momento, estremeci tanto que fiquei toda vermelha. Ao perceber que o homem tinha essas intenções, em vez de ficar envergonhada, fui tomada por um formigamento excitante. Sem pensar, me inclinei um pouco para trás para me encostar mais no corpo dele.

O fato de um desconhecido me roçar daquele jeito me dava arrepios e me deixava sem forças.

Acho que, como não resisti à investida dele e até me inclinei para trás sem saber por quê, o homem se encheu de ousadia.

Ele se agarrou ao tubo com as duas mãos e se encostou completamente em mim. Voltou a se esfregar contra mim. Naquele dia, eu usava um minivestido com alças e meias brancas, ambas as peças feitas de tecido finíssimo.

Tão colado assim, era como se ele estivesse tocando minha pele nua, e cada roçada me fazia estremecer. Minhas pernas mal me sustentavam.

Para completar, naquele dia, Luka, meu namorado, tinha me deixado com vontade; eu estava chateada com ele, então não deixei que ficasse ao meu lado; mandei-o para o outro extremo do ônibus, com minha melhor amiga, Karla.

Agora, com aquele homem se esfregando contra mim, senti a calcinha um pouco úmida. A malícia foi tomando conta de mim. Por instinto, dei uma olhada ao redor. Ninguém estava prestando atenção em nós. Ousei um pouco mais. Mordi o lábio e, entrando na brincadeira, comecei a empinar devagar o bumbum na direção dele.

Minhas nádegas, redondas e ainda sensíveis por causa do Luka, não paravam de se esfregar nele.

— Que safada você é.

De repente, ouvi a voz do homem atrás de mim. Ele parou de fingir. Abaixou a cabeça até ficar perto do meu rosto e deslizou uma mão enorme por baixo da minha saia, por trás. Fiquei nervosa.

O homem já havia descoberto meu segredo vergonhoso. Mas o pouco pudor que me restava se esvaiu assim que ele me apertou com força várias vezes. Meu corpo inteiro ardia; incapaz de pensar em outra coisa, contorci-me para trás com mais vontade.

Então me dei conta de algo. Por que a voz dele me parecia tão familiar? Um segundo depois, olhei de soslaio e fiquei paralisada. O homem que estava atrás de mim era da autoescola, Luciano Rueda, o pai da Karla!

Naquele dia, Karla, Luka e eu estávamos indo justamente para a autoescola dele para aprender a dirigir; por isso tínhamos pegado aquele ônibus.

Com medo de ser descoberta, apressei-me em voltar a olhar para a frente. Fui tomada por uma curiosidade estranha e não consegui resistir à vontade de olhar para onde Luka estava. Ao vê-lo conversando e rindo com a Karla, a ansiedade me consumiu.

Com o ônibus tão lotado, ninguém notaria nada, fizesse o que fizesse comigo.

“Eu deveria pedir ajuda”, pensei.

Mas o prazer me deixava sem palavras; no fim, só me saíram alguns gemidos e suspiros esporádicos. O senhor Luciano percebeu minha intenção. Deslizou uma mão por baixo da barra da minha saia, prestes a levantá-la.

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